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domingo, 19 de agosto de 2018

DE EXU A PRETO VELHO

 SE TIVER INTERESSADO É SÓ CLICAR



 DE EXU A PRETO VELHO
 
 CORSÁRIO DA LEI

AUTOR: Daniel Luconi
INSPIRADO:  por Pai Benedito
EDITORA: Madras



Venho falar do que senti ao ler a trajetória de DE EXU A PRETO-VELHO - Corsário da Lei

O que parecia ser tão simples tornou-se bem complexo.
Ao iniciar a leitura e conforme adentrei no mundo tão particular deste irmão, fui me encantando e me vi torcendo por um vilão,

Um vilão que me conquistou e alguém que em sua essência era bom, mas, por se deixar levar pela paixão terrena da materialidade, acordou em si um lado negativo adormecido, quem sabe há milênios, um lado que provavelmente com muito trabalho e sofrimento havia conseguido anular.
Quando encarnamos desce um véu sobre a nossa consciência, fica conosco nossa essência e em nosso consciente o aprendizado de milênios de existência como espírito, mas esse aprendizado apenas nos dá alertas dos valores que devemos cultivar.
E assim foi com o Corsário, uma encarnação que deveria provar que realmente seu negativo estava anulado, acabou, em vez disso, fazendo vir à tona esse negativo que o dominou de tal forma que sua queda foi enorme.
Sua trajetória na queda e sua trajetória para recuperação de si mesmo, acordando novamente seu positivo e sua real essência são emocionantes e surpreendentes.
Além de nos prender do inicio ao fim, o relato nos traz vários ensinamentos e uma mensagem que o espírito humano, encarnado ou não, jamais deveria esquecer: a Lei Maior que é a Lei Divina jamais é transgredida sem que seu transgressor sofra as consequências, seja ele quem for, pois na espiritualidade valemos pelo que semeamos dentro da Lei do Amor e Respeito a toda criação Divina.

Viajem com o Corsário, verão que ele os conquistará, sentirão e entenderão suas emoções como se as tivessem vivenciando, e se surpreenderão com o final desta trajetória, descobrindo por fim que a história de um espírito jamais termina, é eterna, pois imortal é o espírito.

19-08-2018

sábado, 4 de agosto de 2018

OBALUAYE SEU MÊS


A pipoca representa a transformação do ser humano de dentro para fora, sua reforma, sua evolução.



Silêncio OBALUAYE permanecerá conosco neste mês.
É tempo de sossego, reflexão e de muito sigilo.
Que agosto seja-nos um bom mês.
Que as pipocas sejam a nossa saúde.
Que você contribua com os adeptos deste Culto que avistará em seu caminho, sempre de branco e com um balaio de pipocas oferecendo saúde, prosperidade e Luz a você.

É o mês da família Kerejebe...
Mês em que muitos vão se embora para nunca mais voltar ... Mês de OLUBAYE.

É o mês das palhas...
Ninguém deve se atrever a falar mais alto, a gritar ou insultar qualquer um, nem muito menos ficar gritando por OBALUAYE, Ele não é surdo.

Ele está entre nós...
A hora é de orações, rezas e vigilância total.
OPANIJE grande Senhor Dono desta Terra.
Seja bem vindo ao nosso convívio.
Venha e cura-nos das nossas doenças, imperfeições, posturas, incertezas, medos e da nossa própria língua que nos condena.

Pensamentos elevados , coisas boas, caminhos bons e a reserva de não desejar ao outro o mal.

ATOTO Senhor da inteligência e da Luz que o faz o mais lindo dos Orixás...
Aquele ao qual Oyá viu seu rosto num bailado de ventos e se encantou por sua beleza.

Nós o saudamos, respeitamos e o consagramos.
Deixa-nos protegidos e abençoados.
Que possamos passar por este mês com alegrias, prosperidades, saúde, riquezas e na certeza de que em suas palhas seremos eternamente acalentados e resguardados de toda maldade que possa a vir nos atingir...
Silêncio OBALUAYE esta entre nós.

Que este mês não seja o mês do desgosto, mas sim da nossa própria ascensão espiritual, material e intelectual, pois OBALUAYE é o nosso Pai!!

sábado, 28 de julho de 2018

SOU JUREMA UMA ENTRE TANTAS






Sou Jurema, uma entre tantas que trabalham nesta linha, onde somos regidas pela mata, pela cachoeira, pelo rio, pelos córrego, pela terra, mas antes de tudo pela fé cristalina.

Sim sou Jurema, Jurema preta, não porque minha pele é negra, mas porque trabalhamos mais especificamente com a jurema preta. Como a Jurema branca trabalha com toda gama de espécies que pertence a jurema branca.
Eu cresci na amada África, quando os brancos aprisionaram a minha tribo, eu não estava lá, preparava-me para ser sacerdotisa e estava há dias dentro da mata.

Quando voltei, deu tempo de ver os meus irmãos entrando no navio que estava no mar.
Senti vontade de ir ao encontro deles, mas uma luz me paralisou e uma voz me disse:
─ Não é seu caminho, vive nas matas, tenha um solo fértil para absorver os ensinamentos, banhe-se nas cachoeiras, beba a água do rio e do córrego mesmo que barrenta, mas principalmente se consagre a fé do Deus Maior e O louve sempre em uma campina,pedindo que lhe envie a fé cristalina.
Eu respondi: ─ Mas e meus irmãos, quero ajudá-los.
E a voz respondeu: No tempo que você tiver preparada voltarás ao teu ninho de origem e de lá você se integrará àquelas que auxiliam seus irmãos e muitos outros nas terras longínquas onde não falta solo fértil nem matas, nem cachoeiras, nem rios ou córregos, mas devido ao sofrimento a fé cristalina está nublada, enfraquecida.

Entendi e por vinte e um anos vivi só naquelas matas, absorvendo tudo que me era ensinado através da natureza, um dia dormindo alcei voo, percebi que era livre,  voltei ao meu ninho de origem. Já estava preparada, em poucos meses  integrava a linha da Jurema  e minha falange e outras desta linha foram direcionadas para esta  terra bendita.

Sou Jurema, sou negra, pertenço a tribo africana, pertenço antes de tudo a Zambi e a Oxalá,mas minha essência é as matas, cruzando com Oxalá, com Oba, com Nanã, com Oxum e  com Oxum-Mare.

Sou Jurema e nada mais, um espírito em evolução.’ Uma das muitas Juremas pretas que ainda recolhe seus irmãos, filhos da querida mãe África.

Ditado por Jurema
Psicografado por Luconi
Em 28-07-18

segunda-feira, 23 de julho de 2018

CARTA DE MEU IRMÃO, LÁ DA ARUANDA.

Havia uma luz branca no meu rosto e eu sentia muito frio naquela sala de cirurgia. Não sei se devido a anestesia ou pelo cansaço, mas não consegui por mais que tentasse manter os olhos abertos e adormeci.
Um sono profundo sem sonhos, sem vozes, apenas um silêncio e uma escuridão, não sei por quanto tempo dormi, mas fui acordando devagar.
Primeiro senti o corpo aquecido e depois comecei a ouvir sons e vozes bem distantes. Nesse meio despertar, sonhei, vi minha família e esposa, talvez outras pessoas que eu amo, mas não me lembro exatamente.

Até que ouvi mamãe me chamar, que saudades de ouvir sua voz e foi tão real. Depois ouvi papai dizer: - Deixa ele ainda precisa dormir. Em seguida, senti um carinho na cabeça, eu sei que eram as mãos dele, eu senti que era ele e aquele sonho pareceu tão bom que eu não quis acordar.
Eu não queria ficar longe daquela sensação de amor e acho que dormi novamente. Tive um sono profundo e depois ouvi novamente vozes e cantos ou rezas, eu não conseguia definir, quando abri os olhos com a visão turva  eu vi uma luz de velas e um cheiro de ervas e flores.
Não conseguia mexer a cabeça, mas eu não sei se tentei, com os olhos abertos vendo apenas a meia luz da vela e um teto que eu não conseguia entender. Surgiu na frente dos meus olhos um velho negro  e sorriu: - Já acordou menino?
Meu Deus, era ele! Meu guia, meu pai, meu companheiro com quem muitas vezes me revoltei, mas que nunca me deixou sozinho.
Eu não entendi muito bem, embora antes de entrar na sala de cirurgia eu já sabia que era o fim da vida na Terra. Eu não imaginei que seria assim, acordar me sentindo vivo.
E eu ri, eu ri porque ele estava ali e agora que eu era morto ele parecia tão vivo.
Lembrei que se morri as meninas estavam sozinhas, minha esposa, minhas filhas, os netos que não pude conhecer melhor, minhas irmãs e fiquei desesperado, eu precisava voltar não podia ser agora!
E ele passou a mão em meu rosto e sem forças adormeci.
Agora um sono diferente, muitos sonhos, muitas conversas.
Muitos entendimentos que não consigo lembrar, mas que entraram na minha alma.
Novamente abri os olhos e ele estava lá de novo sorrindo: - Seu pai já chega. Por enquanto só esse velho.
Então consegui olhar ao redor, parecia um terreiro, eu estava numa esteira e tinha um altar de luzes coloridas, nem imagens, nem velas, só as chamas coloridas e muitas senhoras negras cantando e macerando ervas e as ervas brilhavam e cheiravam bem.
Meu velho me deu a mão e  disse: - Não era seu sonho conhecer Aruanda?
Eu não sei dizer o que eu disse, eu nem sei se eu falava ou pensava, mas ele respondia.
Com dificuldade me levantei, o corpo parecia leve e mais desajeitado do que eu já era.
Eu pensei: Morri e vou viver num terreiro e ele riu e disse:- Tem casa melhor.
Nós saímos daquela tenda e quando a porta abriu eu vi o sol mais lindo que eu jamais sonhei, o brilho do sol preencheu meu corpo, eu senti a luz do sol! E não conseguia enxergar muito bem de tanta luz, quando a vista foi melhorando eu vi um jardim cheio de flores, frutas e árvores e tudo brilhava como se fosse possível ver a vida que se move no vegetal, no mineral e até na luz.
É isso eu via a vida se movendo, hora brilhando rosa, hora brilhando com brilhos azuis, tudo emite  uma vibração colorida e bem suave que deixa todo o lugar excepcionalmente lindo como nada que eu já tenha visto ou sonhado.
As crianças corriam e soltavam bolas coloridas como bolas de sabão e havia pequenas mulheres voadoras fazendo um baile no ar para brincar com eles. Pensei que estava doidão vendo várias sininhos.
O velho riu e disse: - Elementais , às vezes eles vem ver as criancinhas.
O céu é azul,e tem sempre um arco íris , parece que a luz do sol vibra e entra na gente e faz o coração ficar cheio de paz.
As árvores têm um brilho e a vibração de suas vidas é visível e colorida, assim como as flores, a grama e até as pedras.
Tem uma cachoeira que eu não sei de onde caí, mas enche o lugar com um cheiro de água fresca e emite um brilho e na beira do córrego tem as sininhos do ar, mas tem sininhos na água e quando chove, o que acontece quase todos os dias, todos correm pra sentir as gotas de água que caem lavando nosso coração e enchendo nossa alma.
As frutas têm mais cor e as flores mais perfume parecem sorrir.
Gente tem de todo jeito negro, japonês, branco, velho e novo. As crianças são diferentes elas brilham e não têm pai ou mãe.
Às vezes reconheço um baiano ou um boiadeiro, mas alguns são bem diferentes do que eu via na Terra.
E por todo lado, as sete linhas vibram, elas estão vivas! As sete linhas são visíveis na Aruanda.
Não sou bom para escrever, mas eu prometi então vim contar.

Antonio Luconi - Toni
psicografado por Eveline Luconi Popi

em 22-07-2018

sexta-feira, 6 de julho de 2018

ORAÇÃO AO ORIXÁ IROKO




“Senhor do céu rosado
Senhor das tardes enigmáticas
Senhor das nuvens carregadas
Senhor do arco-íris !

Senhor das possibilidades
das vantagens e dos caminhos
do encantamento e da beleza
da alegria, da felicidade
e do tempo que tudo assiste e vê passar!

Senhor dos Senhores das Brumas
dissipe as nuvens dos meus caminhos

Poderoso Príncipe,
invoque a força do tempo
Invoque a força dos ventos ao meu favor,
Que a chuva me cubra de prosperidade,
que a sua coroa cubra o meu destino !

Poderoso Príncipe, pai do oculto,
que eu seja o seu filho perdido
e bendito em suas graças!

Que a névoa que existe hoje em meus passos,
com o tempo,
possa ser límpida amanhã !”







quinta-feira, 21 de junho de 2018

A FEIJOADA DE MÃE MARIA DE ANGOLA



Para fazer uma feijoada,
muitos são os ingredientes,
não basta os feijões apenas.

É necessário algumas carnes,
e também alguns temperos,
na medida certa os temperos devem estar.

Nada de salgar demais,
de pensar só no seu gosto,
deve-se pensar no gosto de cada um.

Então tudo bem pensado,
chegar a um denominador,
que a todos satisfaça.

Na feijoada o gosto do dono da casa,
é o que menos importa,
pois quem abre as portas,
abre para a satisfação dos convidados.

Um cozinheiro, dois ou três,
não faz diferença,
nenhum dos três é convidado,
apenas são anfitriões.

Então para a feijoada ficar pronta,
falta alguns temperos acertar,
temperos que façam a todos,
se sentirem em suas casas.

Uns temperos estão demais,
evidenciam só o gosto do anfitrião,
outros de menos estão,
sem eles os convidados podem passar mal.

Para bom entendedor,
uma palavra basta,
o bom observador,
observa a si e aos outros cozinheiros.

Acertando a feijoada,
ela será servida,
não mudando a receita,
durará por uma vida.


Ditado por Mãe Maria de Angola
psicografado por Luconi
em 28-05-18.

domingo, 10 de junho de 2018

PÉ ANTE PÉ RUMO A VITÓRIA




Pé ante pé,
passos pequenos,
porém firmes,
sem pressa,
imensa só a fé.


Devagarzinho aos poucos,
o sonho idealizando,
um tijolo de cada vez,
se necessário sem orgulho,
ir modificando.


Melhor se demorar,
para as estacas bater,
admitindo que pode errar,
sem ego ou orgulho,
a opinião alheia meditar.


Quando menos esperar,
o sonho ali estará,
forte  e firme construído,
precisando só de cuidar,
um sonho que não é repartido,
perde a razão de ser.  



ditado por Mãe Maria de Angola
psicografia Luconi

27-05-18