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terça-feira, 24 de novembro de 2009

PALAVRA DE ZUMBI





Venho aqui meus amigos, 
pra falar de um grande feito, 
acontecido a anos, 
num país em desalento. 

É sobre a grande vitória, 
do bem contra o mal, 
que através de muito amor, 
acabou com a escravidão. 

Muito sangue foi rolado, 
antes disso acontecer, 
mártires foram imolados, 
para a revolta conter. 

Costumam me idolatrar, 
e citar o meu exemplo, 
mas na verdade não fui eu, 
que com a maldade acabou. 

Vão dizer que eu ajudei, 
a muitos se rebelar, 
e gritarem para o mundo, 
as atrocidades sofridas. 

Isto lá é sua verdade, 
pois coragem sempre tive, 
mas que o quilombo cairia, 
um dia eu sabia. 

A esperança era, 
que a abolição viesse antes, 
que o dia fatal não chegasse, 
que a morte de tantos não assistisse. 

Mas assim é que não foi, 
vi o sangue derramado, 
vi irmãos acorrentados, 
vi a morte acontecer. 

Por isto aqui vim, 
para dizer a vocês, 
quem são os grandes mártires, 
de nossa liberdade. 

Os negos e negas humildes, 
que se entregavam a sua sina, 
e que mansamente oravam, 
por todos os negros escravos. 

Oravam e como oravam, 
pediam a Zambi e a Oxalá, 
depois a todos os Orixás, 
de nossa África distante. 

Mais que orar, 
falavam com mansuetude, 
tanto ao negro como ao branco, 
espaços nos corações ganhando.

Em sua fé tinham a certeza, 
que a liberdade viria, 
jamais desanimavam, 
nem no tronco desistiam. 

Estes pretos e estas pretas, 
que não conseguiam odiar, 
que perdoavam aos brancos, 
espalharam o amor.

Esta fé e este amor, 
formou fabulosa corrente, 
corrente de grande energia, 
que chegou a Nosso Senhor. 

Por eles pelo amor que tinham, 
o carma de nossa gente, 
Zambi perdoou, 
a abolição chegou. 

Então queridos amigos, 
a arma deles foi bem mais poderosa, 
foi arma verdadeira, 
de amor e fé foram feitas. 

A estes pretos e pretas, 
a liberdade devemos, 
a eles festejemos, 
no dia da abolição. 



Ditado por Zumbi
psicografado por Luconi
em 24-11-09

sábado, 7 de novembro de 2009

À MÃEZINHA QUE PERDEU SEU FILHO AMADO






“Esta mensagem que me foi passada é direcionada a uma mãezinha, que eu não conheço, não foi me passado nomes, pediram que eu a postasse pois a pessoa certa viria aqui para lê-la.”



Venho através dos rios, dos lagos, 
venho atravessando fronteiras inimagináveis, 
venho atraído por esta energia, 
um misto de tristeza e esperança, 
que clama aos céus por ajuda, 
num grito de extrema dor, 
ensurdecendo os céus, 
fazendo-se escutar.

Que lamento mais triste, 
alma que chora, 
que na fé se agarra, 
tirando dela forças, 
para poder continuar, 
é isto só o que pede, 
humilde curvou-se, 
aos desígnios da vida.



Coração de mãe que chora, 
a perda de seu filhinho, 
que se perdeu pela vida, 
e da vida foi ceifado, 
coração não se revolta, 
entende as Leis do Amor, 
transgredidas pelo filho, 
causando muita dor.



Oxum ouviu seu pranto, 
de seus olhos lágrimas rolou, 
pedindo que eu viesse, 
para a dor aliviar, 
levando para suas águas, 
a dor de teu coração, 
aliviando-lhe a alma, 
trazendo-lhe paz e calma.



Não chore mais, 
sossega o coração, 
o teu filhinho querido, 
que caiu pelo vicio, 
levado pela ilusão, 
Oxum irá amparar, 
recolhido ele será, 
e aprenderá a lição.



Agora sossega filha, 
segue em paz tua missão, 
teu menino nós cuidaremos, 
não se esqueça jamais, 
que o Pai não desampara, 
Jesus cuida do rebanho, 
o Amor que Ele espalhou, 
te dará vitória sempre.



Ditado por Zé Pilintra do Catimbó

Psicografado por Luconi

Em 06-11-09.



terça-feira, 27 de outubro de 2009

PAI CANAJÉ QUE SAUDADES



Pai Canajé, aonde anda, que há tempo de ti não sei?

A saudade bate em meu peito, meu amigo, meu irmão, que tanto bem um dia me fez, com tão sábios conselhos, com todo este amor que tens.


Com isso sou muito feliz, porque posso sempre ajudar, resgatando de alguma forma a dívida alta que tenho.
Ah minha menina, ando entre estes dois mundos, o trabalho é intenso e Canajé não tem parada.


Há milênio desencarnei, nunca mais na Terra aportei, pois com a graça do Senhor, outra via de evolução encontrei.


Nesta terra, no Oriente, fui um mago que chamavam de sábio, mas sábio eu não era, pois se o bem eu pratiquei deixei-me levar pela vaidade, sempre que vencia o mal crescia dentro de mim a semente do poder.

Bem aí que está eu percebi, mas não conseguia parar o sentimento, retroceder, voltar a ser o humilde Canajé que um dia graças a um mestre bendito teve a oportunidade de muito aprender, foi ele que percebeu meus dons mediúnicos e sabiamente os desenvolveu ao máximo.
Em certa época notei que eu lutava contra os magos negros (magos que se dedicavam ao mal, nada tem a ver com a cor da pele) não pela satisfação de ver o bem florescer e sim para mostrar o meu poder, poder que não era meu, pois me foi facultado pelo Pai para cumprimento de missão.


Quando fui chamado para atuar junto aos poderosos que governavam o lugar, me engrandeci, na verdade o Templo em si já tinha grande influencia no governo, mas atuar de forma exclusiva, nossa isto mexeu com minha vaidade, o Mestre ainda vivo, apesar de bem velhinho me alertou, cuidado, muito cuidado, mas de nada adiantou.


Então quando eu menos esperava, um mago negro infiltrou-se no governo, percebi a presença, senti que era poderoso dentro do mal que praticava, deveria ter acionado os outros magos, deveria mas não fiz, me considerava superior, e de certa forma era, mas tinha uma fraqueza a vaidade, o orgulho.


Eu mesmo esqueci que as forças do mal sempre nos atingem pelo nosso lado fraco, pela doença que temos em nossa alma, bem não precisa falar mais nada, perdi, não morri devido a intervenção exatamente de um menino que se preparava para atingir o grau de mago, ele era puro como eu um dia havia sido, ele não queria vencer o mago negro, ele queria me ajudar.

Caí em mim, voltei para o Templo, fiquei longo tempo em meditação, só ajudava pessoas que não tinham riquezas, e como a vergonha de mim mesmo não me abandonava, isolei-me nas montanhas, onde a cada três meses era procurado pelos amigos deixados no Templo, levavam-me mantimentos, inúmeros eram os atendimentos que ali eu fiz, centenas de pessoas me procuravam apesar da dificuldade de chegar ao local, a todos eu atendia, isto durou todo o resto de minha vida, os últimos dez anos.


Quando desencarnei e vi meu querido mestre a me esperar, chorei, chorei e pedi muito perdão a Deus, sabia que na prova da vaidade eu havia caído, quantos pobres deixei de atender enquanto me distraía com os poderosos que satisfaziam meu ego, quanta missão havia ficado para trás, eu não conseguia me perdoar, não tinha ânimo para me envolver com trabalhos que tivesse que lidar com muitos, preferi o anonimato total.Trabalhava sim, mas dentro de limites, com função que ninguém precisava saber quem fazia, só eu o meu superior e o Pai amado.


Bem enquanto eu não me perdoei, fiquei estacionado, até que um dia, após uns trezentos anos, ajoelhei e pedi perdão ao Pai e uma nova oportunidade de trabalho para conseguir-me, redimir e assim fui sendo integrado nas equipes de trabalho até que com o surgimento do espiritismo de Kardec e em seguida da Umbanda, foi me dado uma falange para trabalhar.


Aqui estou até hoje, mas sempre escolho aparelhos que trabalham sozinhos, ou em pequenos centros, sabe é, melhor não arriscar, meio no anonimato eu me sinto melhor.


Vamos em frente menina, que Canajé não te esqueceu apenas tudo tem o seu tempo, e pelas dobras do tempo te vejo, a ti e a todos que um dia a mim vieram.


Quem sabe um tempo novo para nós não está chegando, quem sabe, ou você acha que é por acaso que nunca nestes trinta anos esquecestes este velho e nem do dia da corrente indiana, sendo que nunca mais estiveste em um lugar que soubesse disto, por que será em menina?


Bem filha, como eu diria se incorporado estivesse, até um novo dia, e Salve a Corrente Indiana, Corrente dos Anjos, Corrente de Pai Canajé.




Ditado por Pai Canajé



Psicografado dor Luconi




27-10-09

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

DEVAGAR CHEGAREMOS LÁ





Diz um ponto de preto-velho, é devagar, devagarinho, quem anda com preto-velho nunca fica no caminho.


Pois então, é dessa forma com fé em Oxalá, que conseguiremos desenvolver uma Umbanda limpa, uma Umbanda dentro do maior ensinamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor.


 Foi exatamente a prática do mal que se embrenhou dentro de nossa Umbanda, que a fez ser tão discriminada, foi porque se esqueceram que ela é uma religião, fundamentada no planeta para atingir na época os mais humildes, pois o espiritismo Kardecista só conseguia chegar para uma elite, que de certa forma cometeu um grande erro, tornou-se radical, esquecendo-se que na espiritualidade muitos são os mundos formados, muitas são as esferas, cada uma correspondendo a energia dos seres que ali habitam, mas todas criadas pelo Pai sempre para o bem de todos, para a evolução espiritual de todos, não importa em que esfera está o espírito mas sim que esteja aonde ele estiver, estará sempre em uma morada do Senhor, comandada por ele, mesmo que eles não saibam.


Importa que muitos que estão lá são guerreiros defensores da Lei Maior, colocados ali para manter a ordem e a Lei, se sujeitam ao trabalho redentor e digno não é porque não tenham luz, mas sim porque amam ao Pai sem restrições por todo o seu ser, e seguem a Lei principal, amar ao próximo como a si mesmo.


Agora meus irmãos a melhor maneira de limparmos a Umbanda, é sem dúvida fazendo uma mudança interior dentro dos templos umbandistas.


 Se você for umbandista, e ama a sua religião, sente que ela está enraizada no seu ser, então procure se informar como ela foi fundada pelo nosso querido Zélio de Moraes através do caboclo Sete Encruzilhadas.


 Depois faça um balanço de como seu templo a pratica, e tudo que não for de acordo com as leis de Cristo Nosso Senhor, deve ser modificado, simples muito simples, mas note bem não se tornem radicalistas, certas mudanças levam algum tempo.


O mal se espalha feito rastro de pólvora, já o bem é plantado devagar, não é erva daninha, precisa que a terra seja adubada para que as raízes sejam profundas, o trabalho é árduo, mas recompensador, um dia haveremos de ver Umbanda e Kardecismo não só se respeitando como trocando conhecimentos, cada um lida com uma esfera espiritual, mas vos garanto que uma esfera precisa da outra, e que aqui no mundo espiritual sempre fomos unidos, sempre nos abraçamos como irmãos que somos filhos do mesmo Pai, comandados pelo nosso regente planetário Nosso Senhor Jesus Cristo, assentado ao lado direito do PAI,porque a direita do Pai está o TRONO DIVINO DA FÉ, Trono de Oxalá e de Logunã, perfeito, fé e tempo, porque a fé precisa de tempo para ser propagada e se tornar pura dentro do ser.

Por isto é que este texto foi elaborado e ditado por:


ÁSPARGOS E ZÉ PILINTRA DO CATIMBÓ


Psicografado por Luconi
19-10-09