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domingo, 7 de agosto de 2011

ZÉ PILINTRA UM ACASO QUE ME LIBERTOU



Dizem que nesta vida tudo tem uma razão, mas eu vos digo amigo esta expressão é bem mais abrangente, ela é verdadeira não só na tua vida terrena como também no mundo espiritual.

Anos atrás em certo dia, estava eu em um trabalho num centro umbandista, e ainda incorporado percebi que alguns irmãos que trabalham em pronto socorros  estavam a minha espera. Muito normal a linha do espiritismo sempre está presente, porque a eles direcionamos muitos espíritos sofredores ou endurecidos por sentimentos negativos que conseguimos acender nem que seja uma pequenina luz para poderem ser entregues aos irmãos que cuidam dos prontos socorros espirituais.

Também estes irmãos nos trazem para os trabalhos espíritos que estavam em zonas trevosas e seus espíritos estão com grandes deformidades que não mais se consegue visualizar neles a aparência humana que um dia tiveram. Então para retomarem de uma forma mais rápida a aparência humana, a incorporação num centro umbandista é o mais indicado, pois além do ectoplasma que ao incorporar o médium transfere para ele, estarão  presentes no trabalho os guardiões da Lei, que obrigarão tal espírito a conter suas tendências maldosas, não afetando nem o médium que o incorporará nem a nenhum outro irmão encarnado ou desencarnado.

Mas como eu havia percebido aqueles irmãos estavam querendo me dizer algo, pareciam um tantinho apreensivos, e então já quando eu ia terminar os trabalhos, chega-se até mim a cambone do centro, dizendo:- Seu Zé, tem um rapaz que entrou e pediu um prato de comida, nós vamos ajudar, mas acho que ele pensa que pra receber ajuda tem que fazer parte do centro, então pediu se podia receber benzimento.

Olhei para os espíritos do espiritismo, percebi a emoção em seus olhos, olhei para o filho que chegava e vi guardiões da lei (exus) amparando-o. Voltei para o meu lugar e pedi que ele se aproximasse. Então o cumprimentei saudando pai Oxalá, e peguei suas mãos, tão magras, tão frias, suas roupas eram farrapos, seus pés calejados e feridos de tanto andar, e por incrível que pareça estava sóbrio, não havia energia de bebida alcoólica, mas eu via em seu corpo astral já doenças trazidas pelo uso indiscriminado do marafo.

Imediatamente chamei dois médiuns e os guardiões da lei que o cercavam trouxeram alguns espíritos que o vampirizavam quando bebia, em seguida veio um espírito totalmente ignorante, perdido, dizendo que ele jamais permitiria que ele se fortalecesse, o acompanhava em todas as encarnações para não correr o risco dele conseguir cumprir a missão. Mas apesar disto a cada encarnação ele evoluía, pois se não cumpria a missão também não se entregava ao ódio, nenhum mal propositadamente fazia a ninguém. E isto estava enfurecendo tal espírito que queria o direito de levá-lo definitivamente para as trevas. Bem com algum custo o retiramos, prometendo que iríamos conversar na espiritualidade e faríamos um acordo desde que fosse dentro da Lei , ele sem saída aquiesceu, os guardiões já o haviam envolto em uma espécie de rede espiritual que o impediria de seguir livremente, teria que nos ouvir na espiritualidade e sabia que nunca mais poderia atormentar aquele filho.

Bem até aí normal, mas então o espírito de uma mulher de muita luz, incorporou em um dos médiuns, abraçou de forma muito especial aquele filho, que naquele instante recebia uma chuva de pétalas de rosa. Depois olhando para mim disse:
-Salve os seus trabalhos seu Zé, salve antes de tudo Nosso Mestre, Jesus Cristo.

Eu a conhecia, e como a conhecia, era Zelda, dois milênios antes havíamos cumprido missão juntos na terra, e mais duas vezes, muitas vezes na espiritualidade nos encontramos, ela me ajudará a ver a Verdade e desde então em certos socorros eu a chamava ou ela precisando da energia da Umbanda me chamava. Evoluíamos cada um na sua seara, mas sempre unidos estávamos e estaríamos pelos laços do amor fraterno.

Desde que eu decidira seguir as Leis do Pai, nunca mais falamos sobre a minha dor mais profunda, calejada dentro do peito, perdoara porque o amor de um pai sempre fala mais alto, mas diziam que eu ainda não estava preparado para saber onde ele estava, tinham receio que por muito amá-lo eu para defendê-lo transgredisse as Leis, ou então, ao vê-lo revivesse o passado e o ódio voltasse. Aceitei as designações do Pai, e esperava já há centenas de anos.

Ela ali naquela hora não emanava amor fraterno, mas sim amor maternal, os espíritos do espiritismo me cercavam,  os guardiões estavam emocionados, e eu ali incorporado comandando os trabalhos, não podia me expandir, porque não me falavam a razão daquilo tudo, era certo que tanto os guardiões como os espíritos do espiritismo e a minha grande amiga, trouxeram o rapaz até ali, entendi porque estava sóbrio, eles não deixaram os espíritos que o vampirizavam se aproximar.

De repente olho para a médium que Zelda estava incorporada e seu olhar me diz tanto, escorrem lágrimas no rosto da médium, eu olho para o rapaz e vejo através não dos olhos do meu médium, mas através dos olhos do tempo, minha casa incendiada, minha filha querida usada e morta por asfixia, Zelda caída ao chão morrendo aos poucos devido a punhalada em seu ventre de onde o sangue escorria em abundância eu amarrado a uma árvore assistindo a tudo, já bastante ferido. 

Eles queriam alguma coisa que eu não tinha como entregar, eram pedras preciosas, ouro, que haviam ficado comigo, eu achara quando o dono das terras que eu vivia morrera, ninguém sabia da existência só minha família. No entanto naquela época eu começava a me converter ao cristianismo, não acreditava muito no Deus único, mas me era simpática a forma com que os discípulos daquele Cristo agiam.

Era servo, era grego em terras Palestinas, pelos judeus era maldito porque me consideravam pagão, mas os cristãos me recebiam, não conheci o Cristo, acontecera há 150 anos antes de meu nascimento, muito sofri até ganhar a confiança do senhor daquelas terras que também estava se convertendo, tinha simpatia pela causa dos cristãos e eu sabia que antes de ser morto pelos romanos ele iria entregar aquele tesouro para os cristãos beneficiarem os doentes e famintos, então ao encontrá-lo ao invés de logo dar o destino que meu senhor queria a ele, eu fiquei entre a cruz e a caldeirinha, precisava de um tempo para me decidir.

Exatamente na noite anterior, meu coração se apertou, e eu decidi que a causa deles era justa e que não importando se o tal Deus existia ou não, eu faria a vontade do meu antigo senhor, e assim fiz.

Não podia entregar aos bárbaros o que eu não tinha, mas o pior de tudo foi ver um cavalo vindo, comendo poeira, chegando e o seu cavaleiro apeando e gritando:
-Não vocês me enganaram, eu entregaria o tesouro em troca da terra ser nossa, vocês não viriam buscá-lo.

Era meu filho, era ele, Artrius, meu Deus o que ele fizera, iria roubar o tesouro para entregar aos bárbaros, para mim os romanos eram bárbaros, preferia os judeus.  Então antes de acabarem de me matar, eu o vi ser decapitado, e em seguida foi a minha vez.

Deu tempo dele clamar pelo meu perdão, mas naquela hora diante dos corpos de minha esposa e filha, eu o amaldiçoei.

Agora ali naquele terreiro, eu o tinha na minha frente, andarilho errante, um trapo humano, há tanto tempo o perdoara, ninguém no terreiro entendeu nada, eu não podia falar quem era ele, nem a história ocorrida, mas eu podia abraçá-lo, eu podia retirar a minha maldição, que há muito já havia retirado perante Deus em minhas preces. O abraço perdurou muito tempo, com a ajuda dos espíritos do espiritismo segurei minha emoção, e apenas disse:

-Nunca mais você sentirá fome, não será rico, mas o pão em tua mesa não irá faltar e como ninguém no centro tinha me visto emocionado daquela forma, um homem da assistência levantou-se e disse:

-Se ele quiser, amanhã mesmo começa a trabalhar, o ganho é pouco, por enquanto a vaga vai ser de faz tudo, mas quem sabe com o tempo isto muda. Se aceitar quando sairmos daqui iremos para o depósito da empresa, lá tem um quartinho e ele pode se ajeitar ali por enquanto.

O rapaz, dizia:- Eu quero, eu quero, cansei de dormir na rua, eu quero.

Bem eu não precisava ouvir mais nada, Zelda deixava o rosto da médium lavada de lágrimas, ela podia dizer quem era realmente, e virou-se para o rapaz e disse:

-Meu filho, dois mil anos se passou antes de você conseguir o merecimento de nossa intervenção, hoje esta mãe que muito o ama, ganhou a maior bênção que poderia ter ganho, hoje inicia-se a sua escalada para a evolução e esteja certo, pela primeira vez depois de tantas idas e vindas, quando atravessares a ponte a tua família espiritual de dois mil anos atrás te receberá de volta em seu seio.

Agradeceu a Deus e foi-se, a emoção no ambiente era tal que todos choravam, eu não podia, eu era o seu Zé, comandante dos trabalhos,  meus filhos ainda não estavam preparados para certas verdades.

Encerrei os trabalhos, os meus irmãos da Umbanda, os do espiritismo, Zelda, todos estavam me aguardando, os guardiões que acompanharam meu filho foram os primeiros a me abraçar, eu passara pela prova. Incorporado em meu médium, revivenciara todos os momentos do sofrimento que haviam ocasionado certa queda e estacionamento meu, na minha frente o causador, e mesmo assim o meu amor falara mais alto,  posto a prova provei para mim mesmo que no meu coração não mais havia lugar para mágoas, muito menos ódios.

Todos juntos fomos para um lindo vale, e oramos, agradecemos muito, e então pétalas de rosas forraram o chão daquele vale, estava consolidado o bem realizado.

Meu filho ainda vive na terra, de forma humilde, formou família,ainda é empregado naquela loja de materiais de construção, luta com seus instintos inferiores, tem vencido com alguma dificuldade, segue a sua missão espiritual na Umbanda.

Eu e Zelda  acompanhamos nosso filho de longe na maioria das vezes, sempre que podemos o visitamos durante o seu sono, quando o seu espírito fica livre da matéria. Tem três filhos, a mais velha é a irmã querida daquela época distante, que vai ampará-lo na velhice, os outros dois meninos, são os amigos romanos que ele havia confiado na época, hoje estão em plena evolução e serão médiuns primeiro só umbandistas depois também do espiritismo. A esposa é um espírito que tinha vínculos fortes de outras vidas com ele, e era filha de um dos romanos que hoje é seu filho.

Bem meus filhos, como veem nada nesta vida é o acaso, e tudo tem que ser colocado em seus devidos lugares, ódios e mágoas tem que ser extintos, o coração precisa se tornar puro, puro como o das crianças, e então estaremos prontos, e poderemos seguir o chamado do Mestre, que diz “Vinde a mim os puros e mansos”, ou então aquele outro chamado que diz, “Vinde a mim as criancinhas, pois delas serão os reinos dos céus”. 

Quando esta humanidade tiver a pureza das crianças em seu coração, não mais viverão num planeta de expiação e aprendizado através do sofrimento.

Ditado por Zé Pilintra do Catimbó
Psicografado por Luconi
07-08-2011 

sábado, 30 de julho de 2011

ZÉ PILINTRA UMBANDA E ESPIRITISMO TRABALHANDO JUNTOS




O astral se iluminou,
hora bendita chegou,
neste solo terreno,
irmãos iluminados desceram,
com toda humildade,
sua luz esconderam,
praticando a caridade,
conosco trabalharam,
socorrendo as almas,
que aqui aportaram.

Espíritos encarnados e desencarnados,
por eles foram atendidos,
com muito amor e carinho,
seu remédio foram recebendo,
a todos eles acudiram,
com a origem não se importaram,
se das trevas vieram,
ou se só perdidos estavam,
não fazia diferença,
todos eram encaminhados.

Cada qual ao seu caminho,
conforme suas afinidades,
e também necessidades,
agora despertavam ,
de um longo pesadelo,
finalmente vislumbravam,
o final de seus tormentos,
um a um retirados eram,
até que todos se foram,
e os irmãos iluminados,
em lágrimas agradecem.


São lágrimas de alegria,
louvando mais um dia,
de trabalho abençoado,
na seara bendita,
onde a fraternidade,
reina junto à humildade,
agradecendo ao Pai,
mais esta oportunidade,
de resgatar com amor,
o irmão que está na dor.


Os irmãos encarnados,
mais um trabalho encerram,
nem de longe imaginam,
quantos que ali estiveram,
nem as graças alcançadas,
nem as bênçãos recebidas,
mas dentro do peito sentem,
a sensação de dever cumprido,
a leveza da alma,
e um amor incontido.

Mais uma vez, 
trabalhadores da Umbanda e do Espiritismo, 
unidos estavam, 
porque aqui na espiritualidade,
separações não existem, 
somente encarnados de forma contrária agem, 
infelizmente muito mais se faria, 
se os egos vencidos fossem, 
tanto as entidades da umbanda, 
vão até outros templos religiosos, 
como entidades de outros templos,
vêm até a Umbanda, 
e que lindo trabalhos juntos fazemos. 


Reflitam, estudem, percebam!



Psicografado por Luconi
29-07-2011

Hoje trabalhamos com seu Zé Pilintra do Catimbó, no final dos trabalhos louvou ao Pai
e agradeceu todos os espíritos presentes, tanto da Umbanda como do Espiritismo, e depois mais tarde passou-me esta mensagem.


Luconi
29-07-2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

UMBANDA ATENDA O CHAMADO DA EVOLUÇÃO


Tudo tende a evolução, tudo segue para frente, o Universo nos impulsiona, então por que motivo a nossa Umbanda amada tem que se restringir a forma que foi criada?

Por que não pode ter uma evolução?
Por que os centros que começam a engatinhar para essa evolução são discriminados?
Por que os filhos de Umbanda não aceitam formas diferentes de se trabalhar sem serem aquelas que foram iniciados?

É isto que me pergunto, é isto o que a espiritualidade se pergunta, ouvimos coisas tão absurdas e muitas vezes nos sujeitamos a certos rituais apenas para não perder a oportunidade de trabalhar e fazer a caridade, pois deixar de trabalhar seria com certeza um ato de desamor.

Além de deixarmos os nossos médiuns para trás, o que não é certo, pois antes de reencarnarem todo um acordo foi feito, todo um programa de trabalho caritativo em prol do próximo foi elaborado, e estejam certos que todos que acabamos atendendo de uma forma ou de outra, são irmãos que ou nós ou o médium tem laços fortes, trazidos de passado distante, ou fomos algozes ou fomos vítimas ou cúmplices em atos que feriram a Lei do Amor.

No entanto dentro deste programa de trabalho está a evolução do médium e da religião a qual nos propusemos trabalhar.

Uma evolução lenta porque é devagar que se consegue realizar mudanças e mudar todo um conceito que vem enraizado dentro de uma religião que traz as suas raízes na distante África. Raízes estas que datam de milênios, pois o culto aos Orixás Naturais vem de antes de Cristo, mas os séculos passaram, os milênios, alguns espíritos da esfera Crística desceram à Terra, em vários pontos diferentes do planeta, para irem encaminhando os espíritos humanos para a evolução.

Cada um que veio deixou ensinamentos de Amor, só que adaptados para a época em que viviam, o próprio Cristo, nosso governador planetário, veio mais de uma vez antes de vir como Jesus Cristo, e muito ensinou, mas as bases de suas Leis eram as mesmas que as bases da última vez que veio.

Apenas fez algumas adaptações para a época que estava e sim da última vez deu um impulso maior, pois espiritualizou totalmente o culto ao Pai Onipotente, uma vez que baniu totalmente os sacrifícios e alargou ao infinito as fronteiras do Amor. Dando o AMOR UNIVERSAL como a real e única forma de chegar ao PAI.

O pior é que até hoje não entenderam isso, até hoje criam barreiras, inventam normas, cada religião quer ser a dona da verdade e único meio de salvação. Realmente isto não existe, antes um ateu com amor puro em seu coração, abraçando a todo irmão do que um religioso seja de que religião for com o coração carregado de radicalismo, de ideias pré-concebidas, fazendo a caridade com o coração aberto  apenas para os que seguem a doutrina que prega.

Acabei alargando demais os horizontes desta mensagem, mas queria deixar bem claro aos Umbandistas que tudo evolui, inclusive a Umbanda, aqueles que não estão de acordo com a evolução nós entendemos, pois cada um tem o seu tempo, e seus trabalhos sendo dentro da Lei de Amor, dentro da verdadeira Caridade, serão recebidos na espiritualidade com muita alegria. Mas se têm o direito de continuarem a trabalhar da forma como aprenderam, não têm o direito de apontar o dedo e criarem movimentos contra os centros que aceitaram novas mudanças, que aceitam espiritualizar o máximo possível a religião. E que exatamente por isso estão mais interessados na evolução espiritual de seus filhos e dos espíritos trevosos ou presos no astral inferior, do que em realizar trabalhos de cunho puramente material.

Estes trabalhos de cunho puramente material, são trabalhos que interferem no dia a dia dos encarnados, quando vão aprender que se o encarnado evoluir espiritualmente o seu caminho se torna mais leve, a sua energia será outra e por isto mesmo que tenham que enfrentar alguns empecilhos , alguma depuração de seu espírito, eles terão muito mais força espiritual e moral para fazê-lo e as chances de saírem vitoriosos da missão que se propuseram antes de encarnar aumentarão muito.

Com certeza retornarão à pátria espiritual vitoriosos e terão galgado mais um degrau rumo à sua evolução.

É isto que este humilde servo do Senhor queria vos passar, trabalho muito para resgatar meus débitos com a espiritualidade, com a humanidade, tardiamente em minha última encarnação descobri a VERDADE que estava contida nos ensinamentos de Cristo, para mim não basta reencarnar, não antes tenho que recolher todos que caíram e continuam caindo por minha culpa, por meus feitos antes de me voltar para a VERDADE.

Muitos destes caídos hoje já tendo recomeçado a galgar os degraus que os levarão à evolução estão na Umbanda, por isto é que me dirijo aos Umbandistas, abrão os olhos e os ouvidos mas principalmente sejam racionais e não se deixem levar pelo orgulho, pela vaidade, pelo poder.

Fiquem na paz do Criador,


Ditado por um simples servo do Senhor,
o nome a menina pede para eu não colocar,
psicografado por Luconi

22-07-2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

OGUM DE RONDA MENSAGEM



Lá no céu infinito,
cavaleiros navegam,
em seus cavalos alados.

Fazem a ronda de sempre,
recolhendo aqueles,
que a Lei extrapolaram.

O trabalho é imenso,
mas eles não se cansam,
apenas se entristecem.

Quando eles são acionados,
o ser já extrapolou,
da lei todos os limites.

O seu emocional,
terão que esgotar,
e isto implica sofrer.

Para um guerreiro da luz,
não há tristeza maior,
levar um irmão para esgotar a negatividade. 

Sabem que muito tempo passará,
até eles estarem prontos,
para voltarem para a luz.

Mas quando este dia chega,
eles vão radiantes,
o irmão resgatar.

Então os entregando à Luz,
com lágrimas nos olhos,
os cavaleiros se ajoelham.

Ao Pai agradecem,
pela alegria recebida,
de um irmão estar salvo.

Então se ouvem os cânticos,
que os anjos entoam,
pois um filho pródigo,
ao Pai retornou.

 Caboclo da linha de  Ogum de Ronda.
psicografado por Luconi
14-07-2011