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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

ALERTA CUIDADO COM OS LIMITES - CABOCLO PENA BRANCA


Não passemos dos limites que a nós são impostos, nem sempre devemos avançar o sinal, aos poucos o Pai nos fornece tudo que precisamos saber para seguir a missão.

Tenho visto tantos médiuns que se perdem na procura de desvendar certos mistérios, usam a mediunidade que tem para tentarem descobrir, principalmente os que têm vidência ou clarividência, tendo certa facilidade tentam transpor barreiras, invadindo certos limites das esferas espirituais.

Como sabem todo ser humano tem seu livre arbítrio e por isto os mentores podem apenas tentar intuir que o que fazem é errado, é perigoso, pois na realidade seus mentais não estão preparados para certas descobertas,eles teimosos e orgulhosos demais do poder que julgam ter em mãos não lhes dão ouvido.

Pobres infelizes, que tardiamente acabam descobrindo que foram longe demais, geralmente o que mais lhes intriga são suas vidas passadas, tentam viajar no tempo, buscam e rebuscam um passado que se fosse ser-lhes útil nesta encarnação o Pai traria até eles de forma natural.

Mas não, pensam que encontrarão algo que os eleve ainda mais em seus orgulhos, levantando ainda mais seus egos, além de correrem o risco de caírem nas mãos de espíritos embusteiros que desejam atranvacar o caminho de evolução de cada um, com o único propósito de aniquilarem qualquer ferramenta que traria alguma luz à humanidade.

Assim sendo mostram aos infelizes curiosos cenas de suas reencarnações de forma bastante distorcida, invertendo as histórias conforme lhes bem convier para atingir o seu fim, além deste perigo, correm o risco de despertarem velhos inimigos espirituais presos a antigos ódios, que os reencontrando reencarnados passam a persegui-los.

Venho aqui neste espaço, dar o meu alerta, pois infelizmente há muito tempo temos perdido preciosos instrumentos de trabalho, através dos quais muita caridade poderia ser prestada, devido ao fato de se perderem em suas buscas para satisfação de suas curiosidades. Temos médiuns que infelizmente acabam carregando por demais seus emocionais extrapolando de tal forma que os mentais deles ficam seriamente afetados e acabam sendo tidos como loucos, perdem-se totalmente.

Nós seus mentores, guias de umbanda e também do espiritismo, continuamos dando-lhes toda a nossa proteção, dentro do que é permitido pelo Pai Onipotente, mas infelizmente sabemos que cada um colhe o que planta.

 Cada um recebe conforme a lei da ação e reação, e muitas vezes o máximo que conseguimos fazer além de orar ao Pai, é segurá-lo por uma linha tão tênue para que não caía mais do que já caiu no abismo que ele mesmo cavou, deste abismo ele só será recolhido quando o negativo de seu emocional for esgotado o suficiente para que eles possam vislumbrar a luz da razão, só então serão levados para o reequilíbrio, que é um tratamento bastante longo. E nós, apenas choramos, choramos o amigo perdido, choramos as suas dores, choramos pelo seu retardamento, e pacientemente esperamos o seu retorno, que sabemos poderá demorar séculos.

Por isto queridos filhos não permitam que seus limites sejam extrapolados, não permitam que a semente da curiosidade lhes aguce a ponto de irem a busca daquilo que o Pai Infinitamente sábio ainda não achou por bem vos revelar.

Esperem, há o momento certo, se realmente houver necessidade de alguma revelação esta virá até vocês, em vidência, em sonhos, em intuição, de alguma forma chegará.

Tenham paciência que um dia tantos porquês serão revelados, tenham paciência e trabalhem para a caridade, para a elevação moral de seu próximo, para plantarem muitas sementes de amor no lindo jardim de Oxalá.

Que Zambi esteja com vocês, que Oxalá os abençoe sempre.

Caboclo Pena Branca
Psicografado por Luconi
em 12-08-10

quarta-feira, 16 de junho de 2010

ORIENTAÇÕES DE UMA CIGANA




Olha só que dia é este? É um dia de festa, neste Templo de Umbanda, e eu nem acredito, comemoram a minha linha, que na verdade é apenas uma linha aderente da Umbanda, originalmente não faz parte dela.

Esta religião querida, que é pura caridade, dá para todos que querem evoluir, a oportunidade do trabalho.
Com muita alegria, Oxalá nos aceitou, pois para trabalhar pelo Amor sempre há uma vaguinha, tudo foi arranjado, e sempre que possível trabalhamos na Umbanda.

Nossa linha é mistério, pois como algumas outras, ela tanto pode atuar na esquerda como na direita,
dependendo da necessidade do trabalho, ou seja trabalhamos na linha divisória, alguns só podem atuar na esquerda, mas com o tempo através de muito trabalho, conseguem passar a atuar dos dois lados.

Nosso trabalho nos terreiros, não é ler a sorte, para isto não precisamos incorporar, mas sim trabalhamos para abrir os caminhos dos que nos procuram, nem sempre podemos abrir os caminhos da forma que nos pedem, pois tudo vai depender do merecimento de cada um e também da missão que para ele está determinada na terra.

Nenhum cigano que se integra realmente na Umbanda saí por aí prometendo dar aos filhos tudo o que eles querem, jamais se intrometem no livre arbitrio de cada um, jamais ensinam amarrações, ou prejudicam alguém para dar ascensão ao seu filho, isto nunca, os que se prestam a este tipo de trabalho, que nada tem a ver com caridade, não são realmente ciganos integrados nas linhas de trabalho de nossa Umbanda amada.

Mesmo quando lemos a "sorte" de alguém, se realmente uma cigana da lei estiver encostada na cartomante, esta vai sempre mostrar o lado espiritual para a consulente, vai sempre tentar mostrar todos os lados de uma questão, vai tentar sempre ajudar sua consulente voltando-a para as Leis imutáveis do Pai Eterno.

Infelizmente, não é isso o que geralmente acontece, pois as cartomantes que só visam o dinheiro que vão receber, não estão nem um pouco preocupadas com as dívidas espirituais que acarretam para si mesmas, e por isto acabam se conectando com espíritos que até podem ser ciganos mas que não estão integrados na Lei da Umbanda. Ainda por cima este tipo de cartomante, costumam criar situações de dependência entre o consulente e ele(a) manipulando seus consulentes através do emocional destes.

Antes de voltar para a festa, gostaria de deixar claro que quando falo de cartomantes, me refiro também a tarólogos(as), e qualquer outro tipo de leitura de sorte. Mas deixa eu participar desta festa, é uma comemoração bastante simples, saúdam Santa Sara Kali, cantam para nós dançarmos, e depois trabalhamos que é a maior caridade que podem fazer, deixar que nós trabalhemos.

Fiquem na paz de Oxalá, e na proteção de Santa Sara Kali

 Cigana das Pedras Preciosas
psicografado por Luconi
25-05-2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

HOMENAGEM A MINHA MÃE IANSÃ -OYA



Ah que moça mais linda,
vestida ora de amarelo,
ora de amarelo e vermelho,
dependendo para que vem.

Sua luz resplandecente,
cega a todos que a vê,
sua beleza tão pura,
faz o ser se prostar.

Não há quem se ache digno,
de para ela olhar,
mas sentem a sua energia,
fazendo a lei imperar.

Não gosta de injustiças,
chora por quem as sofre,
mas chora muito mais,
pelos transgressores da lei.

Esta mãe amorosa,
terá que redirecioná-los,
a estrada do retorno,
é sofrida ela bem sabe.

Os ampara em sua queda,
ministra o remédio amargo,
a mesmo tempo os cerca,
para dar-lhes o consolo.

Sua energia guerreira,
não os deixa desistir,
mas só volta a sorrir,
quando eles retornarem.

Lindo trabalho ela faz,
redirecionar os seres ao Pai,
através de Lei Justa,
aplicada com amor.

Te saúdo minha mãezinha,
agradecendo todos os dias,
por tu de mim cuidares,
Eparre! minha mãe.

Luconi
11-05-2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

MENSAGEM DE PAI JOÃO DE ANGOLA




Demorou muito tempo, muito tempo mesmo para poder me engajar nestas falanges de trabalho desta religião tão nova na esfera humana.

Demorou sim, para eu estar apto a ouvir e não julgar, para não agir como um executor da Lei cego, cego pelo meu radicalismo, demorou muito para eu entender que no livre arbitrio dos encarnados não se pode interferir, e que tudo tem dois lados, nunca existe um lado só da história.

Bem comecei devagarinho, incorporar para benzimento de crianças, com o tempo o passe em adultos e depois para ouvir os problemas de muitos e aconselhar de forma correta, não tomando para mim suas dores, mas sendo imparcial, tendo o cuidado de pedir um pequeno tempo para correr gira e ir atrás do outro lado da questão, tentando influenciar sempre para o bem os dois lados, tudo espiritualmente mas deixando para todos o livre arbitrio de escolha.

Nossa vocês não imaginam como foi difícil, agarrava-me a minha fé e aos sábios conselhos dos caboclos de Ogum, quantas vezes não vi e vejo filhos que vêm aos meus pés e exigem que eu realize suas vinganças, quantas vezes sem dizer diretamente que não faria, eu os ouvia em silêncio, pegava o nome do desafeto, eles pensavam que eu ia realizar a tão almejada vingança, eu ia até o desafeto estudar o seu estado espiritual e tentar reaproximar os dois.



 Quantas vezes não se demoviam da idéia de vingança e não mais me procuravam, dizendo ao povo que eu não tinha força, que forte era esse ou aquele de algum centro que se intitulava de Umbanda, mas na verdade além do nome que usavam nada tinham de umbanda nem os espíritos que ali incorporavam.

Sim quantas vezes chorei e as lágrimas rolaram de meus olhos, desencarnei mas continuei sendo um velho bobo, que como antes queria consertar o mundo, sempre errei quando encarnado devido ao meu emocional que não sabia conter.

Ser colocado no tronco era fácil, apanhar não me importava, era consequência de não seguir as normas dos brancos, isto eu entendia, pois eles deixavam bem claro, o castigo viria, ser escravo dócil era não trazer para si mesmo a ira deles, a pena já muito bem avisada que sofreria quem fizesse os abusos.

Por isso eu ensinava aos meus irmãos de senzala que sequissem as leis dos brancos, deixassem que eu brigaria com os brancos, eu os enfrentaria, eles, meus irmãos não. 

Mas nem sempre os meus irmãos me obedeciam, e então, no tronco eram colocados. Ah eu não aguentava, gritava, chorava, implorava, que fosse dado a mim o castigo, e algumas vezes apanhei junto com eles. O que não diminuía a dor de vê-los sofrer, eu me achava responsável por todos, tinham muita confiança em mim, deste pequeninos, eu havia me tornado líder deles e por isso queriam me imitar nas afrontas aos brancos. 


Cheguei à fazenda não contava com vinte anos, trazido diretamente do navio negreiro, logo os que ali estavam perceberam o meu gênio que não era nada fácil, pois se era bom também fazia valer a ordem entre meus irmãos. Nunca com violência, era na palavra e não sei porque até hoje, eles me ouviam.

Desta forma quando alguém burlava as leis dos brancos, eu de certa forma me sentia culpado, eu os havia ensinado que a melhor forma de viver era a resignação, injusto foram nossos irmãos africanos que nos traíram, aprisionando-nos para nos venderem para os navios. Os brancos apenas nos compravam, eu sabia que havia algumas fazendas onde o tratamento era mais humano, os castigos não eram cruéis, os negros que davam problemas eles simplesmente vendiam, não tinha coragem de aplicar castigos cruéis, mas livravam-se do problema, e eu achava estes irmãos muito burros, se eles soubessem o tratamento dado na maioria das fazendas jamais se atreveriam a fazer nada que contrariasse os seus senhores.

Já na fazenda que eu estava não, o tratamento era de humano para animal, apenas a comida era boa, mas porque o patrão havia perdido muitos negros que enfraquecidos ficaram doentes e rapidamente morriam, era mal negócio não alimentá-los bem.

Morri no tronco, já estava bastante velho, dias de pão e água antes da surra, e o capataz queria mesmo se livrar de mim, eu controlava meus irmãos, mas ultimamente os mais jovens não me ouviam, começaram a fugir, para serem pegos logo depois, várias fugas foram tentadas, eu sempre tentava impedir as surras, e na última delas o irmão que tentara fugir era meu filho, ao ver que ele desmaiara e o feitor continuava  batendo,  em cima das carnes vivas, eu dei um salto e agarrei o chicote, ainda por cima falei que eu tinha programado a fuga.

Puseram-me a pão e água e resolveram cortar o mal pela raiz, minha nega a tudo assistiu, nem sei como aguentou. 

Fizeram comigo o que estavam fazendo com meu filho, rapidamente desencarnei, mãos generosas me acolheram no mundo espiritual, assombrado vi que essas mãos eram tão brancas, tão alvas e me dizia,: Meu filho amado, como demoraste para voltar, mas prometi te esperar.
 
Na hora não entendi, depois soube era minha mãezinha de outra vida, que assistiu minha morte precoce, aos trinta anos.

Então entendi, não era injusto o que sofria, aquele mesmo feitor que tanto ódio tinha de mim, era um dos que foram vítimas de minha tirania, pois apesar de ser bom, ao saber que meu pai falecera pelas mãos de alguns negros, não me preocupei em saber a verdade, fui até a senzala e não pensei duas vezes em matar quatro negros, quatro irmãos, mas que na verdade eram inocentes, pois fora o feitor de nossa fazenda que tinha assassinado meu pobre pai.

Dois me perdoaram e estavam comigo na fazenda como escravos, um ainda encontrava-se nas trevas pois o ódio tomara conta de seu coração e por isso se ligou a seres poderosos das Trevas, e o outro era o feitor, que haveria de se tornar amigo e ajudar os escravos da fazenda, no entanto quando colocado em posição inversa da outra encarnação deixou-se dominar pelo orgulho e se achou superior a eles.

Bem, por isso eu tanto defendia a todos, tinha gravado na minha consciência a injustiça praticada na outra vida, desejara me redimir, e assim foi feito, certo que minha companheira muito me ajudou, como me ouvia e me consolava, era ela a mãe daqueles quatro rapazes.

Hoje ela trabalha aqui nesta religião bendita, e eu deixo isto registrado aqui, para que entendam de uma vez por todas que jamais devemos julgar, jamais devemos permitir que o ódio entre em nossos corações, que existem mais mistérios do que qualquer ser vivente possa imaginar.

A felicidade deste nego hoje é perceber que devagar, devagarinho a nossa Umbanda começa a ser vista como uma religião, que alguns filhos já entendem que ela é para e evolução espiritual de cada um, que ela não foi idealizada para realizar trabalhos, mas sim para desmanchar, que todos devem abrir os ouvidos para as verdades, os ensinamentos passados, e que o livre arbitrio de cada um deve ser respeitado.

Agora já falei demais, aliás outro defeito meu, vou pegar meu banquinho e ir para Angola, buscar meus irmãos para os trabalhos da noite, cada um de nós tem mais de um cavalo, e cada uma falange sempre tem o espírito que a iniciou, que raramente incorpora, e este espírito comanda setenta e sete falanges, formando um triângulo perfeito, todos durante o tempo que estão trabalhando incorporam não só o nome como os mistérios daquele espírito que se somam aos seus, pois nada é desperdiçado. He, he, já falei demais, é melhor eu me ir, mas procurem dentro do templo de Umbanda que frequentam, pedir para que os guias venham de vez em quanto só para instrui-los, existe muitos ensinamentos que podem ser abertos para os encarnados.


Que Oxalá os abençoe,

ditado por Pai João de Angola
psicografado por Luconi
28-04-10