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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

MARIA PADILHA DAS SETE ENCRUZILHADAS DA FÉ



 Moço por detrás de minha afronta, de minha

irreverência, de minha gargalhada existem muitas

correntes sendo quebradas. 


Correntes formadas com o seu preconceito, com o seu ego, com o seu egoísmo, com a sua ganância que geram energias negativas densas. 


Dizem que eu vim auxiliar as mulheres a tomarem o seu devido lugar, mas você moço é o mais beneficiado, pois mostro a você seu erro e o ajudo a eliminá-lo. 


Você moça lute pelo seu lugar nesta Terra, mas não inverta os papéis, homem e mulher não foram feitos para ficar um atrás do outro, mas sim, lado a lado. 


Uma das muitas tarefas das pombas giras é esta, ensinar que homem e mulher devem caminhar lado a lado, os dois, cada um dentro de sua essência e mistério, são igualmente importantes para Olorum.

Ninguém é mais ou menos poderoso, ninguém é

privilegiado, ninguém é auto suficiente, todos irmãos,  independente de sexo, precisam um do outro. 


Texto Maria Padilha das Sete Encruzilhadas de Fé

psicografia Luconi

22-12- 2020


quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

TIRIRI QUAL É O SEU PRESENTE



 É natal! É o aniversário do Maior Mestre que a Terra já teve!

ELE não só ensinou com suas sábias palavras, como também, exemplificou Seus ensinamentos. 


Ensinamentos esses todos alicerçados no AMOR! No AMOR UNIVERSAL!


Exemplificar para Ele não era difícil, não era forçado, não era premeditado, simplesmente amar para ELE era um ato natural. O amor vinha de dentro para

fora e tomava conta de todo seu ser, corpo e espírito. 


Quando percebeu que talvez seus ensinamentos pudessem se perder nas dobras do tempo, simplesmente decidiu que a única forma de imortalizá-los seria através de seu próprio sacrifício, e assim o fez, deu-se em sacrifício como um cordeiro imolado 

no altar da Arca do Templo Judaico


Ou não acreditam que Ele com um único pensamento não teria as hostes angelicais prontas para defendê-lo?


Sim! Por um momento fraquejou, pediu ao Pai que se fosse possível afastasse o cálice de fel. Em seguida, utilizando a Lei do livre arbítrio, disse, mas seja feita a Vossa vontade. Ou seja, se for a única forma de imortalizar os ensinamentos de Amor, e essa for a Sua Vontade, eu me dou em sacrifício. 


Assim foi feito! 


Ele imortalizou seus ensinamentos, fazendo questão de provar à Humanidade o seu Amor incondicional a todos, para isso se deu em sacrifício. E ainda por cima perdoou os seus algozes. Pois quem ama perdoa. 


Hoje é a data que a Humanidade determinou que o aniversário deste HOMEM, deste MESTRE, fosse comemorado!


ELE se deu por nós, para que tivéssemos oportunidade de evoluirmos, se deu para que a CHAVE da porta da evolução não se perdesse! E qual será o presente que cada um de nós daremos a ELE? Espíritos encarnados ou desencarnados, qual é o meu presente? Qual é o seu presente? 

Qual a prova de Amor que poderíamos dar? 


Eu tento todos os dias dar esse presente a Ele, pois o meu presente é exemplificar o amor, a melhor forma que encontro é perdoando aos que me afrontam, reatando laços, é aceitando as diferenças com amor, é tentando aprender com cada diferença, pois todos carregam em si a partícula Divina e a verdade do irmão que parece ser diferente se analisada de forma racional, veremos que como uma peça de um quebra cabeça se encaixa de alguma forma em nossa verdade. A VERDADE Divina é um enorme quebra cabeça, cada qual tem um ínfimo pedacinho dela. 


TIRIRI (Áspargos)

psicografia Luconi

23-12-2020


sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

CURIÓ MALANDRO CANTADOR!



Eta coisa boa! 
Uma viola debaixo do braço, um amor a me acompanhar,
uma birita das boas para a garganta afinar e depois
era só soltar a voz e ver o povo dançar.

Assim eu vivia, assim era feliz. Para um tudo eu dava
um jeito, tristeza aonde eu chegava já batia em retirada.
Não tinha pressa na vida, malandro nunca tem. 
Sempre dá tempo para tudo, para tudo tem solução.
Depois que morri descobri que até a morte tem jeito!

Do ranchinho até a vila tinha três ou quatro botecos
e todos me queriam, precisava revezar. 

Aperto eu não passava, antes da cantoria um prato eu
já ganhava e depois dela uma merenda na madrugada
para ir para o meu ranchinho.

Meu ranchinho pobrezinho no meio de tantos ranchinhos,
mas era bem limpinho e eu tinha criação.
O galo sempre estava cantando na hora de
minha chegada, mas depois aquietava.
Era bom por demais. 

Devoto da Virgem Maria, carregava no escapulário a
Virgem e seu Filho que era menino Deus. 
Ela era minha mãezinha. Por ela nenhum mal eu fazia,
para ela fazia prece e acendia sebo para agradecer o dia. 

Vivia bem sozinho até ela aparecer, tomou conta do
meu ser o amor que lhe nutria. 
No ranchinho foi morar, mas ali não parava da boêmia
gostava, então me acompanhava. 

Assim viveu esse malandro de bem com a vida e com
Deus, pois se podia ajudava a quem necessitasse.
Fui alegre até a partida dela, foi-se após alguns
anos, não me abandonou, apenas Deus a buscou, morte
rápida, aquela febre maldita que ela me escondeu o
mal estar por semana até que caiu de cama.
Seu doutor disse ser tarde e era, ela partiu, deixou um
buraco enorme e eu morreria se não fosse meu pequeno,
é nosso filho, por ele vivi, por ele fiz das tripas coração,
por ele agora eu cantava, era meu sustento,ali eu
esquecia a dor, também esquecia quando com ele estava.

Mulher nunca mais, mas Nhá Benta, viúva e sozinha,
busquei pra cuidar do menino, ele estava com uns cinco
anos quando aconteceu. 

Bem, passou como tudo, virou um rapagão e aprendeu
meu ofício de cantador.
Nhá Benta partiu de velhice, nós a amávamos muito,
um ano depois parti eu, não foi matado não, foi de morte
morrida, foi da labuta da vida.
Mas na hora da partida vi minha amada, ela sorria
e estendia a mão para mim.
Não pensei duas vezes e ela me recebeu em seus braços,
eu adormeci. 

Hoje cá na Aruanda conheço muitos iguais a mim,
cujo maior pecado foi sorrir para nunca chorar.
Até troça eu fazia da desgraça que me atingia, pois assim
não permitia que a desgraça vencesse em minha vida. 

A fé em Nossa Senhora valeu, como também, minha boa
malandragem, pois um Mestre se apresentou e eu o
abracei não só a ele, mas também a tudo que ele
representava. 

Hoje aqui também não choro, mas às vezes fico aflito,
pois trabalho para os filhos que a fé a mim traz. 

Mas só posso proteger, abrir caminho posso, desmanchar
trabalhos negativos, livrar dos quiumbas das trevas e da
vida também! 
Isso tudo eu faço e um bocadinho mais, mas no livre
arbítrio não posso interferir, é deles a escolha, eu só posso
torcer. 

Ainda dou meu pitaco, aconselho sempre, sempre que
posso, mas na hora eles até dizem:
É sim, malandro Curió está certo. Mas depois segue a vida
e do meu conselho eles esquecem, então aflito fico
tentando intuir, tentando aparar as pontas, mas a escolha
é deles.
Bem eu já sei, se caírem é lição que vão ter que aprender
e eu estendo a mão, com minha alegria o envolvo
esperando que ele mesmo no tempo certo
entenda.

Quantas vezes vou estender a mão?
Quantas vezes ele precisar, a escolha sempre será
dele certa ou errada, mas a minha escolha será sempre
ajudar para encaminhá-lo à evolução.

Agora o galo vai cantar e eu vou trabalhar, deixo aqui
minha alegria, pois se não cantei nem toquei viola,
conversei um bocadinho. 

Malandro Curió 

precisando é só chamar.

psicografia Luconi
07-06-2020

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

SETE NAVALHAS SEM MEIO TERMOS


Já estou chegando! Olha aí povo, já venho gargalhando! 

Chego, chegando, porque assim eu sou. 

 Para mim não tem meio termo, pois o meio não é nem lá, nem cá e eu não gosto disso, gosto mesmo de fincar meus pés em solo firme para de cabeça erguida enfrentar o dia e a noite, pois para mim não tem hora, não tem cedo, não tem tarde.


Agora é agora, nada fica para depois , o depois pode ser tarde e a oportunidade passou! 


De tanto deixar para depois vocês perdem oportunidades, vocês perdem as portas abertas, porque um esperto passa e elas se fecham. 


De tanta falta de confiança em vocês mesmos, vocês ou ficam no meio da estrada ou voltam para trás no início. 


Entendam não estou dizendo para sair por aí desenfreados, não. 

Quando tiver que tomar uma decisão, vocês primeiro reflitam não ajam por impulso. Reflitam, firmando o camatuê, peçam a sua proteção, antes de refletir.


Então reflitam, pesem os prós e contras, não ajam com o emocional e também não ajam só com a razão.

Encontrem o equilíbrio e só assim poderão decidir.  


Sempre haverá uma entidade, um Orixá, que os auxiliará a discernir.

Confia e mesmo que a resposta não seja a mais fácil de seguir, sigam. 

Pois os caminhos mais fáceis muitas vezes se tornam mais longos e em alguns casos só  os levarão para um barranco. 


Bem, cheguei chegando e vou indo. Quem quiser aproveite o conselho, mas não fique no meio. 


Vou-me indo e vocês com certeza os verei por aí!


Sete Navalhas 

Psicografia Luconi

28-05-2020