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domingo, 29 de julho de 2012

NADA É OBRIGAÇÃO É OPÇÃO DO LIVRE ARBÍTRIO


Um dia lá na Aruanda, encontro um filho de fé ainda encarnado na terra. Este filho sempre que tem permissão durante o seu sono na matéria vai à busca de amigos no mundo espiritual.

Normalmente, destes encontros ao despertar só tem vaga lembrança, ficando em seu inconsciente o aprendizado que obteve ou a ajuda que proporcionou e até a conversa que teve com um amigo. Dificilmente, é lhe permitido lembrar-se de tudo, apenas sente a essência da energia de bem estar que ali obteve. No entanto, se for caso de um aviso, permitimos que ou ele se lembre na hora que acorda ou que na hora apropriada venha em sua mente o alerta que lhe foi passado.  E assim o é com todo irmão encarnado, sendo ou não espírita, tendo ou não a mediunidade desenvolvida.

Agora voltando ao  filho, estava eu nas paragens de Aruanda quando me deparo com o mesmo observando o nosso lindo jardim. Sabia que seu mentor ali o traria aquela noite, precisávamos orientá-lo sobre a forma que estava sentindo o seu trabalho no centro que frequentava.

Ele que há anos doava sua matéria para a caridade espiritual não só com amor mas também com uma boa vontade incrível, nos últimos tempos só devido ao seu grande amor ao próximo fazia que ele comparecesse ao trabalho, estávamos preocupados, pois a sua energia era de puro abatimento.

Quando me viu, veio ansiosamente ao meu encontro, logo me perguntando:
-É o meu pai João?
-Não, meu filho, sou eu o Pai Tomé, mas sei que precisas conversar um bocadinho, depois vamos abraçar o velho João que só não está aqui por ter sido chamado em caráter de emergência a um socorro na crosta.
-Pai o que queria conversar, ou melhor, perguntar é: depois de tantos e tantos anos atendendo nos terreiros, filhos diferentes é verdade, mas todos no fundo com os mesmos problemas, não está cansado? Quando terá um tempo para si?

-Menino, veja bem, o tempo de cada um é dele exclusivamente, o Pai permite que façamos do nosso tempo o que bem entendermos. Se quisermos ficar horas a fio sentado em algum lugar agradável meditando, é isso o que faremos. Mas normalmente cada um de nós quando estamos a fazer nosso tempo de pausa, ao ouvirmos um chamado, por nossa opção, corremos atender e não é por obrigação não, é por amor. Caso não escutemos a voz do nosso coração, com certeza, iremos nos sentir muito mal, passamos a nos culpar, pois deixamos de fazer uma das coisas que mais amamos atender o nosso próximo. É esta a verdadeira razão de toda nossa existência, encarnado ou não.
Não é só quem trabalha mediunicamente que isto acontece, quando uma mãe levanta no meio da noite para embalar o filhinho que chora, ela o faz por amor e não por obrigação. Quando você em seu trabalho da terra cansado resolve fazer algumas horas extras, você o faz por amor, amor àqueles que dependem de você, ou então, amor a alguma coisa que você quer adquirir. E assim é pela vida afora.
Quando eu incorporo num centro umbandista e sentando-me no meu banquinho, inicio o atendimento eu o faço não só em amor ao meu próximo, mas sim principalmente em amor a Jesus, que nos coloca como seus auxiliares para plantar a boa semente nos corações endurecidos.
Vê filho, tudo é gerado pelo amor que sentimos, quem ama a humanidade, ama a Cristo, não se sente bem em ter um remédio em sua mão e não fazer uso naqueles que estão doentes.

-Tempo para mim? Menino tudo o que faço é meu tempo que decidi usá-lo como minha consciência manda, pois só desta forma estou feliz porque estou em paz. Nada é obrigação, de forma nenhuma, tudo é meu livre arbítrio, apenas decidi utilizar o meu tempo de forma a aprender e a ajudar os filhos encarnados de forma que ao mesmo tempo que os ajudo também apago algumas injustiças cometidas em passado distante quando eu pensava que o meu tempo era apenas para “ aproveitar a vida”.
Mais alguma coisa meu filho?

Ele, enxugando algumas lágrimas que teimavam em brotar de seus olhos, disse-me:

- E agora Pai Tomé, atendeu o chamado de Pai João, que tendo que atender um socorro urgente, pediu ao senhor que tivesse paciência com este filho aqui, que já sabia de tudo isto, mas precisava ouvir.

-Sim, meu filho, não se esqueça até nas horas de lazer não estamos sem fazer nada, sempre há um propósito e devemos aproveitar todas as oportunidades, aprende-se muito e ensina-se muito brincando de forma sadia.
Bem, lá vem Pai João, pelo jeito conseguiu terminar o socorro, vai meu filho, ele te leva de volta ao seu corpo e esteja certo desta vez você lembrará de forma bem especial.

Assim a mesma mensagem que passei a este filho, passo a todos vocês que se sentem cansados de suas “obrigações” terrenas, tem certeza que é uma obrigação? Às vezes o cansaço vem, por que talvez esteja na hora de evoluir seus trabalhos, torna-los menos materiais e trabalhar com energias, afinal tudo evolui, será que você não faz parte do processo desta evolução?
Plantei a semente do desejo do saber, e isto Pai João fez àquele filho quando o retornou para o seu corpo carnal.

Fique na paz de Oxalá,
Que Nosso Senhor Jesus Cristo abençoe a todos.


Ditado por Pai Tomé de Aruanda
psicografado por Luconi
em 29-07-2012


quarta-feira, 18 de julho de 2012

TUDO TEM UMA RAZÃO (GIRA MUNDO)






Hoje é dia de festa, é dia de alegria, aqui na Aruanda, duas filhas se encontraram.

Filhas que em algumas outras vidas já haviam se encontrado.

Para nós é alegria, pois são duas forças, duas guerreiras da luz, que ora se unem.

Por isto é que digo, gira o mundo, muitas vezes ele gira, e as pedras mais distantes sempre acabam se encontrando. Nada é o acaso, tudo tem um propósito, nosso não, mas do Pai Eterno que tudo realiza sempre para ganho de todos.

Então filhas, pense bem no que eu digo ambas têm propósito, uma com a outra, nesta vida sempre é assim, quando pensamos que estamos dando na verdade estamos recebendo.

Hoje na hora do sono, o espírito liberto, vamos todos conversar e então o acerto do propósito será feito, talvez uma de vocês se lembre, talvez não, mas no seu inconsciente estará tudo marcado.

Agora vocês que leem esta mensagem, tirem a sua lição, nesta vida nada é o acaso, tudo tem uma razão e sem doação recíproca ninguém é beneficiado.


Salve Oxalá,
Ditado por Gira Mundo,
Psicografado por Luconi
17-07-2012

sábado, 7 de julho de 2012

UM ALENTO DE SEU ZÉ PILINTRA





Lá na nossa Aruanda, lá no nosso Catimbó, lá na Espiritualidade Maior, foi um dia de alegria, receber o nosso irmão, guerreiro de Cristo, guerreiro de Oxalá, que retornou a sua verdadeira pátria.

Aos poucos ele foi envolvido pelos irmãos socorristas com ajuda de sua família espiritual e levado ao Pronto Socorro espiritual para sua recuperação.

Ah! Para nós todos foram dias de sofrimento, assisti-lo em seu resgate final, ansiosos esperávamos o término do resgate que só cabia a ele dar um basta, depurando-se dos últimos resquícios negativos que ainda o seguravam nesta Terra. 

Logicamente, que sem a permissão do Pai Altíssimo não poderiam cortar os últimos laços, mas finalmente chegou o término e assim ele foi recolhido.

Enquanto nós nos alegrávamos pela sua libertação, na Terra nossos amados irmãos, experimentavam a dor dos espinhos da separação, momentânea é verdade, mas isto na hora da dor eles não se lembravam, os espinhos já estavam cravados em seus corações e nós ao mesmo tempo que nos alegrávamos também chorávamos pelo desespero destes irmãos nossos filhos na religião. 

A dor deles nublava nossa alegria, mas sabíamos que aos poucos a vida seria retomada e os afazeres do dia a dia ocupariam suas mentes não dando oportunidade para pensamentos negativos.

Hoje apenas venho deixar o meu alento nestes corações cuja dor ainda é grande, pois o passamento foi recente.

Não é ruim chorar por saudades, saudades é amor, mas lembrem-se dos bons momentos que foram muitos e sintam a alegria que eles trouxeram, jamais chorem em desespero, jamais se revoltem, pois estes sim são sentimentos negativos que fazem mal a vocês e a quem voltou à pátria espiritual.

Procurem voltar à rotina normal de suas vidas, visualizem a mão de Deus em seus caminhos, aproveitem cada oportunidade de demonstrar amor ao próximo, semeiem o amor fraterno seguindo o exemplo de Cristo, ergam as mangas e assim não só ficarão em paz como também levarão paz a quem já não está entre vocês.

Vamos não quero mais vê-los chorando, sigam em frente, só assim cumprirão a missão a contento. E não se esqueçam que aqui deste lado nós seus amigos espirituais sempre choramos e rimos com vocês.


Fiquem na paz de Oxalá


Ditado por Zé Pilintra do Catimbó
psicografado por Luconi
em 08-07-2012


terça-feira, 15 de maio de 2012

A LIBERDADE SEGUNDO PAI TOMÉ




A liberdade, na terra, é pura ilusão do homem sonhador. Por mais que pensem ser livres, livres não são não. Eles não imaginam, mas as correntes tantas são.

Realmente nesta terra, ninguém é livre não. Por mais que se debatam, sempre haverá corrente que os prenderá.

Eu vivi na condição de escravo, pensava comigo então, que o branco era feliz, ia e vinha , fazia o que queria, escolhia sua vida.
Mas era doce ilusão, o branco não era feliz não, as correntes que os prendiam, eram mais fortes que a minha.

Eram presos pelas correntes da sociedade em que viviam, onde agir tinham conforme às suas leis, às suas regras, muitas vezes contra os próprios princípios, contra a própria consciência. Caso contrário,  eram perseguidos de forma velada, escusa, suas famílias sofreriam as consequências.

E as mulheres brancas? Trancafiadas na casa grande, sem querer, sem nada poder, bonequinhas de porcelanas, colocadas em uma vitrine apenas para servirem de enfeite ao marido, quando se dignavam a retirá-las de sua prisão e desfilavam com elas de braços dados, imponente com um meio sorriso no rosto, como se fossem um troféu. Nem podiam amar por livre escolha, tudo era acertado conforme os interesses da sociedade, conforme os interesses financeiros e de posição social do pai ou tutor.

Ah! Eu era escravo, mas amava a quem queria, minha companheira deitou-se comigo não porque havia sido forçada a me amar, mas porque o amor entre nós surgiu lá na plantação de algodão.
O tempo que vivemos juntos, uns quinze anos, vivemos momentos inesquecíveis, tudo escondidinho para o feitor não se engraçar e querer receber o seu preço para deixar que nos amássemos.

O preço do feitor, era dormir com a mulher dos negos quando lhe aprouvesse, só assim, dava paz. Mas nós fomos espertos, conseguimos enganá-lo, por longo tempo, quando minha nega engravidou, ele coçava a barba,  quem seria o nego miserável que a possuíra.
Ele não gostava de deitar com nega que tivera filho, queria presa nova, presa cujo corpo não tinha estragado, desta forma, foi morrendo de raiva que me viu carregando meu rebento.

Bem foram anos felizes, nosso amor suavizava o sofrimento e tínhamos a sorte do sinhozinho não vender mais os filhos de escravos, estava receoso com as histórias da abolição, a Lei que proibia a entrada de escravos nos portos brasileiros, já havia sido assinada.
Eu queria liberdade, liberdade do que? Ah liberdade de escolher a minha vida, mas nem os brancos tinham esta liberdade. Havia outras correntes que eu precisava me libertar e por causa delas vim como escravo.

A corrente do orgulho era uma delas, a principal e mais forte, que em encarnações anteriores sempre me levavam a cometer grandes injustiças. Precisava aprender a dar valor ao meu povo, não importa qual fosse, branco ou negro, eu nunca dei o devido valor aos povos ao qual pertenci, poderia ter ajudado muito em outras vidas, mas pensei primeiro em mim. Por fim, dar valor a um verdadeiro amor, pois certa vez usei as mulheres como objetos, não dei valor nem a quem amava.

Pois é, estas eram as correntes reais que me prendiam, que mantinham meu espírito preso em um estágio atrasado de evolução, era destas correntes que eu deveria me libertar.

Ah filhos meus, tantos anos passaram, vejo irmãos negros encarnados agora como homens brancos acorrentados ainda nas mesmas correntes, a encarnação como negro escravo de quase nada valeu, ganharam certa humildade na época, mas depois ao voltarem à Terra, não alicerçaram esta humildade, permitiram que a agonizante raiz do orgulho ganhasse vida novamente. Lutam pelo poder, pela ganância, alguns até cultivam o preconceito da cor, esquecidos que estão do seu passado em outra vida.

É meus irmãos, hoje neste país que tanto amo, todos são livres, podem ir e vir, podem escolher sua conduta de vida, e eu aqui da espiritualidade, ainda os vejo acorrentados em suas correntes invisíveis, aprisionados pelo seu interior deturpado.

Ninguém é realmente livre nesta Terra, se alguém age como se fosse, esteja certo que ele é um prisioneiro da poderosa corrente do egoísmo, o amor fraterno ainda não o invadiu, o seu coração ainda é árido.
Você acredita realmente que alguém pode ser livre nesta terra em que vivem?

Todos tem obrigação com os irmãos que fazem parte do mundo em que vivem e mais cedo ou mais tarde serão cobrados pela falsa ilusão de liberdade que cultivam.


Fiquem na paz de Oxalá,
abençoados por Nosso Senhor Jesus Cristo.


Ditado por Pai Tomé de Aruanda,
psicografado por Luconi
em 14-05-2012