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quarta-feira, 16 de junho de 2010

ORIENTAÇÕES DE UMA CIGANA




Olha só que dia é este? É um dia de festa, neste Templo de Umbanda, e eu nem acredito, comemoram a minha linha, que na verdade é apenas uma linha aderente da Umbanda, originalmente não faz parte dela.

Esta religião querida, que é pura caridade, dá para todos que querem evoluir, a oportunidade do trabalho.
Com muita alegria, Oxalá nos aceitou, pois para trabalhar pelo Amor sempre há uma vaguinha, tudo foi arranjado, e sempre que possível trabalhamos na Umbanda.

Nossa linha é mistério, pois como algumas outras, ela tanto pode atuar na esquerda como na direita,
dependendo da necessidade do trabalho, ou seja trabalhamos na linha divisória, alguns só podem atuar na esquerda, mas com o tempo através de muito trabalho, conseguem passar a atuar dos dois lados.

Nosso trabalho nos terreiros, não é ler a sorte, para isto não precisamos incorporar, mas sim trabalhamos para abrir os caminhos dos que nos procuram, nem sempre podemos abrir os caminhos da forma que nos pedem, pois tudo vai depender do merecimento de cada um e também da missão que para ele está determinada na terra.

Nenhum cigano que se integra realmente na Umbanda saí por aí prometendo dar aos filhos tudo o que eles querem, jamais se intrometem no livre arbitrio de cada um, jamais ensinam amarrações, ou prejudicam alguém para dar ascensão ao seu filho, isto nunca, os que se prestam a este tipo de trabalho, que nada tem a ver com caridade, não são realmente ciganos integrados nas linhas de trabalho de nossa Umbanda amada.

Mesmo quando lemos a "sorte" de alguém, se realmente uma cigana da lei estiver encostada na cartomante, esta vai sempre mostrar o lado espiritual para a consulente, vai sempre tentar mostrar todos os lados de uma questão, vai tentar sempre ajudar sua consulente voltando-a para as Leis imutáveis do Pai Eterno.

Infelizmente não é isso o que geralmente acontece, pois as cartomantes que só visam o dinheiro que vão receber, não estão nem um pouco preocupadas com as dívidas espirituais que acarretam para si mesmas, e por isto acabam se conectando com espíritos que até podem ser ciganos mas que não estão integrados na Lei da Umbanda. Ainda por cima este tipo de cartomante, costumam criar situações de dependência entre o consulente e ele(a) manipulando seus consulentes através do emocional destes.

Antes de voltar para a festa, gostaria de deixar claro que quando falo de cartomantes, me refiro também a tarólogos(as), e qualquer outro tipo de leitura de sorte. Mas deixa eu participar desta festa, é uma comemoração bastante simples, saúdam Santa Sara Kali, e cantam para nós dançarmos, e depois trabalhamos que é a maior caridade que podem fazer, deixar que nós trabalhemos.

Fiquem na paz de Oxalá, e na proteção de Santa Sara Kali

ditado pela Cigana das Pedras Preciosas
psicografado por Luconi
25-05-2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

HOMENAGEM A MINHA MÃE IANSÃ



Ah que cabocla mais linda,
vestida ora de amarelo,
ora se veste de vermelho,
dependendo para que vem.

Sua luz resplandecente,
cega a todos que a vê,
sua beleza tão pura,
faz o ser se prostar.

Não há quem se ache digno,
de para ela olhar,
mas sentem a sua energia,
fazendo a lei imperar.

Não gosta de injustiças,
chora por quem as sofre,
mas chora muito mais,
pelos transgressores da lei.

Esta mãe amorosa,
terá que redirecioná-los,
a estrada do retorno,
é sofrida ela bem sabe.

Os ampara em sua queda,
ministra o remédio amargo,
a mesmo tempo os cerca,
para dar-lhes o consolo.

Sua energia guerreira,
não os deixa desistir,
mas só volta a sorrir,
quando eles retornarem.

Lindo trabalho ela faz,
redirecionar os seres ao Pai,
através de Lei Justa,
aplicada com amor.

Te saúdo minha mãezinha,
agradecendo todos os dias,
por tu de mim cuidares,
Eparre! minha mãe.

Luconi
11-05-2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

MENSAGEM DE PAI JOÃO DE ANGOLA




Demorou muito tempo, muito tempo mesmo para poder me engajar nestas falanges de trabalho desta religião tão nova na esfera humana.

Demorou sim, para eu estar apto a ouvir e não julgar, para não agir como um executor da Lei cego, cego pelo meu radicalismo, demorou muito para eu entender que no livre arbitrio dos encarnados não se pode interferir, e que tudo tem dois lados, nunca existe um lado só da história.

Bem comecei devagarinho, incorporar para benzimento de crianças, para ouvir os problemas de muitos e aconselhar de forma correta, não tomando para mim suas dores, mas sendo imparcial, tendo o cuidado de pedir um pequeno tempo para correr gira e ir atrás do outro lado da questão, tentando influenciar sempre para o bem os dois lados, tudo espiritualmente mas deixando para todos o livre arbitrio de escolha.

Nossa vocês não imaginam como foi difícil, agarrava-me a minha fé e aos sábios conselhos dos caboclos de Ogum, quantas vezes não vi e vejo filhos que vêm aos meus pés e exigem que eu realize suas vinganças, quantas vezes sem dizer diretamente que não faria, eu os ouvia em silêncio, pegava o nome do desafeto, eles pensavam que eu ia realizar a tão almejada vingança, eu ia até o desafeto estudar o seu estado espiritual e tentar reaproximar os dois.



 Quantas vezes não se demoviam da idéia de vingança e não mais me procuravam, dizendo ao povo que eu não tinha força, que forte era esse ou aquele de algum centro que se intitulava de Umbanda, mas na verdade além do nome que usavam nada tinham de umbanda nem os espíritos que ali incorporavam.

Sim quantas vezes chorei e as lágrimas rolaram de meus olhos, desencarnei mas continuei sendo um velho bobo, que como antes queria consertar o mundo, sempre errei quando encarnado devido ao meu emocional que não sabia conter.

Ser colocado no tronco era fácil, apanhar não me importava, era consequência de não seguir as normas dos brancos, isto eu entendia, quem ali estava que seguisse as ordens dos brancos pois eles deixavam bem claro, o castigo viria, ser escravo dócil era não trazer para si mesmo a ira deles, a pena já muito bem avisada que sofreria quem fizesse os abusos.

Agora ver no tronco os meus irmãos de cor, mesmo sabendo que eles haviam feito como eu, desobedecido normas, ah eu não aguentava, gritava, chorava, implorava, que fosse dado a mim o castigo, e algumas vezes apanhei junto com eles. O que não diminuía a dor de vê-los sofrer, mas eu me achava responsável por todos, tinham muita confiança em mim, deste pequeninos, eu havia me tornado líder deles. 



Cheguei à fazenda não contava com vinte anos, trazido diretamente do navio negreiro, logo os que ali estavam perceberam o meu gênio que não era nada fácil, pois se era bom também fazia valer a ordem entre meus irmãos. Nunca com violência, era na palavra e não sei porque até hoje, eles me ouviam.

Desta forma quando alguém burlava as leis dos brancos, eu de certa forma me sentia culpado, eu os havia ensinado que a melhor forma de viver era a resignação, injusto foram nossos irmãos africanos que nos traíram, aprisionando-nos para nos venderem para os navios. Os brancos apenas nos compravam, eu sabia que havia algumas fazendas onde o tratamento era mais humano, os castigos não eram cruéis, os negros que davam problemas eles simplesmente vendiam, não tinha coragem de aplicar castigos cruéis, mas livravam-se do problema, e eu achava estes irmãos muito burros, se eles soubessem o tratamento dado na maioria das fazendas jamais se atreveriam a fazer nada que contrariasse os seus senhores.

Já na fazenda que eu estava não, o tratamento era de humano para animal, apenas a comida era boa, mas porque o patrão havia perdido muitos negros que enfraquecidos ficaram doentes e rapidamente morriam, era mal negócio não alimentá-los bem.

Morri no tronco, já estava bastante velho, dias de pão e água antes da surra, e o capataz queria mesmo se livrar de mim, eu controlava meus irmãos, mas ultimamente os mais jovens não me ouviam, começaram a fugir, para serem pegos logo depois, várias fugas foram tentadas, eu sempre tentava impedir as surras, e na última delas em minha vida eu ao ver que o feitor estava batendo em um irmão já desmaiado, em cima das carnes vivas, eu dei um salto e agarrei o chicote, ainda por cima falei que eu tinha programado a fuga.

Puseram-me a pão e água e resolveram cortar o mal pela raiz, fizeram comigo o que estavam fazendo com o rapaz, rapidamente desencarnei, mãos generosas me acolheram no mundo espiritual, e assombrado vi que essas mãos eram tão brancas, tão alvas, e me dizia,: Meu filho amado, como demoraste para voltar, mas prometi te esperar.

 Na hora não entendi, depois soube era minha mãezinha de outra vida, que assistiu minha morte precoce, aos trinta anos.

Então entendi, não era injusto o que sofria, aquele mesmo feitor que tanto ódio tinha de mim, era um dos que foram vítimas de minha tirania, pois apesar de ser bom, ao saber que meu pai falecera pelas mãos de alguns negros, não me preocupei em saber a verdade, fui até a senzala e não pensei duas vezes em matar quatro negros, quatro irmãos, mas que na verdade eram inocentes, pois fora o feitor de nossa fazenda que tinha assassinado meu pobre pai.

Dois me perdoaram e estavam comigo na fazenda como escravos, um ainda encontrava-se nas trevas pois o ódio tomara conta de seu coração e por isso se ligou a seres poderosos das Trevas, e o outro era o feitor, que haveria de se tornar amigo e ajudar os escravos da fazenda, no entanto quando colocado em posição inversa da outra encarnação deixou-se dominar pelo orgulho e se achou superior a eles.

Bem por isso eu tanto defendia a todos, tinha gravado na minha consciência a injustiça praticada na outra vida, desejara me redimir, e assim foi feito, certo que minha companheira muito me ajudou, como me ouvia e me consolava, era ela a mãe daqueles quatro rapazes.

Hoje ela trabalha aqui nesta religião bendita, e eu deixo isto registrado aqui, para que entendam de uma vez por todas que jamais devemos julgar, jamais devemos permitir que o ódio entre em nossos corações, que existem mais mistérios do que qualquer ser vivente possa imaginar.

A felicidade deste nego hoje é perceber que devagar, devagarinho a nossa Umbanda começa a ser vista como uma religião, que alguns filhos já entendem que ela é para e evolução espiritual de cada um, que ela não foi idealizada para realizar trabalhos, mas sim para desmanchar, que todos devem abrir os ouvidos para as verdades, os ensinamentos passados, e que o livre arbitrio de cada um deve ser respeitado.

Agora já falei demais, aliás outro defeito meu, vou pegar meu banquinho e ir para Angola, buscar meus irmãos para os trabalhos da noite, cada um de nós tem mais de um cavalo, e cada uma falange sempre tem o espírito que a iniciou, que raramente incorpora, e este espírito comanda setenta e sete falanges, formando um triângulo perfeito, todos durante o tempo que estão trabalhando incorporam não só o nome como os mistérios daquele espírito que se somam aos seus, pois nada é desperdiçado. He, he, já falei demais, é melhor eu me ir, mas procurem dentro do templo de Umbanda que frequentam, pedir para que os guias venham de vez em quanto só para instrui-los, existe muitos ensinamentos que podem ser abertos para os encarnados.


Que Oxalá os abençoe,

ditado por Pai João de Angola
psicografado por Luconi
28-04-10

segunda-feira, 22 de março de 2010

MENSAGEM DE MARIA MULAMBO


COM AMOR TE OFEREÇO SUAS ROSAS PREFERIDAS


Talvez eu devesse pedir licença, não sei bem pouca prática tenho destes escritos, mas como o canal está aberto eu vou escrevendo.

Dizem que vim de longe, dizem tantas coisas, que sou isso e aquilo, tantas conjeturas, uns me acham o máximo, outros se apavoram ao ouvir meu nome, a maioria só gostam de mim enquanto acham que eu posso beneficiá-los em seus pedidos tão terrenos, tão materialistas.

Tão raro é ver um gesto de carinho, tão raro alguém querer saber como proceder dignamente, tão raro alguém se lembrar de mim como amiga, tão raro alguém querer conhecer a verdade em relação a espiritualidade, tão raro.

Ah! mas cobrar cobram, portam-se tão mal, mas cobram, querem caminhos abertos, mas esquecem-se das leis básicas, esquecem-se que nesta vida ou na outra colhe-se aquilo que se planta.

Em relação ao amor, cismam e pronto, não querem saber do outro lado da moeda, não esquecem-se que devem respeitar os sentimentos da outra pessoa, esquecem-se que cada um tem uma missão, que todos tem livre arbítrio.

Às vezes cismam com vinganças mesquinhas, na maioria das vezes nem razão têm, mas eles não querem saber, só enxergam o seu próprio orgulho, só enxergam o seu lado da questão, esquecem-se inclusive que as vezes certas rivalidades vêm do passado bem distante, e que persistir é não só atrasar a caminhada como também atirar-se em um abismo acordando velhos instintos e com eles antigos inimigos espirituais.

Bem como percebem bem poucos estão interessados em ouvir algo que possa ir contra os seus interesses momentâneos, poucos querem saber a verdade sobre qualquer coisa, muito menos sobre a doutrina religiosa que decidiram seguir, mesmo porque eles não a vêm como religião, mas sim como meio de alcançar as suas metas.

Então alguém me diz, porque deixa que falem tantas coisas, não desmente, apenas dá uma gostosa gargalhada, e eu respondo, porque eles não estão interessados, eles querem dizer coisas horríveis, mentiras, estórias mirabolantes, só para que eu possa parecer poderosa, para satisfação de seus egos, principalmente dos médiuns que me incorporam.

Então eu espero, devagar em um ou outro templo começa surgir uma luz, alguém se interessa, alguém procura estudar, alguém lembra que acima de tudo está DEUS e suas leis imutáveis, nesta ou em qualquer outra seita religiosa.

E graças a estes que começam a despertar para a verdade, eu e outros começamos a receber um pouco de respeito, eu e outros temos a chance de trabalhar para a Luz, sem ter que camuflar uma imagem que não é a nossa, só para sermos aceitos pelos nossos médiuns e termos a chance de evoluir este mesmo médiun, mas hoje eu só gostaria de deixar bem claro que Exu e Pomba-Gira de Umbanda, nada mais são do que guerreiros da Luz nas Trevas, sim trabalhamos nas Trevas para a Luz, por opção nossa decidimos evoluir desta forma, opção nossa sim pois a todos nós foi dado a opção de escolha do trabalho a ser realizado. Como também poderíamos ter aceito a opção de reencarnação, para evoluir através dela.

Temos ciência também que a qualquer momento se decidirmos reencarnar, poderemos pedir isto para a Lei que irá direcionar o nosso pedido e verificar quando e como poderemos fazê-lo.

Bem para quem nunca usou este meio de comunicação já falei demais, mas um dia quem sabe possa vir e contar minha história que garanto não será as estórias que ouvem.

Deixo o meu agradecimento a este cavalo que psicografa e só peço a todos que lerem esta mensagem que ao menos reflitam sobre o que aqui foi exposto, tentem estudar, ganhem conhecimento e lembrem-se que seja qual for o conhecimento que chegar até vocês ele deve passar pelo crivo da lei da razão, não se tornem radicais, pois nenhum conhecimento está totalmente contido em um só lugar, ele sempre é dado aos poucos e um vai completando o outro.

 Lembre-se que a pior fé é a fé cega, a fé verdadeira é sempre baseada no amor.
Agora eu me vou, uma gostosa gargalhada para quem quiser assim, e um forte abraço para quem quiser me conhecer.

ditado por Maria Mulambo
psicografado por Luconi
14-03-10