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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

PAI OXALÁ ORAÇÃO

OXALAGUIAN
OXALUFÃ










         



OXALÁ       


❝Pai da paz, mestre sereno, digna dignidade; senhor de branco, jovem varonil, preto, velho, sábio: Oxalá!


És tu o caminho, a verdade e a vida. Guardião d'Ori, sentinela da cabeça, coroa, kipá, solidéu, turbante! Oxalá!

Luz alva, patrono d'África, serena serenidade.

Grande conselheiro dos Orixás, círculo central n'Árvore da Vida, mentor primevo da humanidade, organizador da vida, instrutor universal. Oxalá!

Epá Babá! Oxaguian, conflito que antecede a paz! 

Epá, Babá! Oxalufan, conquista que sucede a luta!

Toque em nossa testa com teu Opaxorô, inspire nossos lábios com teu discernimento,
fortifique nossas defesas com tua experiência, ilumina nossos passos com tua paternidade! Oxalá!

Ser divino, ente cósmico, arquétipo sagrado!

Em tua honra levantamos a voz, batemos cabeça, dobramos os joelhos, rufamos os tambores e levantamos os olhos! Oxalá!

Percorra nosso sangue, inunde nossas mentes, vibre em nossos ossos, 
assente-se em nossos lares e seja sempre, sempre bem-vindo!❞



Caciano Camilo Compostela, Monge Rosacruz.©

13-11-2017

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

PAI OMULU ORAÇÃO





Pai Omulu, Orixá Cósmico do Trono da Geração da Vida eu o saúdo. ATOTÔ

Pai O Senhor é extremamente amoroso, pois prima pela evolução de todos finalizando a vida na carne quando o ciclo desta vida se encerra e carinhosamente corta o vínculo de nosso espírito com o nosso corpo material e também o Senhor encerra processos de energias negativas que atuam sobre os seres humanos quando há necessidade do nascimento de um novo ser dentro do filho encarnado vítima de tais energias negativas.


Ao Senhor eu peço com todo o meu respeito, que em nome de Olorum, auxilie-me nas dificuldades que eu estou enfrentando e se a Lei Maior e a Justiça Divina  permitir que o Senhor possa finalizar esta fase negativa, entregando-me então a Mãe Yemanjá para que uma nova vida se faça em mim.


Ao Senhor Pai Omulu eu com respeito e humildade imploro, reconhecendo que muitas destas energias negativas foram geradas por atos e pensamentos meus, por isto sinto a necessidade de finalizar meu velho eu e um novo eu em mim surgir.


Senhor Pai Omulu eu imploro para que ainda nesta vida eu consiga alcançar o caminho da evolução.


Salve Pai Omulu
ATOTÔ



domingo, 22 de outubro de 2017

SACERDOTES E FILHOS DE UMBANDA




A grande maioria dos irmãos que frequentam um templo,  querem um pai, uma mãe, um sacerdote ou líder espiritual, que lhe ensine e conduza através de sua religiosidade.


Que lhe ensine a caminhar, ensinando os passos e os conduza até que estes passos estejam
firmes, que lhe desvende os mistérios, que reparta com ele a responsabilidade do cargo que exerça dentro de um templo religioso.


Às vezes aprendendo os primeiros passos, já fazendo pequenas caminhadas, julgam-se aptos para correrem livres, não admitindo conselhos, achando que tudo o que sentem intuitivamente é o certo, que não precisam mais de ninguém para auxiliá-los, por isso acabam levando alguns tropeços e como não param para analisar o porquê dos tropeços, devido a seu ego, a seu orgulho que venda os seus olhos e ensurdece seus ouvidos para tudo que venha contra o que infelizmente acreditam.


Pobres irmãos que se julgam capazes de nunca precisar de outros irmãos para auxiliá-los, pobres irmãos que acreditam que tudo sabem, que se acham livres de ataques de quiumbas ou de inimigos espirituais de vidas passadas que querem a sua queda, muitos infelizmente chegam até a certo tipo de loucura, de perda da noção do certo e errado, um tipo de loucura não detectada tão fácil. Por isso muitas vezes para prosseguirem no caminho que escolheram e acham o certo, acabam abrindo templos, ou então, fazendo atendimento em seus lares ou nos lares dos que pedem seu auxílio.


Muito grave na espiritualidade é a situação destes irmãos, pois deixaram se dominar por seres trevosos, seus mentores tristemente a tudo assistem e tentam chamá-los à razão, mas infelizmente poucos são os que os ouve e por fim o médium, devido a seu orgulho que o impediu de enxergar a verdade no início do processo, termina envolto por energia tão negativa que até mesmo seus mentores só de longe pode olhá-los. Então passarão a receber quiumbas que usarão o nome de seus mentores e até irão plasmar as formas desses mentores.

Não percebem que muitos conselhos que estes espíritos dão fogem totalmente a Lei do Amor, foge a Lei do perdão, se acham estranho imediatamente o seu orgulho dará uma boa desculpa para que o tal mentor agisse dessa ou daquela forma. Esquecem que serão responsáveis por cada semente de sofrimento que plantou em outros irmãos que atendeu, em cada semente de orgulho, de vingança, de poder, de vaidade alimentando o ego de cada um que por ele passou.




Não percebem que até os sacerdotes ( Pais e Mães de santo) estão sujeitos a estas investidas, até eles precisam de um porto seguro para se socorrerem, energizarem, recobrarem forças, pois antes de serem sacerdotes são seres humanos encarnados que trazem consigo em seu perispírito doenças ou resquícios de doenças da alma que reencarnam para poder dessas doenças se curarem.  Não são mais ou menos evoluídos que nenhum irmão, apenas têm em seu aprendizado o dever de ser um líder religioso, o que é uma prova muito difícil, pois os sacerdotes devem ver e sentir a todos como seus filhos.


Sentir como filho é bem mais que sentir como irmão, a humanidade tem tanta dificuldade em ver o próximo como irmão, imagine em ver e sentir como filho, mas tudo tem uma razão maior de ser, e você que é um filho de Umbanda, seja qual for a sua atuação no templo, esteja certo que está exatamente onde a Lei determinou para maior aproveitamento de sua reencarnação.

Vivam a sua religiosidade, sintam as energias benfeitoras que seus mentores e amigos espirituais lhes passam, aproveite todo ensejo de aprendizado, quando algo lhe parecer injusto ou errado, não se leve pela emoção, pare e analise e peça para que o Pai lhes esclareça e tenha certeza que seja certo ou errado virá para você e tudo você entenderá, mas não se feche em si mesmo, converse e humildemente exponha o seu sentir, a maioria dos filhos que se tornam vítimas de quiumbas não expuseram o que sentiam realmente, como também, não souberam ouvir as respostas armados que estavam da couraça do orgulho.


Pequenos conselhos de alguém que um dia muito errou por orgulho e há séculos aprendeu o benefício da humildade, o benefício de amar .


Fiquem na força de Zambi,
na paz de Oxalá,
na sabedoria de Logunan



Ditado por Zimbá
psicografado por Luconi

em 22-10-2017

terça-feira, 12 de setembro de 2017

UMBANDA NÃO SOMOS LENDA

 


Éramos nada e não achávamos que precisávamos de nada, tínhamos a nossa fé, esta sim era para nós tudo.
Confiávamos em nossos Orixás, em nossos guias, sabíamos que eles sempre fariam o melhor e não cogitávamos se havia perigo ou não, porque para nós esta palavra não existia.

Éramos unidos e não precisávamos de antemão combinar nada, nem quando iniciamos os nossos trabalhinhos, não tínhamos pretensões, nem pensamos em ter muitos filhos ou sermos pais de alguém, pois para isso não tínhamos preparo, mais uma vez deixávamos nas mãos de nossos Orixás, eles saberiam quem trariam para serem atendidos, para serem auxiliados. E como sabiam, irmãos para nos auxiliar, os que realmente iriam ficar, foram se achegando, de uma forma ou outra eram trazidos, a espiritualidade agia conforme via a nossa boa vontade, o nosso merecimento de termos respaldo.

Aqueles que a nós se uniram para trabalhar, podiam no início não estarem desenvolvidos como nós, mas tinham uma coisa em comum com nós a FÉ, a boa vontade, o amor ao próximo,  sabiam que nunca nos tornaríamos seus pais de santo, desde o início na brincadeira o meu irmão avisava, aqui não tem Pai ou Mãe, aqui não tem chefe.
E logo alguém perguntava: Mas e quem é o responsável? Não é você?
Ele rindo falava e apontava pra mim : - É ela.
E eu dizia; - Eu não, sou só a assistente dele. - E apontava pra ele.

Para nós os chefes que comandavam o pequeno centro eram os guias, em particular, o Pai João de Angola, que nos transmitia o que devíamos ou não fazer, como agir, dava-nos orientações, instruções  e nos ensinava um bocadinho do que era do outro lado da vida, isto quando marcava gira especial, tinha que ser a parte e em segredo senão não conseguíamos fazer como ele pedira.

Assistência que frequentava  era rotativa, vinham para socorro mesmo, depois que tudo estava resolvido aos poucos iam se afastando, alguns sim frequentavam com certa assiduidade. Agora na corrente, alguns entravam e depois se encaminhavam para outros lugares, nós não segurávamos ninguém.  As portas eram abertas para virem e irem a hora que quisessem, e se acaso fossem e depois viessem para nos visitar eram muito bem recebidos e que festa Pai João fazia. Mas a nossa corrente no final sempre ficava com os mesmos queridos filhos de Pai João.

Ah? Fundamentos?  Sim tínhamos fundamentos, todos que o querido Pai João nos ensinou e na esquerda os que o Sr. Capa Preta nos orientou, para podermos trabalhar.

Eu hoje sei que não tínhamos um terreiro propriamente dito, tínhamos um lugar de socorro, como se fosse um pronto socorro, é isso que tínhamos. E jamais nos amedrontamos com qualquer situação, trabalho ou pessoa que ali chegasse, porque se ali se apresentou como se apresentou é porque a Lei Maior havia trazido e MAIOR É DEUS e com ELE nossos Orixás e nossos guias venciam, nós não, nós não fazíamos nada além de doar nossa matéria e vou dizer a vocês como ficávamos felizes ao ver que quem ali veio havia ficado bem.

Bem nos sentíamos muito bem ali, nunca cobramos nada de ninguém, nunca exigimos que as pessoas se tornassem umbandistas, a maioria que ali ia não era, nunca exigimos que filho de corrente não faltasse, não havia cobrança e eles não faltavam a não ser em casos de extrema urgência, porque ali tínhamos AMOR.

Alguns tempos atrás, alguém me disse que em um certo centro Umbandista, quando pessoas que nos conheceram,  comentavam de nossos trabalhinhos a outros, estes agiam como se aquilo tudo que falavam fosse lenda, e então este filho me disse: A senhora e o Toni são lendas para alguns de lá.

E eu pergunto: Lenda por quê?
Porque apesar de todos imensos defeitos de nossas almas, nossa falta de informação sobre o ritual Umbandista, a nossa FÉ era tão grande que nunca ninguém ficou sem socorro, nunca nem nós ou alguém da corrente sofreu qualquer mal devido a trabalhos desmanchados por mais pesados que fossem, nós não somos lendas, nós fomos a realidade de uma época em que a informação era muito pouca, repleta de distorções, pois era passada boca a boca, não havia divulgação de obras sérias, não havia a internet com suas facilidades como nos dias de hoje,o grande Rubens Sarraceni ainda não havia iniciado a edição de suas magníficas obras,  então o Pai nos proveu de Fé e isto nos trazia tudo que precisássemos.

Se Pai Oxalá permitisse que o tempo retrocedesse, tudo de novo nós faríamos.


Salve Pai João de Angola mentor de nossos trabalhos na direita
Salve Exu Capa Preta mentor de nossos trabalhos na esquerda. 


OBRIGADA  é muito pouco, os senhores e meu irmão me deram razão para viver.

Luconi
12-09-2017