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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

JUREMA NA NOITE DE LUA CHEIA




É noite de lua cheia,
que com sua magia,
a mata alumia,
a noite se faz dia.

Nesta noite ninguém dorme,
a tudo ela envolve,
aos escolhidos os seus mistérios abre,  
a muitos fortalece.

No meio deste cenário,
na margem do grande rio,
está a cabocla Jurema,
com seu rosário de pena.

A sua volta os caboclos,
em grande roda sentados,
aquietando o coração,
acompanham a silenciosa oração.

Ser dito nada precisa,
apenas se entregam,
a força misteriosa,
da lua que os domina.

Os olhos Jurema abre,
faz ao Pai uma prece,
sabedoria ela pede,
para a humanidade que padece.

Que entenda, finalmente, a humanidade,
se trouxe  conforto a modernidade,
abafou-lhes a essência,
pelo abuso feito dela.

Que voltem ao grande passado,
onde todos engatinhavam,
mas também compartilhavam,
a sabedoria dos antepassados.

Tinham a natureza,
como inigualável tesouro,
a mais valiosa beleza,
era a que a alma trazia.

Jurema tem a resposta,
os caboclos convoca,
a boa semente está lá,
as ervas daninhas vamos arrancar.

De toda alma que aceitar,
o amor oferecido,
do Filho sacrificado,
para ela não asfixiar.

Lindo canto entoando ,
segue então a Jurema,
com ela os seus caboclos,
acima dela Oxóssi abençoando.

ditado por Joel
psicografado por Luconi
27-01-2012

sábado, 14 de janeiro de 2012

BICHO HOMEM MARRENTO



Quem foi que inventou,
esta coisa de amar sem ser amado,
certamente foi o bicho homem,
que só sabe amar aprisionando.

Pobre homem perdido,
perdido porque tudo perde,
principalmente  a sua paz,
que a felicidade lhe traria.

Ele pensa que ama,
mas na verdade não ama não,
esquece que amar,
é fazer feliz quem se ama.

É dar ao ser amado,
a liberdade de escolha,
é torcer pela sua felicidade,
nem que não seja do seu lado.

Quem realmente souber amar,
muito feliz será,
completo se sentirá,
em cada sorriso colhido.

Ah! este bicho homem,
quanto trabalho tem dado,
bate o pé igual criança marrenta,
depois ainda se lamenta.

Vou procurar um lugar,
onde o bicho homem não chegou,
vou viver na natureza,
onde serei feliz com certeza.

ditado pela Roseli da linha de Cosme Damião e Doum
psicografado por Luconi
em 12-01-2012

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

PAI BENEDITO ESCRAVOS DE SI MESMOS



Eta mundo complicado, eta gente escravizada, nossa pensei que a escravatura tivesse extinta com a abolição, mas não, a escravatura do ser humano por imposição do próprio homem, que escravizava um irmão para apropriar-se de sua vida e utilizá-lo como bem lhe proviesse, colocando-o a seu serviço, tratando-o como um animal simplesmente porque ele era negro, esta escravidão foi abolida sim, nós negros conseguimos liberdade para podermos escolher nossa forma de viver.


 Isto, esta liberdade foi à custa de muita luta como sabem, nós apesar de sermos escravos, não por opção, não tínhamos medo de nosso sinhozinho e abríamos nossa boca e expúnhamos nossos pensamentos e semeávamos a semente da liberdade, mesmo correndo o risco de acabarmos no tronco, mesmo sabendo que às vezes de lá alguns vivos não saiam, lutávamos pelo nosso ideal, lutávamos para conseguir a igualdade, lutávamos contra os preconceitos e muitos lutam até hoje.

Mas e vocês, brancos, pardos, amarelos ou negros que hoje vivem nesta terra abençoada, onde agora todos são livres, portanto nascem livres de pais livres, e com o decorrer dos anos se tornam escravos, vão criando correntes que os atam de tal forma que imobiliza as suas mentes, que faz com que esqueçam antigos ideais, que impede de vocês semearem a semente daquilo que realmente acreditam, o que vocês são?  Escravos da máquina social, escravos das condições materiais que almejam, escravos de sua própria covardia em assumir aquilo que realmente acreditam, escondendo-se em quilombos onde não propagam a liberdade, mas sim semeiam ali a semente daquilo que acreditam, mas ao mesmo tempo plantam o medo para os irmãos de seus ideais, iniciando sim as primeiras correntes em suas mentes que os tornarão escravos desta máquina que vocês chamam de liberdade.

Triste é este quadro, são muitos que assim agem, muitos têm vergonha de se dizer crente em Cristo, irá parecer piegas se o fizer, têm vergonha de citar exemplos cristãos, têm vergonha de falar que oram, outros têm vergonha de propagar a doutrina que acreditam principalmente se estão num meio onde esta doutrina é erroneamente considerada demoníaca ou não cristã. 


Inclusive às vezes perdem a oportunidade de auxiliar o próximo, com medo que alguém descubra a sua verdadeira crença, se estivéssemos na época de Cristo na terra, seriam iguais àqueles que abandonaram o Mestre na hora da prova crucial, iguais àqueles que se viraram contra ele, por pura covardia, não por não acreditarem, por preferirem conservar uma situação mais cômoda durante sua vida na terra.

Que pena, além de não semearem a semente do Amor Universal, do amor ao próximo tão pregado por Cristo Jesus, além disto, semeiam a semente da covardia, da materialidade, da hipocrisia, do preconceito, realmente é uma pena.

Hoje este nego está triste, hoje este nego precisava por isto para fora, no entanto este nego sabe que pouco vai adiantar, os pobres escravos da vida irão ter argumentos para se disser inocentes, dirão que é a sobrevivência que os obriga a isto.


Mas eu vos digo, a semente deve ser plantada exatamente nos meios em que a adversidade impera, ora bolas não precisa plantar a semente onde ela já está plantada, onde ela já está plantada tem que ser cuidada com amor e desvelo, reúnem-se os iguais para ganharem força para a luta, para a semeadura.

Nada é o acaso, se o PAI os fez médiuns e vos deu um campo adverso ao que acreditam para conviverem, é exatamente para que a semente ali seja plantada, de forma inteligente e com cautela, mas plantada e não agirem como covardes tornando-se hipócritas ou falsos profetas.

Aliás se vocês se envergonham da doutrina que acreditam é porque realmente não acreditam, deveriam voltar-se para dentro de si mesmos e verem o que os incomoda na doutrina, vão descobrir que o que os incomoda é exatamente o espetáculo que muitos fazem na prática desta doutrina que realmente não precisa destes espetáculos.

Tudo evolui, e os nossos seguidores vêm evoluindo aos poucos, muitos já entendem que não há necessidade de certas demonstrações, de certos materiais, que realmente utilizamos porque era esta a única forma dos filhos primitivos acreditarem, pois eram apegados demais à materialidade. 


Agora a maioria daqueles que se envergonham estão presos à forma mais primitiva da religião e se recusam a evoluir, a dar um passo a frente, então acabam se envergonhando da religião que praticam, porque esta pratica vai contra a sua racionalidade, mas ao mesmo tempo radicais que são não abrem os ouvidos para a evolução.


Agora preciso voltar para os trabalhos, estão de mim precisando, são filhos amados que me chamam, vou incorporar meu médium, sentar no meu banquinho, dar o melhor de mim dentro do que o Pai permite, dentro da Lei, e ver os filhos queridos se aliviarem confortados, depois vou deixar um conforto especial pro meu cavalinho que amo tanto, e sentir muita pena deste povo que nunca está em paz, simplesmente porque têm vergonha do que são.

Que Oxalá sustente a vossa fé e Nosso Senhor Jesus Cristo os abençoe.

Ditado por Pai Benedito
psicografado por Luconi
30-12-2011

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

YEMANJÁ NÃO QUER ESPETÁCULO





Nos murmúrios das ondas,
escuto linda canção,
são as belas sereias,
que estão a louvar.

A vida louvam,
louvam toda geração,
que provém de um Trono,
que do Senhor é criação.

No Trono assentada,
está Yemanjá,
cuja essência é a água,
que a tudo vivifica.

Mas triste torna-se este canto,
quase emudecido,
quando o homem ignorante,
sua essência não entende.

Dizem que vão agradecer,
por mais uma ano findado,
o belo reino é ultrajado,
com a sua vaidade.

Esquecem-se do Criador,
não ofertam seu amor,
um melhor que o outro quer ser,
um espetáculo parecendo.

Onde está nisso a Caridade,
gastam até o que não têm,
para a Mãe presentear,
como se isso fosse agradar.

Nossa Mãe tão amada,
quer apenas que suas águas,
limpem a alma dos homens,
lembrando-os dos verdadeiros bens.

Que cada coração,
passe a gerar muito amor,
para ajudar todo irmão,
independente da fé.

Ditado por Joel
psicografado por Luconi
em 19-12-2011