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sábado, 30 de maio de 2020

OBÁ ORIXÁ





Quer representar Obá? É tão fácil, pois seu elemento natural é a terra. Sim, a terra, onde Obá permite que finquemos nossas raízes! 

Tudo que plantamos cria raízes e às vezes bem profundas. Raízes nossas, raízes de nossas energias. 

Como bom agricultor, tudo que realmente sentimos ali cria raízes, nascendo destas raízes o caule, as folhas e os frutos. 

Quando plantamos boas energias, os frutos serão como das árvores que são alimento para o nosso corpo, trazendo-nos forças, alimentando a nossa matéria, muitas raízes são tão boas que também nos dão folhas que são verdadeiros bálsamos, acalmando dores e curando-nos através de seus chás. 

No entanto, a terra não rejeita as nossas energias negativas, essas energias da mesma forma nos darão caule, folhas, frutos. Estas folhas e estes frutos serão venenosos e trarão consequências a nosso espírito. Mais cedo ou mais tarde teremos de colhê-los, teremos que assumir as consequências das folhas e frutos venenosos que tanto mal podem terem causado aos irmãos desprevenidos. 


Sim, mãe Oba é também a representação da verdade, não aceita mentiras, falsidades. Para ela só a verdade prevalece e mais cedo ou mais tarde esta verdade virá à tona através do plantio que efetuamos. 


Mãe Obá é guerreira imbatível, luta por todo aquele que perdido desvirtuou a verdade de alguma forma, neste sentido por ela nada passa despercebido.  


Protege e luta pelos caluniados, mas luta mais ainda por aqueles que caluniaram, prejudicaram, dentro de suas verdades invertidas. Ela irá paralisá-los e esgotará toda essa negatividade e como a persistência é uma de suas qualidades, jamais desistirá e garanto ela sairá vitoriosa. 


Mãe Obá, a quem reverencio por amá-la, por respeitá-la e peço sua presença em minha vida para que eu possa ver minhas verdades invertidas e com sua ajuda arrancar essas raízes negativas plantando em seu lugar as verdades da LUZ . 


Salve mãezinha querida, 

salve mãe Obá, senhora da verdade e  da persistência

AKIRO OBÁ 


Luconi

30-05-2020  



quinta-feira, 14 de maio de 2020

GUARDIÃO EXU SETE PORTAIS




E o dia se fez noite, se fez noite em todo mundo, não era uma revolta celestial, não era uma demonstração de força, era apenas a materialização da escolha feita por aqueles homens, aquele povo, que a Luz rejeitaram, optando pelas Trevas da ignorância.

Era a Justiça Divina atuando, já mostrando a sua sentença, não receberam o amor com amor, pelo contrário receberam com o ódio, pois com os ódios de seus egos feridos, com o ódio de quem lhes afrontava o poder, o poder de deter o saber, o conhecimento.

Pois então, daquele instante em diante, respeitando o seu livre arbítrio, a humanidade que com amor não quis aprender, aprenderia com a dor, com a negatividade de seus atos, negatividade que a eles retornaria.

Alguns dirão :  “Estava escrito”
Pois eu lhes digo o Criador quando nos deu o livre arbítrio é por que sempre dentro do livre arbítrio nos daria caminhos para podermos escolher.
Estava escrito sim, se o homem escolhesse o aprendizado do Amor Divino, a escolha o levaria para o belo riacho de águas cristalinas que o envolveria de tal forma que estas águas abrangeriam toda a humanidade. Mas se optassem pelo caminho da recusa,  tentando destruir o Amor Divino com o ódio, então o riacho de águas cristalinas se recolheria e eles seriam entregues a sua escolha.

Então eles enfretariam a luta entre o Bem e o Mal, dependendo de cada um a escolha da arma que usaria.
Restava ao resto da Humanidade não presente a ter a opção de escolher as armas que o Amor Divino ofereceria ou as armas das Trevas que o ego, poder ambição trazem prazeirosamente até eles.

Não o Divino não morreu, não se mata  a representação do Amor Divino. E por ser o Amor Divino está sempre pronto para apresentar o riacho de águas cristalinas àqueles que arrependidos da escolha errada para o seu ensinamento se voltar.

Ah humanidade que até no dia onde relembram o dia mais triste da Humanidade não são capazes de renúncias. E o que seria um resguardo se transforma em fartos banquetes que se refestelam. Ah! São Cristãos! Não comem carne em respeito! Se esqueceram que o imundo é o que saí da boca e não o que entra?


Poucos lerão, pois não têm tempo ou paciência para isso.
Continuem assim, fazendo suas escolhas e recolhendo as consequências e eu gargalho para não chorar.



GUARDIÃO EXU SETE PORTAIS
psicografado por Luconi
10-04-2020


terça-feira, 5 de maio de 2020

REFLEXÕES DE UM PELE VERMELHA - CABOCLO





Ah! Como era lindo de se ver! O meu povo todo reunido em volta da fogueira, ali no centro da tribo! O velho pajé na frente da fogueira, iniciando mais um ritual, mais uma saudação para agradecer ao nosso Deus, a Tupã,  por nossa fartura na caça, na pesca e na nossa pequena lavoura, pequena mais variada.

Logo que o sol nascia, a vida na aldeia se iniciava, aos poucos um a um ia se levantando, cada qual já sabia de sua obrigação. 

Muitas obrigações eram para benefício da tribo toda, na verdade, a maioria, todos cooperavam.

Quando os guerreiros saíam para caçar, a caça não era de quem caçou, toda caça do dia era dividida entre as famílias da tribo. Amparávamos uns aos outros. Tínhamos nossas leis, tínhamos poucos membros da Tribo que não agiam de forma para o bem comum, mas estes o Cacique com o Pajé saberiam decidir o que fazer. 

Mas no geral a vida era calma,tranquila mesmo, éramos unidos e com as outras tribos que tínhamos trato selado de paz também nos uníamos nas horas difíceis, fosse dificuldades nossas ou delas, sabíamos o significado da palavra honra. 

Um dia, não sabíamos, mas iríamos conhecer a deslealdade, a maldade gratuita, a vileza, gente que não tinha honra, gente que não valorizava a vida, que traria o fim de nossa paz. 

Vieram não de jangadas, vieram com barcos imensos, não pelos rios, mas pelo oceano, traziam a falsidade, a tudo olhavam procurando uma forma de ganho para  si, viam-nos como selvagens, como qualquer animal selvagem das florestas.

Com sorrisos e presentes tão simplórios, que para nós eram tesouros, pois não conhecíamos, ganharam a nossa confiança. Assistiram nossos rituais, olharam com cobiça as mulheres, aos poucos foram tomando conta. Nós em nossa simplicidade até achávamos que Tupã os havia mandado para nos ensinar. Triste ilusão. 

Tomaram conta da terra, nos obrigaram a abandonar Tupã, ameaçando-nos de arder no fogo do inferno, mataram muito dos nossos, nos aprisionaram, tentaram nos escravizar, mas nós nos recusamos a obedecer, nos bateram, nos feriram, estupraram as mulheres, roubavam as crianças. 
Trocaram-nos pelos pobres negros, que longe de suas terras não tinham como reagir. 

Havia bons padres, nem todos eram bons, mas havia um ou outro que nos defendia, a estes recebíamos com carinho, mas pouco conseguiam fazer, aqueles que a tribo foi dizimada, levavam para as missões, eram bem tratados, só que cultuavam Tupã às escondidas, passaram a ter duas fé, não queriam ofender, era uma forma de agradecer. 

Nós é que éramos selvagens? Nós que iríamos arder no inferno? Nós considerados até hoje os invasores da terra em que nossos ancestrais viviam. Nem  a menos nos deixam em paz na terra que eles resolveram der a bondade de ceder a nós. 

Enfraquecemos, não o corpo, o espírito, a confiança em Tupã quase desapareceu, as doenças dos homens brancos também nos matava, hoje o que somos? 

Olho meu povo,tão humilhado, hoje imploram um espaço para sobreviver, imploram ajuda, alguns caem nas malhas dos vícios humanos, antes viviam das benção divinas, são taxados de preguiçosos, mas apenas perderam o sentido da luta da vida. 

Ah se soubessem! Teriam lutado até o último indígena estar morto, pelo menos iriam viver com Tupã e lá com certeza uma terra Tupã lhes daria. 

Apenas reflexões de um pele vermelha.
Luconi
19-04-2020






segunda-feira, 27 de abril de 2020

LÁ VEM A GUERREIRA IANSÃ


Lá vem a guerreira,
que usa as cores,
vermelho, amarelo, rosa,
dependendo da linha que cruza.

Vem trazendo seus ventos, 
que a tudo limpa, 
tudo movimenta,
tudo transforma.

Sábia ela sabe,
dê cada um a necessidade,
em todos ela age,
impulsionando para novo caminho.

Seu vento é vendaval,
que tudo tira do lugar,
que leva pra longe o mal, 
para nos fazer caminhar.

Quando o caminho refazendo,
com ervas daninhas nos deparando,
em nós caímos,
fomos nós que plantamos.

Então seu vento é doce brisa,
que nosso coração acarinha,
refazendo nossa energia,
a nós dizendo:
FORÇA ESTOU CONTIGO.

GRATIDÃO MÃE  AMADA! 
Não nos abandone! 
Eparrey minha mãe! 

Luconi
22-04-2020