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quarta-feira, 18 de julho de 2012

TUDO TEM UMA RAZÃO (GIRA MUNDO)




Hoje é dia de festa, é dia de alegria, aqui na Aruanda, duas filhas se encontraram.

Filhas que em algumas outras vidas já haviam se encontrado.

Para nós é alegria, pois são duas forças, duas guerreiras da luz, que ora se unem.

Por isto é que digo, gira o mundo, muitas vezes ele gira, e as pedras mais distantes sempre acabam se encontrando. Nada é o acaso, tudo tem um propósito, nosso não, mas do Pai Eterno que tudo realiza sempre para ganho de todos.

Então filhas, pense bem no que eu digo ambas têm propósito, uma com a outra, nesta vida sempre é assim, quando pensamos que estamos dando na verdade estamos recebendo.

Hoje na hora do sono, o espírito liberto, vamos todos conversar e então o acerto do propósito será feito, talvez uma de vocês se lembre, talvez não, mas no seu inconsciente estará tudo marcado.

Agora vocês que leem esta mensagem, tirem a sua lição, nesta vida nada é o acaso, tudo tem uma razão e sem doação recíproca ninguém é beneficiado.


Salve Oxalá,
Ditado por Gira Mundo,
Psicografado por Luconi
17-07-2012

sábado, 7 de julho de 2012

UM ALENTO DE SEU ZÉ PILINTRA




Lá na nossa Aruanda, lá no nosso Catimbó, lá na Espiritualidade Maior, foi um dia de alegria, receber o nosso irmão, guerreiro de Cristo, guerreiro de Oxalá, que retornou a sua verdadeira pátria.

Aos poucos ele foi envolvido pelos irmãos socorristas com ajuda de sua família espiritual e levado ao Pronto Socorro espiritual para sua recuperação.

Ah! Para nós todos foram dias de sofrimento, assisti-lo em seu resgate final, ansiosos esperávamos o término do resgate que só cabia a ele dar um basta, depurando-se dos últimos resquícios negativos que ainda o seguravam nesta Terra. 

Logicamente, que sem a permissão do Pai Altíssimo não poderiam cortar os últimos laços, mas finalmente chegou o término e assim ele foi recolhido.

Enquanto nós nos alegrávamos pela sua libertação, na Terra nossos amados irmãos, experimentavam a dor dos espinhos da separação, momentânea é verdade, mas isto na hora da dor eles não se lembravam, os espinhos já estavam cravados em seus corações e nós ao mesmo tempo que nos alegrávamos também chorávamos pelo desespero destes irmãos nossos filhos na religião. 

A dor deles nublava nossa alegria, mas sabíamos que aos poucos a vida seria retomada e os afazeres do dia a dia ocupariam suas mentes não dando oportunidade para pensamentos negativos.

Hoje apenas venho deixar o meu alento nestes corações cuja dor ainda é grande, pois o passamento foi recente.

Não é ruim chorar por saudades, saudades é amor, mas lembrem-se dos bons momentos que foram muitos e sintam a alegria que eles trouxeram, jamais chorem em desespero, jamais se revoltem, pois estes sim são sentimentos negativos que fazem mal a vocês e a quem voltou à pátria espiritual.

Procurem voltar à rotina normal de suas vidas, visualizem a mão de Deus em seus caminhos, aproveitem cada oportunidade de demonstrar amor ao próximo, semeiem o amor fraterno seguindo o exemplo de Cristo, ergam as mangas e assim não só ficarão em paz como também levarão paz a quem já não está entre vocês.

Vamos não quero mais vê-los chorando, sigam em frente, só assim cumprirão a missão a contento. E não se esqueçam que aqui deste lado nós seus amigos espirituais sempre choramos e rimos com vocês.


Fiquem na paz de Oxalá


Ditado por Zé Pilintra do Catimbó
psicografado por Luconi
em 08-07-2012


terça-feira, 15 de maio de 2012

A LIBERDADE SEGUNDO PAI TOMÉ




A liberdade, na terra, é pura ilusão do homem sonhador. Por mais que pensem ser livres, livres não são não. Eles não imaginam, mas as correntes tantas são.

Realmente nesta terra, ninguém é livre não. Por mais que se debatam, sempre haverá corrente que os prenderá.

Eu vivi na condição de escravo, pensava comigo então, que o branco era feliz, ia e vinha , fazia o que queria, escolhia sua vida.
Mas era doce ilusão, o branco não era feliz não, as correntes que os prendiam, eram mais fortes que a minha.

Eram presos pelas correntes da sociedade em que viviam, onde agir tinham conforme às suas leis, às suas regras, muitas vezes contra os próprios princípios, contra a própria consciência. Caso contrário,  eram perseguidos de forma velada, escusa, suas famílias sofreriam as consequências.

E as mulheres brancas? Trancafiadas na casa grande, sem querer, sem nada poder, bonequinhas de porcelanas, colocadas em uma vitrine apenas para servirem de enfeite ao marido, quando se dignavam a retirá-las de sua prisão e desfilavam com elas de braços dados, imponente com um meio sorriso no rosto, como se fossem um troféu. Nem podiam amar por livre escolha, tudo era acertado conforme os interesses da sociedade, conforme os interesses financeiros e de posição social do pai ou tutor.

Ah! Eu era escravo, mas amava a quem queria, minha companheira deitou-se comigo não porque havia sido forçada a me amar, mas porque o amor entre nós surgiu lá na plantação de algodão.
O tempo que vivemos juntos, uns quinze anos, vivemos momentos inesquecíveis, tudo escondidinho para o feitor não se engraçar e querer receber o seu preço para deixar que nos amássemos.

O preço do feitor, era dormir com a mulher dos negos quando lhe aprouvesse, só assim, dava paz. Mas nós fomos espertos, conseguimos enganá-lo, por longo tempo, quando minha nega engravidou, ele coçava a barba,  quem seria o nego miserável que a possuíra.

Ele não gostava de deitar com nega que tivera filho, queria presa nova, presa cujo corpo não tinha estragado, desta forma, foi morrendo de raiva que me viu carregando meu rebento.

Bem foram anos felizes, nosso amor suavizava o sofrimento e tínhamos a sorte do sinhozinho não vender mais os filhos de escravos, estava receoso com as histórias da abolição, a Lei que proibia a entrada de escravos nos portos brasileiros, já havia sido assinada.
Eu queria liberdade, liberdade do que? Ah liberdade de escolher a minha vida, mas nem os brancos tinham esta liberdade. Havia outras correntes que eu precisava me libertar e por causa delas vim como escravo.

A corrente do orgulho era uma delas, a principal e mais forte, que em encarnações anteriores sempre me levavam a cometer grandes injustiças. Precisava aprender a dar valor ao meu povo, não importa qual fosse, branco ou negro, eu nunca dei o devido valor aos povos ao qual pertenci, poderia ter ajudado muito em outras vidas, mas pensei primeiro em mim. Por fim, dar valor a um verdadeiro amor, pois certa vez usei as mulheres como objetos, não dei valor nem a quem amava.

Pois é, estas eram as correntes reais que me prendiam, que mantinham meu espírito preso em um estágio atrasado de evolução, era destas correntes que eu deveria me libertar.

Ah filhos meus, tantos anos passaram, vejo irmãos negros encarnados agora como homens brancos acorrentados ainda nas mesmas correntes, a encarnação como negro escravo de quase nada valeu, ganharam certa humildade na época, mas depois ao voltarem à Terra, não alicerçaram esta humildade, permitiram que a agonizante raiz do orgulho ganhasse vida novamente. Lutam pelo poder, pela ganância, alguns até cultivam o preconceito da cor, esquecidos que estão do seu passado em outra vida.

É meus irmãos, hoje neste país que tanto amo, todos são livres, podem ir e vir, podem escolher sua conduta de vida, e eu aqui da espiritualidade, ainda os vejo acorrentados em suas correntes invisíveis, aprisionados pelo seu interior deturpado.

Ninguém é realmente livre nesta Terra, se alguém age como se fosse, esteja certo que ele é um prisioneiro da poderosa corrente do egoísmo, o amor fraterno ainda não o invadiu, o seu coração ainda é árido.
Você acredita realmente que alguém pode ser livre nesta terra em que vivem?

Todos tem obrigação com os irmãos que fazem parte do mundo em que vivem e mais cedo ou mais tarde serão cobrados pela falsa ilusão de liberdade que cultivam.


Fiquem na paz de Oxalá,
abençoados por Nosso Senhor Jesus Cristo.


Ditado por Pai Tomé de Aruanda,
psicografado por Luconi
em 14-05-2012 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

TUDO É ENERGIA ZÉ PILINTRA



Tudo no Universo é energia, nada foge a esta verdade, isto é incontestável e nos dias de hoje esta realidade já está bem difundida, não sendo mais um mistério ou segredo, guardado esperando que a humanidade evoluísse em seu aprendizado para poder vir à tona.

No entanto, fico abismado em ver, como muitos ainda teimam em não entender ou aceitar a simplicidade desta definição. Muitos concordam, sabem que assim é, mas nada mudam, não procuram refletir e ver que muitas coisas que fazem em seus trabalhos espirituais não precisariam ser feitas, não da forma como são feitas.

Pois bem, se tudo é energia por qual razão que a maioria dos centros umbandistas utilizam material para desmanchar energias negativas criadas por algum “trabalho” ou utilizam material para enviar energias positivas para a cura material ou espiritual de alguém?

Vocês me dirão, mas são os próprios guias, orixás que pedem tais materiais. E eu vos respondo, o mentor espiritual da Umbanda, o guia não importa a linha, tem como missão a pratica da caridade através de um determinado médium que antes de seu encarne na terra assumiu este compromisso com ele. É uma missão a ser cumprida de forma conjunta.
Pois bem, o médium sendo um espírito encarnado, traz em si a soma de tudo que assimilou na terra durante a sua encarnação e a maioria incutiu em sua mente que para ser atendido tem que trabalhar através de materiais, não acredita nem que pode fazer um pedido de proteção a algum Orixá sem ter uma vela acessa.

A energia do elemento ígneo, sem dúvida é bastante forte e auxilia sim, mas se o filho não tiver a energia da fé de nada valerá.

Agora se tiver fé,  este pensamento forte gerará uma determinada energia que sem dúvida se aliará a energia do elemento ígneo que o ampliará e é esta energia positiva que o Orixá ou entidade recolherá e direcionará para atender o pedido do médium.

Simples muito simples, mas tão simples que os médiuns umbandistas não acreditam, não conseguem ter um pensamento firme mesmo quando firmam velas.  

Agora imaginem abrir os caminhos de alguém ou curar alguém, simplesmente não aceitam que o seu guia incorporado trabalhe apenas com manipulação de energias, então os próprios guias para trabalharem e poderem cumprir a missão, aceitam agirem como o mental de seu médium aceita. Com toda paciência regridem a épocas em que não entendiam de energias, que não tinham evolução para isso, e fazem seus trabalhos de forma mais rudimentar.

Bem, meus irmãos, esta é a  mensagem que passo neste sentido,  muitos irão apedrejar, irão dizer que quero transformar uma religião africana em outra, que quero tornar a Umbanda um tipo de Mesa branca, nesta hora até do elemento ígneo que falei esquecem,mas não importa, alguém tem que começar a falar, tem anos que meu aparelho ou cavalo trabalha assim, energeticamente.

 Lembre-se que energia não se vê, pelo menos não os encarnados que não sejam videntes, então torna-se difícil acreditar se a fé não for firme e a razão não andar equilibrada com a emoção. Toda fé tem que estar equilibrada, só assim para chegarem ao entendimento que tudo evolui, inclusive a nossa amada Umbanda. 



Oxalá os abençoe,
Ditado por Zé Pilintra do Catimbó
psicografado por Luconi
em 04-05-2012