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sábado, 2 de outubro de 2010

A FORÇA DAS ÁGUAS


Sabe-se que na Umbanda, a Linha das Águas traz muitos mistérios fechados e muitas verdades maravilhosas que já são conhecidas.
Dentro dos mistérios já abertos sabemos que essa linha abarca a força dos marinheiros, marinheiras, sereias e encantadas responsáveis por manipular a energia aquática.
A Linha das Águas mostra aos seres a fartura, leveza e transparência dessa energia, trazendo a vida em sua essência, a vida das águas e a água da vida.
A vida em seu sentido pleno traz a cura, a cura da alma e do espírito. Essa energia água-vida que trazem os marinheiros em sua essência,em seus seres imortais é o que os torna conhecidos como curadores.A cura é oferecida em aspecto amplo e integral pelo agregar das energias, pela bondade do Divino Criador e pelo momento merecedor de cada ser.
Essa cura acontece de dentro para fora, do mais íntimo sentimento, do mais intrínseco do ser até o fora, a matéria, o físico dos seres.
A força da energia aquática, a força água-vida trás a cura.
No balanço das águas, no balanço dos marinheiros, temos a força impulsionadora.É a água impulsionada pela força do ar, do vento, é a natureza que nos presenteia com as ondas. É nessa força impulsionadora que as ondas levam para longe todas as mazelas do espírito, é nessa força água-ar que também acontece o encontro com a terra, impulsionando o ser a caminhar.
Na força água-terra os marinheiros trazem uma energia desbravadora, desbravando no coração dos seres tudo aquilo que precisa ser amolecido e remodelado, mostrando ao ser o seu sentimento mais endurecido, trazendo assim a mudança interior.
Nessa energia curadora, impulsionadora e desbravadora a Linha das Águas guia os seres em sua trajetória trazendo a fartura encontrada na energia aquática em comunhão com muitas outras energias emanadas pelo Divino Criador através de suas emanações Divinas.
Essa fartura trazida, é a fartura emocional e espiritual, trazendo equilíbrio aos seres em sua relações com a vida. Esse equilíbrio traz aos seres a sabedoria.
E pensando em sabedoria, em sabedoria Divina, a força da águas proporciona ao Planeta a força curadora da matéria.Brotando aos pés dos inúmeros seres aqui encarnados, incontáveis qualidades de vegetais crescem na força do encontro da água com a terra, indo até as raízes e fornecendo à matéria todos os elementos para trazer a cura e o alívio da dor física.
Alguns seres nesse planeta não reconhecem na água a fonte da vida Divina e acabam por muitas vezes fazendo mal uso dessa energia no plano físico, usando-a de forma indiscriminada e outras vezes de forma maléfica, não valorizam a força e a dádiva de poder usufruir de forma tão intensa e abundante dessa energia Divina, ignorando até o fato de existir muitos seres ainda não aptos e merecedores desse contato, que clamam e esperam pelo momento de serem agraciados por essa abundância.
É uma força Divina e abundante encontrada no planeta, no mar, nas cachoeiras, lagos, fontes, açudes, poços, chuva...com inúmeras qualidades, desmagnetizadora, descarregadora, imantadora, purificadora,agregadora....
São bênçãos que essa energia viva e materializada traz ao ser encarnado.Qual ser que após entrar no mar não se sente leve e com uma imensa força de vida, revitalizado?
Devemos agradecer ao Pai Olorum à cada banho de mar, cachoeira, chuva, lago, a cada vez que somos merecedores de mais uma vez entrar em contato e manipular a energia aquática.
Louvemos sempre com amor e respeito nossa Divina Mãe Iemanjá, Mãe das Águas e Guardiã dos Mistérios Aquáticos.
Saudemos todos os seres aquáticos, sereias encantadas, marinheiros e marinheiras, pela excelência na manipulação desse elemento, e respeito e amor com as forças Divina.
Ao próximo contato que tiveres com a energia aquática, agradeça e tenha consciência que estas entrando em contato com a energia da vida,e se nesse contato, uma emoção passar por teu peito e uma lágrima cair de teus olhos, sinta-se agraciados pelo Divino Pai Olorum, por ser a manifestação viva da vida plena e por ser permitido que ao teu corpo físico, brote a água da vida.

Ditado por mestra Jandiara
psicografado por Livia Spinelli

domingo, 26 de setembro de 2010

RODA DE PRETO VELHO


Roda de Preto Velho to só, com meus pensamentos a voar, meu cigarro de palha na mão soltando à fumaça no ar. Quando vejo se aproximar Pai Tomé, que chega sem dizer nada e se senta a pensar. Nenhuma palavra sequer, só pensamentos e seu semblante de paz. Nada eu disse mantendo o respeito. Quando olho para um horizonte nada distante, vejo vindo pelo caminho, Pai João e Pai do Congo que, em silêncio como se fosse tudo combinado se achegaram, sentaram e apoiaram seus queixos em seus cajados e só me olharam em forma de comprimento. O que acontece? Penso sem quebrar a quietude que imperava no ar.

Quando por trás de mim chega Pai Guiné que bate a ponta do seu cajado no chão anunciando sua chegada quebrando o silêncio até então ensurdecedor, mas só nesse momento, pois logo se aconchegou em seu canto com seu olhar atento sem quebrar o encanto. Antes mesmo de eu questionar, já sentado a meditar com sua plena serenidade Pai Firmino D’Angola. Nem deu tempo de eu voltar a firmar meus pensamentos, eu percebo a presença de Pai Jacó que se achegou nesse momento sem que eu percebesse, trazendo consigo seus pensamentos.

Logo, sinto a vibração. Estava completa a Roda de Preto Velho. Todos os pensamentos numa só direção, como se fosse um só coração. Vibrávamos aos espíritos desequilibrados, que precisavam de um amparo. Vibrávamos pelo amor que precisa ser fortificado. Vibrávamos pela justiça divina que precisava ser cumprida e por fim, vibrávamos pelos encarnados, que na Terra estão a cumprir sua missão, cada um no seu merecimento e direção.

Tudo em silêncio na mais perfeita paz. Senti uma enorme emoção nesse momento, pois senti a felicidade verdadeira de se doar por completo pelo meu semelhante e ao sentir isso, uma lágrima de alegria correu pelo meu rosto e pingou no chão batido, não estava só, e não tinha só a companhia de seis Pretos Velhos, mas sim a de muitas entidades que dentro daquela vibração se encontravam em vários lugares no plano astral e contribuíam dentro do seu mistério e recebiam dentro do seu mental a força necessária do poder da criação de Olorum.

Não sei por quanto tempo, mas o suficiente para chegarmos a uma conclusão: fazemos isso de mente e coração. Logo abri meus olhos e vi, um a um se levantando e partindo, sem dizer uma palavra sequer, para onde não sei, mas tinha em seus semblantes a certeza de mais uma missão cumprida,. Eles apenas iam, quando novamente me vi só, eu me pus a pensar. Preto Velho faz, de um grão de areia, virar flor

DITADO POR PAI BENEDITO
PSICOGRAFADO POR DANIEL LUCONI

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

MÃE MARIA DE ANGOLA


OBRIGADA MÃE MARIA

Foi lá naquela senzala, onde só a tristeza imperava, onde o pavor nos dominava, e nada nos trazia alegria.
Foi lá que aprendi o valor da união, o valor da humildade, o valor do perdão.
Foi lá que vivi uma vida toda, foi lá que morri, numa paz que não sabia existir.
Foi lá que tive meus filhos, ao invés de sorrir com o riso de meus pequenos, lágrimas derramava, pois bem sabia do futuro que os esperava.
Foi lá nos cafezais, que sentia a liberdade, pois lá eu podia ver o azul do céu infinito e alçar voo através das nuvens.

Foi lá que me transformei primeiro uma menina amedrontada, que pouco entendia da dureza do cativeiro, depois uma moça que ousava sonhar com seu príncipe encantado que dali me arrebataria para a mãe África de onde meus pais vieram, lindas histórias ouvia de guerreiros valentes e um deles seria o que me salvaria, mas o príncipe veio na forma de um lindo negro, alto e forte que em seus braços me tomava e juntos por momentos nos sentíamos livres como os pássaros, pois no nosso coração ninguém mandava.

Casar como os brancos, isso não podia não, negro era bicho, negro não era filho de Deus, era uma raça inferior, então apenas nos uníamos de forma muito secreta, para que o branco não inventasse de nos separar como forma de nos castigar.

 Enfim foi chegando a idade, nem sei como consegui sobreviver tanto, eu e meu amado guerreiro, dentro de nossa humildade a cabeça abaixava, jamais respondíamos, jamais incentivávamos revoltas.

Para que? Só para atiçar a ira do branco, só para ir parar no tronco e quem sabe se seriamos chicoteados ou queimados com ferro em brasa, meu companheiro certa vez, por tão pouco, por tentar defender um irmão, acabou neste tronco, foi chicoteado e depois marcado o ferro em brasa colocado em cima das feridas abertas. 
Meu Deus como sofri, sofrimento mudo, apenas lágrimas escorrendo, pois senão castigada seria.
Nunca mais meu nego, nunca mais se atreveu a afrontar, nunca mais, porque ele sofreu muito mais ao ver o meu sofrimento, afinal de tanto falarem, já acreditávamos que éramos mesmo raça inferior.

Tentamos viver o melhor que podíamos, ou seja aceitando as injustiças, tentando acalmar os irmãos, levando nossa palavra de carinho e união, estávamos cansados de ver tanta gente ser marcada chicote ou ferro em brasa, três tiveram suas línguas cortadas, segundo o branco reclamavam demais.

Assim chegamos a velhice, éramos raros, poucos envelheciam, a maioria morria cedo, a média era quarenta anos, cinquenta poucos, velhos raros.

Mas foi na velhice que as coisas mudaram, foi na velhice que meu velho novamente defendeu filho amado, apanhou muito, estava velho, fraco, já doente, não aguentou. Retirado do tronco ainda com vida, pediu para falar com o sinhô, este a contragosto atendeu, e quando se abaixou dizendo: Fala seu nego teimoso. Ouviu apenas duas palavras: Eu perdoo.

 Espantado levantou-se, disse que meu velho delirava, mas visivelmente perturbado, afastou-se.

Meu velho não morreu em vão, plantou a semente do remorso, aquele sinhô, lembrou-se que quando menino, quem o ensinara a andar de cavalo, quem lhe contava histórias, era aquele nego velho que por ser tão velho não aguentara a surra no tronco.

Alguns dias depois, eu sozinha na senzala, sentada no meu toco, fui chamada à casa grande, o patrão ordenara que eu ali ficasse, cuidando de sua pequenina. Não entendia, ele confiava em mim, não temia vingança, quando vi aqueles olhinhos cor de mel, correndo em minha direção, entendi que jamais poderia lhe fazer mal, ela culpa não tinha.

Vivi ali alguns anos, tempo suficiente para criar um elo entre eu e a sinhá, que se deliciava com os bolos que fazia para a pequena, que se prendeu a mim de tal forma que só dormia se eu a ninasse, tinha que levá-la para o quarto e ali cantarolar até que dormisse.

Um belo dia não me levantei, as forças me faltavam, a pequena agora já uma mocinha foi a minha procura, encontrando-me prostrada, gritou pela sinhá.
Esta se colocando do meu lado no leito, ajudou-me a beber algum leite, dizia ser fraqueza e espantada vi que ela não mandava nenhuma escrava fazê-lo, mais alguns dias e quase sem conseguir falar pedi com dificuldade pelo sinhô.

Ele entrou meio sem jeito e sentou-se na beirada da cama e eu do fundo do meu coração, tirando forças não sei de onde, lhe disse:
Meu nego perdoo o sinhô e esta nega quer agradecer, por ter podido amar esta sinhazinha preenchendo o vazio que meu nego deixou, senão eu não aguentava.
 Agora permita que eu me vá para junto dele, mas quero partir lá na senzala aonde vivi o meu amor.

A sinhá chorava, a sinhazinha então nem se fala, mas aquele sinhô tão cheio de si, de repente deixou algumas lágrimas escorrerem, rapidamente as enxugou com as costas das mãos e me concedeu o que pedia.


Ao chegar à senzala, com meus irmãos a minha volta, senti uma brisa suave com perfume de rosas e meu nego estava ali, com seu chapéu de palha, aquele sorriso tão lindo e os braços estendidos, e sem notar como, parti para seus braços.

Foi lá naquela senzala, naquela fazenda, que eu aprendi que só o amor vence barreiras, e que perante Cristo todos somos iguais.

Que Oxalá esteja com vocês,

Ditado por Mãe Maria de Angola
Psicografado por Luconi
19-10-2010

Quase sete anos após Mãe Maria de Angola volta para nos passar outro angulo de sua história desta vez através de outra médium.
Abaixo o link:

 http://espiritismoeumbanda.blogspot.com.br/2017/02/mae-maria-de-angola-2.html

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

MÉDIUNS PERDIDOS SÓ NOS RESTA ESPERÁ-LOS


Longa muito longa é a espera para nós do despertar das verdadeiras verdades para os nossos médiuns.
È com grande tristeza que vemos nossos médiuns sempre se encaminharem e se iludirem por aqueles que lhes oferece um apoio para sua vida material ou afetiva.
Sentem-se enfeitiçados por aqueles que oferecem pronta solução para seus problemas, e ainda mais enfeitiçados quando têm seu ego satisfeito, com frases do tipo como seu guia tem força, você como médium é poderoso, seus guias são de muita luz, etc. e tal, é a vaidade que eles nem percebem está sendo cultivada e devidamente regada, para que se tornem presas fáceis, se tornam escravos do dirigente do templo, se tornam devedores dos seres das trevas.
Quando mais for levado para o lado humano o ritual, quando mais o médiun se vestir com roupas típicas do guia que incorporam, quando mais o espírito incorporado no chefe do terreiro falar palavras que eles gostam de ouvir, mais cegos e surdos ficam os médiuns.
Tudo que pelos ensinamentos era considerado errado, eles passam a achar certo, desde que venha daquele espírito comandante de tal terreiro, e então se vê coisas que são do outro mundo mesmo, que até nós espíritos chegamos a duvidar que aquilo mesmo está acontecendo.
Tudo o que normalmente ou pelo aprendizado do evangelho, ou pela lógica eles abominariam, ali naquele lugar, eles arrumam uma boa desculpa para si mesmo para aceitarem e calarem as suas consciências.
E nós seus reais guias de umbanda, infelizmente temos que nos afastar, inclusive os da esquerda, que são guardião da Lei nas Trevas, e por isso não podem aceitar certos abusos. Afastamos-nos, e então alguns espíritos trevosos, passam a agir nos médiuns desprevenidos, usando inclusive o nome dos guias de umbanda, nada podemos fazer, pois devemos respeitar o livre arbítrio de cada um.
Cada um amadurecerá para a verdadeira caridade, para a verdadeira missão, para a espiritualidade maior, no seu tempo certo, quando cansados pelos sofrimentos naturais a quem transgride as leis divinas, abrirem uma brecha em seus corações para a espiritualidade Maior e para as leis imutáveis de Zambi.
Fiquem na paz de Oxalá,
Ditado pelo guardião da Meia Noite
Psicografado por Luconi