TRADUTOR

Seguidores

sábado, 7 de julho de 2012

UM ALENTO DE SEU ZÉ PILINTRA





Lá na nossa Aruanda, lá no nosso Catimbó, lá na Espiritualidade Maior, foi um dia de alegria, receber o nosso irmão, guerreiro de Cristo, guerreiro de Oxalá, que retornou a sua verdadeira pátria.

Aos poucos ele foi envolvido pelos irmãos socorristas com ajuda de sua família espiritual e levado ao Pronto Socorro espiritual para sua recuperação.

Ah! Para nós todos foram dias de sofrimento, assisti-lo em seu resgate final, ansiosos esperávamos o término do resgate que só cabia a ele dar um basta, depurando-se dos últimos resquícios negativos que ainda o seguravam nesta Terra. 

Logicamente, que sem a permissão do Pai Altíssimo não poderiam cortar os últimos laços, mas finalmente chegou o término e assim ele foi recolhido.

Enquanto nós nos alegrávamos pela sua libertação, na Terra nossos amados irmãos, experimentavam a dor dos espinhos da separação, momentânea é verdade, mas isto na hora da dor eles não se lembravam, os espinhos já estavam cravados em seus corações e nós ao mesmo tempo que nos alegrávamos também chorávamos pelo desespero destes irmãos nossos filhos na religião. 

A dor deles nublava nossa alegria, mas sabíamos que aos poucos a vida seria retomada e os afazeres do dia a dia ocupariam suas mentes não dando oportunidade para pensamentos negativos.

Hoje apenas venho deixar o meu alento nestes corações cuja dor ainda é grande, pois o passamento foi recente.

Não é ruim chorar por saudades, saudades é amor, mas lembrem-se dos bons momentos que foram muitos e sintam a alegria que eles trouxeram, jamais chorem em desespero, jamais se revoltem, pois estes sim são sentimentos negativos que fazem mal a vocês e a quem voltou à pátria espiritual.

Procurem voltar à rotina normal de suas vidas, visualizem a mão de Deus em seus caminhos, aproveitem cada oportunidade de demonstrar amor ao próximo, semeiem o amor fraterno seguindo o exemplo de Cristo, ergam as mangas e assim não só ficarão em paz como também levarão paz a quem já não está entre vocês.

Vamos não quero mais vê-los chorando, sigam em frente, só assim cumprirão a missão a contento. E não se esqueçam que aqui deste lado nós seus amigos espirituais sempre choramos e rimos com vocês.


Fiquem na paz de Oxalá


Ditado por Zé Pilintra do Catimbó
psicografado por Luconi
em 08-07-2012


terça-feira, 15 de maio de 2012

A LIBERDADE SEGUNDO PAI TOMÉ




A liberdade, na terra, é pura ilusão do homem sonhador. Por mais que pensem ser livres, livres não são não. Eles não imaginam, mas as correntes tantas são.

Realmente nesta terra, ninguém é livre não. Por mais que se debatam, sempre haverá corrente que os prenderá.

Eu vivi na condição de escravo, pensava comigo então, que o branco era feliz, ia e vinha , fazia o que queria, escolhia sua vida.
Mas era doce ilusão, o branco não era feliz não, as correntes que os prendiam, eram mais fortes que a minha.

Eram presos pelas correntes da sociedade em que viviam, onde agir tinham conforme às suas leis, às suas regras, muitas vezes contra os próprios princípios, contra a própria consciência. Caso contrário,  eram perseguidos de forma velada, escusa, suas famílias sofreriam as consequências.

E as mulheres brancas? Trancafiadas na casa grande, sem querer, sem nada poder, bonequinhas de porcelanas, colocadas em uma vitrine apenas para servirem de enfeite ao marido, quando se dignavam a retirá-las de sua prisão e desfilavam com elas de braços dados, imponente com um meio sorriso no rosto, como se fossem um troféu. Nem podiam amar por livre escolha, tudo era acertado conforme os interesses da sociedade, conforme os interesses financeiros e de posição social do pai ou tutor.

Ah! Eu era escravo, mas amava a quem queria, minha companheira deitou-se comigo não porque havia sido forçada a me amar, mas porque o amor entre nós surgiu lá na plantação de algodão.
O tempo que vivemos juntos, uns quinze anos, vivemos momentos inesquecíveis, tudo escondidinho para o feitor não se engraçar e querer receber o seu preço para deixar que nos amássemos.

O preço do feitor, era dormir com a mulher dos negos quando lhe aprouvesse, só assim, dava paz. Mas nós fomos espertos, conseguimos enganá-lo, por longo tempo, quando minha nega engravidou, ele coçava a barba,  quem seria o nego miserável que a possuíra.
Ele não gostava de deitar com nega que tivera filho, queria presa nova, presa cujo corpo não tinha estragado, desta forma, foi morrendo de raiva que me viu carregando meu rebento.

Bem foram anos felizes, nosso amor suavizava o sofrimento e tínhamos a sorte do sinhozinho não vender mais os filhos de escravos, estava receoso com as histórias da abolição, a Lei que proibia a entrada de escravos nos portos brasileiros, já havia sido assinada.
Eu queria liberdade, liberdade do que? Ah liberdade de escolher a minha vida, mas nem os brancos tinham esta liberdade. Havia outras correntes que eu precisava me libertar e por causa delas vim como escravo.

A corrente do orgulho era uma delas, a principal e mais forte, que em encarnações anteriores sempre me levavam a cometer grandes injustiças. Precisava aprender a dar valor ao meu povo, não importa qual fosse, branco ou negro, eu nunca dei o devido valor aos povos ao qual pertenci, poderia ter ajudado muito em outras vidas, mas pensei primeiro em mim. Por fim, dar valor a um verdadeiro amor, pois certa vez usei as mulheres como objetos, não dei valor nem a quem amava.

Pois é, estas eram as correntes reais que me prendiam, que mantinham meu espírito preso em um estágio atrasado de evolução, era destas correntes que eu deveria me libertar.

Ah filhos meus, tantos anos passaram, vejo irmãos negros encarnados agora como homens brancos acorrentados ainda nas mesmas correntes, a encarnação como negro escravo de quase nada valeu, ganharam certa humildade na época, mas depois ao voltarem à Terra, não alicerçaram esta humildade, permitiram que a agonizante raiz do orgulho ganhasse vida novamente. Lutam pelo poder, pela ganância, alguns até cultivam o preconceito da cor, esquecidos que estão do seu passado em outra vida.

É meus irmãos, hoje neste país que tanto amo, todos são livres, podem ir e vir, podem escolher sua conduta de vida, e eu aqui da espiritualidade, ainda os vejo acorrentados em suas correntes invisíveis, aprisionados pelo seu interior deturpado.

Ninguém é realmente livre nesta Terra, se alguém age como se fosse, esteja certo que ele é um prisioneiro da poderosa corrente do egoísmo, o amor fraterno ainda não o invadiu, o seu coração ainda é árido.
Você acredita realmente que alguém pode ser livre nesta terra em que vivem?

Todos tem obrigação com os irmãos que fazem parte do mundo em que vivem e mais cedo ou mais tarde serão cobrados pela falsa ilusão de liberdade que cultivam.


Fiquem na paz de Oxalá,
abençoados por Nosso Senhor Jesus Cristo.


Ditado por Pai Tomé de Aruanda,
psicografado por Luconi
em 14-05-2012 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

TUDO É ENERGIA



Tudo no Universo é energia, nada foge a esta verdade, isto é incontestável e nos dias de hoje esta realidade já está bem difundida, não sendo mais um mistério ou segredo, guardado esperando que a humanidade evoluísse em seu aprendizado para poder vir à tona.

No entanto, fico abismado em ver, como muitos ainda teimam em não entender ou aceitar a simplicidade desta definição. Muitos concordam, sabem que assim é, mas nada mudam, não procuram refletir e ver que muitas coisas que fazem em seus trabalhos espirituais não precisariam ser feitas, não da forma como são feitas.

Pois bem, se tudo é energia por qual razão que a maioria dos centros umbandistas utilizam material para desmanchar energias negativas criadas por algum “trabalho” ou utilizam material para enviar energias positivas para a cura material ou espiritual de alguém?

Vocês me dirão, mas são os próprios guias, orixás que pedem tais materiais. E eu vos respondo, o mentor espiritual da Umbanda, o guia não importa a linha, tem como missão a pratica da caridade através de um determinado médium que antes de seu encarne na terra assumiu este compromisso com ele. É uma missão a ser cumprida de forma conjunta.
Pois bem, o médium sendo um espírito encarnado, traz em si a soma de tudo que assimilou na terra durante a sua encarnação e a maioria incutiu em sua mente que para ser atendido tem que trabalhar através de materiais, não acredita nem que pode fazer um pedido de proteção a algum Orixá sem ter uma vela acessa. Mal sabe ele que nada vale, apenas o seu sentimento, sua fé, seu pensamento naquele momento direcionado para a entidade, este pensamento forte gerará uma determinada energia e é esta energia positiva que a entidade recolherá e direcionará para atender o pedido de seu médium.

Simples muito simples, mas tão simples que os médiuns umbandistas não acreditam, não conseguem ter um pensamento firme se não firmarem ao menos uma vela.  Agora imaginem abrir os caminhos de alguém ou curar alguém, simplesmente não aceitam que o seu guia incorporado trabalhe apenas com manipulação de energias, então os próprios guias para trabalharem e poderem cumprir a missão, aceitam agirem como o mental de seu médium aceita. Com toda paciência regridem a épocas em que não entendiam de energias, que não tinham evolução para isso, e fazem seus trabalhos de forma mais rudimentar.

Bem, meus irmãos, esta é a primeira mensagem que passo neste sentido, tem que ser assim, devagar, aos poucos, muitos irão apedrejar, irão dizer que quero transformar uma religião africana em outra, que quero tornar a Umbanda um tipo de Mesa branca, mas não importa, alguém tem que começar a falar, tem anos que meu aparelho ou cavalo trabalha assim, energeticamente.

 Lembre-se que energia não se vê, pelo menos não os encarnados que não sejam videntes, então torna-se difícil acreditar se a fé não for firme e a razão não andar equilibrada com a emoção. Toda fé tem que estar equilibrada, só assim para chegarem ao entendimento que tudo evolui, inclusive a nossa amada Umbanda. 
Convido-os a lerem o livro ARUANDA, de Robson Pinheiro, pelo espírito de Ângelo Ignácio.


Deixando bem claro que meu cavalo ou aparelho, não conhece tal médium, muito menos tem qualquer contato com a editora e nenhum interesse na divulgação do mesmo a não ser no sentido de esclarecer e levar aos médiuns de Umbanda e também os kardecistas a um melhor entendimento das grandes verdades espirituais.


Oxalá os abençoe,
Ditado por Zé Pilintra do Catimbó
psicografado por Luconi
em 04-05-2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012

ÍNDIO ENTENDE HOMEM BRANCO NÃO




Nossa como é bom voltar a correr pelas matas, banhar-me nas águas límpidas das cachoeiras, brincar com os peixes, mergulhando nas águas, eles pelas minhas mãos escorregam e eu os deixo ir livres, livres como nasceram, livres como um dia fui, livres como um dia tornei a ser.

Um dia nestas matas vivi, ainda criança o homem branco chegou e me aprisionou, corria livre pelas matas, queria ser guerreiro e um grande caçador, mas o homem branco não deixou, levou-me para ser seu escravo, seu servo.

Nunca entendi, branco não existia por aqui, a terra era nossa, por que eles chegavam e iam se apossando da terra e da gente?

A gente não se importava se eles pegassem um pedaço de terra, mas eles não queriam só um pedaço como os índios para sobreviverem com a sua tribo, não, eles queriam tudo, toda a terra, se encontravam na terra que escolhiam alguma tribo, não respeitavam, tratavam logo de acuar a tribo, demonstrando sua força, depois eram os índios que eram selvagens, nunca eu entendia, homem branco ganancioso não respeita nem a mãe terra, nem o sol e muito menos Tupã.

Homem branco eu não entendo, por que é o seu jeito de viver que era o certo, por que o jeito do índio viver que era errado? Homem branco eu não entendo, nós éramos desrespeitosos por que andávamos nus e o branco que se vestia tanto, cobria-se todinho, mas na encolha abusava de nossas meninas índias, mas eles eram respeitosos por que se vestiam e andavam com a cruz de Jesus no peito, para esconder seus verdadeiros instintos.

É homem branco eu não entendia, e por isto fugi, por isto fui morto, por isto alcancei meus antepassados e pude me banhar livre nas águas da cachoeira, correr livre pela mata, subir nas árvores mais altas e ensaiar o canto dos pássaros.

Bem isto já faz muitos anos, mas o homem branco não mudou, às vezes a dívida para com os índios é tanta que homem branco encarna como índio, então na nossa pele ele entende, ele aprende a importância da terra, da água, do sol, de cada ser vivente que existe nas matas.

Antes de ser índio homem branco, eu fui amarelo várias vezes nas terras da Ásia, fui negro muitas e muitas vezes na África, fui branco algumas vezes na velha Europa, sendo que na última fui doutor,  e então vim para a nova terra e vesti a carne vermelha dos índios, por duas vezes, a primeira vim como pajé, a segunda filho do cacique, foi quando aos doze anos homem branco me pegou.

Ah homem branco, hoje já alguns índios maculam a pureza de sua origem, vendem-se pela vida moderna do homem branco.

Será que não entendem? Que não aprendem nunca? É necessário haver o equilíbrio homem branco, não é errado a sociedade evoluir, mas é errado para evoluir desequilibrar o que dá vida ao planeta, é errado para evoluir deixar quem veio para viver em sua origem, na natureza, acuado sem terra, jogado de um lado para o outro conforme o interesse materialista do homem branco.

É homem branco, acho que vocês têm muito conhecimento, mas não têm nenhuma sabedoria, índio não tem conhecimento como vocês, mas índio tem sabedoria. Encontrem o equilíbrio homem branco, e então, terão finalmente aprendido.

ditado por Kambuiã
psicografado por Luconi
15-04-2012