TRADUTOR

Seguidores

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A TRISTEZA DOS ORIXÁS




Foi, não há muito tempo atrás, que essa história aconteceu. Contada aqui de uma forma romanceada, mas que trás em sua essência, uma verdadeira mensagem para os umbandistas..

Ela começa em uma noite escura e assustadora, daquelas de arrepiar os pelos do corpo. Realmente o Sol tinha escondido – se nesse dia, e a Lua, tímida, teimava em não iluminar com seus encantadores raios, brilhosos como fios de prata, a morada dos Orixás.

Nessa estranha noite, Ogum, o Orixá das “guerras”, saiu do alto ponto onde guarda todos os caminhos e dirigiu – se ao mar. Lá chegando, as sereias começaram a cantar e os seres aquáticos agitaram – se. Todos adoravam Ogum, ele era tão forte e corajoso.

Iemanjá que tem nele um filho querido, logo abriu um sorriso, aqueles de mãe “coruja” quando revê um filho que há tempos partiu de sua casa, mas nunca de sua eterna morada dentro do coração:

_ Ah Ogum, que saudade, já faz tanto tempo! Você podia vir visitar mais vezes sua mãe, não é mesmo? _ ralhou Iemanjá, com aquele tom típico de contrariedade.

_Desculpe, sabe, ando meio ocupado_ Respondeu um triste Ogum.

_Mas, o que aconteceu? Sinto que estás triste.

_É, vim até aqui para “desabafar” com você “mãeinha”. Estou cansado! Estou cansado de muitas coisas que os encarnados fazem em meu nome. Estou cansado com o que eles fazem com a “espada da Lei” que julgam carregar. Estou cansado de tanta demanda. Estou muito mais cansado das “supostas” demandas, que apenas existem dentro do íntimo de cada um deles...Estou cansado...

Ogum retirou seu elmo, e por de trás de seu bonito capacete, um rosto belo e de traços fortes pôde ser visto. Ele chorava. Chorava uma dor que carregava há tempos. Chorava por ser tão mal compreendido pelos filhos de Umbanda.

Chorava por ninguém entender, que se ele era daquele jeito, protetor e austero, era porque em seu peito a chama da compaixão brilhava. E, se existe um Orixá leal, fiel e companheiro, esse Orixá é Ogum. Ele daria a própria Vida, por cada pessoa da humanidade, não apenas pelos filhos de fé. Não! Ogum amava a humanidade, amava a Vida.

Mas infelizmente suas atribuições não eram realmente entendidas. As pessoas não viam em sua espada, a força que corta as trevas do ego, e logo a transformavam em um instrumento de guerra. Não vinham nele a potência e a força de vencer os abismos profundos, que criam verdadeiros vales de trevas na alma de todos. Não vinham em sua lança, a direção que aponta para o autoconhecimento, para iluminação interna e eterna.



Não! Infelizmente ele era entendido como o “Orixá da Guerra”, um homem impiedoso que utiliza – se de sua espada para resolver qualquer situação. E logo, inspirados por isso, lá iam os filhos de fé esquecer dos trabalhos de assistência a espíritos sofredores, a almas perdidas entre mundos, aos trabalhos de cura, esqueciam do amor e da compaixão, sentimentos básicos em qualquer trabalho espiritual, para apenas realizaram “quebras e cortes” de demandas, muitas das quais nem mesmo existem, ou quando existem, muitas vezes são apenas reflexos do próprio estado de espírito de cada um. E mais, normalmente, tudo isso torna – se uma guerra de vaidade, um show “pirotécnico” de forças ocultas. Muita “espada”, muito “tridente”, muitas “armas”, poucas coração, pensamento elevado e crescimento espiritual.

Isso magoava Ogum. Como magoava:

_ Ah, filhos de Umbanda, por que vocês esquecem que Umbanda é pura e simplesmente amor e caridade? A minha espada sempre protege o justo, o correto, aquele que trabalha pela luz, fiando seu coração em Olorum. Por que esquecem que a Espada da Lei só pode ser manuseada pela mão direita do amor, insistindo em empunhá - la com a mão esquerda da soberbia, do poder transitório, da ira, da ilusão, transformando – na em apenas mais uma espada semeadora de tormentos e destruição...

Então, Ogum começou a retirar sua armadura, que representava a proteção e firmeza no caminho espiritual que esse Orixá traz para nossa vida. E totalmente nu ficou frente à Iemanjá. Cravou sua espada no solo. Não queria mais lutar, não daquele jeito. Estava cansado...

Logo um estrondo foi ouvido e o querido, mas também temido Tatá Omulu apareceu. E por incrível que pareça o mesmo aconteceu. Ele não agüentava mais ser visto como uma divindade da peste e da magia negativa. Não entendia, como ele, o guardião da Vida podia ser invocado para atentar contra Ela. Magoava – se por sua alfanje da morte, que é o princípio que a tudo destrói, para que então a mudança e a renovação aconteçam, ser tão temida e mal compreendida pelos homens.
Ele também deixou sua alfanje aos pés de Iemanjá, e retirou seu manto escuro como a noite. Logo via – se o mais lindo dos Orixás, aquele que usa uma cobertura para não cegar os seus filhos com a imensa luz de amor e paz que irradia – se de todo seu ser. A luz que cura, a luz que pacifica, aquela que recolhe todas as almas que perderam – se na senda do Criador. Infelizmente os filhos de fé esquecem disso...

Mas o mais incrível estava por acontecer. Uma tempestade começou a desabar aumentando ainda mais o aspecto incrível e tenebroso daquela estranha noite. E todos os outros Orixás começaram a aparecer, para logo, começarem também a despir suas vestimentas sagradas, além de deixarem ao pé de Iemanjá suas armas e ferramentas simbólicas.

Faziam isso em respeito a Ogum e Omulu, dois Orixás muito mal compreendidos pelos umbandistas. Faziam isso por si próprios. Iansã queria que as pessoas entendessem que seus ventos sagrados são o sopro de Olorum, que espalha as sementes de luz do seu amor. Oxossi queria ser reverenciado como aquele que, com flechas douradas de conhecimento, rasga as trevas da ignorância. Egunitá apagou seu fogo encantador, afinal, ninguém lembrava da chama que intensifica a fé e a espiritualidade. Apenas daquele que devora e destrói. Os vícios dos outros, é claro.

Um a um, todos foram despindo – se e pensando quanto os filhos de Umbanda compreendiam erroneamente os Orixás.

Iemanjá, totalmente surpresa e sem reação, não sabia o que fazer. Foi quando uma irônica gargalhada cortou o ambiente. Era Exu. O controvertido Orixá das encruzilhadas, o mensageiro, o guardião, também chegava para a reunião, acompanhado de Pomba-gira, sua companheira eterna de jornada.
Mas os dois estavam muito diferentes de como normalmente apresentam – se. Andavam curvados, como que segurando um grande peso nas costas. Tinham na face, a expressão do cansaço. Mas, mesmo assim, gargalhavam muito. Eles nunca perdiam o senso de humor!
E os dois também repetiram aquilo que todos os Orixás foram fazer na casa de Iemanjá. Despiram – se de tudo. Exu e Pomba-gira, sem dúvida, eram os que mais razões tinham de ali estarem. Enúmeros eram os absurdos cometidos por encarnados em nome deles. Sem contar o preconceito, que o próprio umbandista ajudou a criar, dentro da sociedade, associando – o a figura do Diabo:

_Hahaha, lamentável essa situação, hahaha, lamentável! _ Exu chorava, mas Exu continuava a sorrir. Essa era a natureza desse querido Orixá.

Iemanjá estava desesperada! Estavam todos lá, pedindo a ela um conforto. Mas nem mesmo a encantadora Rainha do Mar sabia o que fazer:

Espere!_ pensou Iemanjá!_ Oxalá, Oxalá não está aqui! Ele com certeza saberá como resolver essa situação.
E logo Iemanjá colocou – se em oração, pedindo a presença daquele que é o Rei entre os Orixás. Oxalá apresentou – se na frente de todos. Trazia seu opaxorô, o cajado que sustenta o mundo. Cravou ele na Terra, ao lado da espada de Ogum. Também despiu – se de sua roupa sagrada, pra igualar – se a todos, e sua voz ecoou pelos quatro cantos do Orun:
_ Olorum manda uma mensagem a todos vocês meus irmãos queridos! Ele diz para que não desanimem, pois, se poucos realmente os compreendem, aqueles que assim o fazem, não medem esforços para disseminar essas verdades divinas. Fechem os olhos e vejam, que mesmo com muita tolice e bobagem relacionada e feita em nossos nomes, muita luz e amor também está sendo semeado, regado e colhido, por mãos de sérios e puros trabalhadores nesse às vezes triste, mas abençoado planeta Terra. Esses verdadeiros filhos de fé que lutam por uma Umbanda séria, sem os absurdos que por aí acontecem. Esses que muito além de “apenas” prestarem o socorro espiritual, plantam as sementes do amor dentro do coração de milhares de pessoas. Esses que passam por cima das dificuldades materiais, e das pressões espirituais, realizando um trabalho magnífico, atendendo milhares na matéria, mas também, milhões no astral, construindo verdadeiras “bases de luz” na crosta, onde a espiritualidade e religiosidade verdadeira irão manifestar-se. Esses que realmente nos compreendem e buscam – nos dentro do coração espiritual, pois é lá que o verdadeiro Orun reside e existe. Esses incríveis filhos de umbanda, que não colocam as responsabilidades da vida deles em nossas costas, mas sim, entendem que tudo depende exclusivamente deles mesmos. Esses fantásticos trabalhadores anônimos, soltos pelo Brasil, que honram e enchem a Umbanda de alegria, fazendo a filhinha mais nova de Olorum brilhar e sorrir...

Quando Oxalá calou – se os Orixás estavam mudados. Todos eles tinham suas esperanças recuperadas, realmente viram que se poucos os compreendiam, grande era o trabalho que estava sendo realizado, e talvez, daqui algum tempo, muitos outros juntariam – se nesse ideal. E aquilo alegrou – os tanto que todos começaram a assumir suas verdadeiras formas, que são de luzes fulgurantes e indescritíveis. E lá, do plano celeste, brilharam e derramaram – se em amor e compaixão pela humanidade.

Em Aruanda, os caboclos, pretos – velhos e crianças, o mesmo fizeram. Largaram tudo, também despiram – se e manifestaram sua essência de luz, sua humildade e sabedoria comungando a benção dos Orixás.

Na Terra, baianos, marinheiros, boiadeiros, ciganos e todos os povos de Umbanda, sorriam. Aquelas luzes que vinham lá do alto os saudavam e abençoavam seus abnegados e difíceis trabalhos. Uma alegria e bem – aventurança incríveis invadiram seus corações. Largaram as armas. Apenas sorriam e abraçavam – se. O alto os abençoava...

Mas, uma ação dos Orixás nunca fica limitada, pois é divina, alcançando assim, a tudo e a todos. E lá no baixo astral, aqueles guardiões e guardiãs da lei nas trevas também foram alcançados pelas luzes Deles, os Senhores do Alto. Largaram as armas, as capas, e lavaram suas sofridas almas com aquele banho de luz. Lavaram seus corações, magoados por tanta tolice dita e cometida em nome deles. Exus e Pomba-giras, naquele dia foram tocados pelo amor dos Orixás, e com certeza, aquilo daria força para mais muitos milênios de lutas insaciáveis pela Luz.

Miríades de espíritos foram retiradas do baixo – astral, e pela vibração dos Orixás puderam ser encaminhados novamente à senda que leva ao Criador. E na matéria toda a humanidade foi abençoada. Aos tolos que pensam que Orixás pertencem a uma única religião ou a um povo e tradição, um alerta. Os Orixás amam a humanidade inteira, e por todos olham carinhosamente.

Aquela noite que tinha tudo para ser uma das mais terríveis de todos os tempos, tornou – se benção na vida de todos. Do alto ao embaixo, da esquerda até a direita, as egrégoras de paz e luz deram as mãos e comungaram daquele presente celeste, vindo diretamente do Orun, a morada celestial dos Orixás.

Vocês, filhos de Umbanda, pensem bem! Não transformem a Umbanda em um campo de guerra, onde os Orixás são vistos como “armas” para vocês acertarem suas contas terrenas. Muito menos esqueçam do amor e compaixão, chaves de acesso ao mistério de qualquer um deles. Umbanda é simples, é puro sentimento, alegria e razão. Lembrem – se disso.

E quanto a todos aqueles, que lutam por uma Umbanda séria, esclarecida e verdadeira, independente da linha seguida, lembrem – se das palavras de Oxalá ditas linhas acima.

Não desanimem com aqueles que vos criticam, não fraquejem por aqueles que não tem olhos para ver o brilho da verdadeira espiritualidade.



Lembrem – se que vocês também inspiram e enchem os Orixás de alegria e esperança. A todos, que lutam pela Umbanda nessa Terra de Orixás, esse texto é dedicado. Honrem – los. Sejam luzes, assim como Eles!


Exe ê o babá (Salve o Pai Oxalá)
Texto extraído do JUS-JORNAL DE UMBANDA SAGRADA
Por Fernando Sepe

domingo, 19 de outubro de 2008

ORIXÁ NATURAL, INTERMEDIÁRIO E INTERMEDIADOR



Nas duas últimas postagens falamos um pouco sobre os Orixás Ancestrais, e nesta postagem gostaríamos de falar um pouco sobre os Orixás Naturais, principalmente no que se refere às suas hierarquias.

Vimos que na Coroa Divina temos sete essências divinas, portanto sete Tronos essenciais, cada Trono projeta-se dando origem a dois pólos positivo e negativo, ocupados por dois Orixás Naturais, que são irradiadores de suas qualidades essenciais.

Os Tronos assentados nos pólos deste terceiro nível já são diferenciados e os identificamos como masculino ou feminino, positivo ou negativo, ativo ou passivo, universal ou cósmico, irradiação contínua ou alternada, etc....

Estes novos Tronos na Umbanda denominamos de “Orixás Naturais” pois já são diferenciados em sua natureza, qualidades, atributos e atribuições, nem todos são conhecidos porque não tiveram seus nomes divinos adaptados à forma humana, não foram humanizados, os nomes dos tronos são mantras ativadores de seus magnetismos, irradiações, energias, qualidades, atributos e atribuições, os mestres de luz conhecem os nomes mantricos, mas não têm autorização para os revelar, caso revelem a escrita de alguns não revelam a sua pronuncia.

As sete projeções dos sete Tronos essenciais criam quatorze pólos magnéticos, sete positivos e sete negativos, que se projetam e criam novos pólos ao todo quarenta e nove pólos positivos e quarenta e nove pólos negativos, criando assim
o quarto nível vibratório que é o nível dos Tronos Intermediários.

Este quarto nível projeta-se e forma-se o quinto nível que é dos Tronos Intermediadores.

O quinto nível por sua vez também se projeta formando o sexto nível vibratório, cujo magnetismo é o mais próximo do nosso, de onde vem os orixás dos médiuns, tanto de umbanda como de candomblé.

Todo médium tem o seu “santo” de cabeça, mas estes são Orixás do sexto nível, que começaram a surgir a partir do segundo nível vibratório, quando os Tronos se irradiaram surgiram dois pólos diferenciados, um masculino e outro feminino, um irradiador e outro atrator, um positivo e outro negativo, etc.., deram início assim a hierarquias distintas, com um único objetivo de amparar a evolução dos seres, das criaturas e das espécies.

Os Orixás Intermediadores são os responsáveis pelas linhas de ação e de trabalho que atuam nos templos de Umbanda, é através destas linhas que os espíritos que se reintegraram às hierarquias se manifestam durante os trabalhos espirituais, usando nomes simbólicos que identificam a qual linha estão agregados.

Muitos destes Orixás Intermediadores são espíritos que já evoluíram para outros níveis e hoje retornam para acelerar a evolução espiritual dos seus afins que ainda não concluíram o estágio encarnacionista ou ainda estão muito ligados ao plano material.

Os Tronos Intermediadores criaram suas hierarquias de ação e trabalho, algumas já com vários milênios de idade, para melhor atuarem no astral junto aos espíritos ou no material junto às pessoas espalhadas nas mais diversas religiões.

No astral as linhas de ações e trabalhos tem o nome de “ordens”; e seus regentes são os Orixás Intermediadores, ou espíritos ascencionados que reassumiram seus graus de Tronos Intermediadores, os quais deixaram vagos quando encarnaram, para auxiliarem seus afins no estágio humano da evolução.

Uma grande parte das linhas de ação e trabalho da Umbanda são dirigidas por Tronos humanizados, ou seja que encarnaram, desenvolveram uma consciência e toda uma religiosidade humana e hoje estão aptos a entenderem o nosso comportamento, diferente dos seres encantados que são seres que não encarnam.

Os Orixás Intermediários assentam os Tronos humanizados à direita ou esquerda, abrem-lhes os mistérios dos regentes planetários e os religam com seus ancestrais, em seguida os religam magnética, energética e vibratoriamente com um dos quatorze Orixás Naturais e este Orixá os regerá para onde o Orixá Intermediário que os assentou achar mais útil para os espíritos humanos.


Texto extraído no livro “Código de Umbanda” psicografado por Rubens Saraceni.


sexta-feira, 3 de outubro de 2008

ORIXÁS ANCESTRAIS CONTINUAÇÃO




Em nossa publicação anterior fizemos uma explanação rápida, sobre os Orixás ancestrais.


Cientes que nem tudo foi aberto para a humanidade, entendemos que muito de seus mistérios são vedados para nós.


Contudo gostaríamos de nessa publicação, complementarmos a publicação anterior.


Vejamos existem sete tipos de magnetismos, que são planetários e multidimensionais, que são em si mesmo uma individualização de Deus.


A estas individualizações de Deus denominamos como divino Trono das Sete Encruzilhadas, pois ele reúne em si mesmo os sete aspectos (vibrações e essências) divinos. Desta sete irradiações surgiram os sete Tronos que formam a Coroa Divina, ou seja, o primeiro nível vibratório do divino Trono das Sete Encruzilhadas e também surgiu as sete telas planetárias multidimensionais onde tudo o que acontece é refletido e chega ao conhecimento do “Logos” planetário.


As sete telas são sete vibrações magnéticas.
Os sete Tronos são as sete irradiações energéticas essenciais.


As telas e os tronos têm o mesmo nome, pois as telas são as refletoras do Trono das Sete Encruzilhadas, e os Tronos são seus irradiadores para o primeiro nível ou nível essencial.


Então temos:


Tela Cristalina -Trono Cristalino - Tela da Religiosidade - Trono da Fé


Tela Mineral - Trono Mineral - Tela da Concepção - Trono do Amor


Tela Vegetal - Trono Vegetal - Tela do Raciocínio - Trono do Conhecimento


Tela ígnea- Trono ígneo - Tela da Razão - Trono da Justiça


Tela Eólica Trono Eólico Tela da Ordenação Trono da Lei


Tela telúrica - Trono Telúrico- Tela do Saber - Trono da Evolução


Tela Aquática - Trono Aquático - Tela da Criatividade -Trono da Geração


Portanto cada irradiação (essência) divina , forma um trono, este trono projeta-se dando origem a dois pólos magnéticos, positivo e negativo, que são ocupados por dois Orixás Naturais que irradiadores de suas qualidades essenciais. O Trono ao projetar-se mantem uma irradiação neutra ou essencial, que traz em si qualidades essenciais do Trono que as irradiou.


Do pólo positivo e o negativo formam uma linha eletromagnética que cruzam a irradiação neutra do Trono que originou o surgimento da linha que eles pontificam.


Portanto a hierarquia Divina que rege o planeta é o Setenário Sagrado, formador da Coroa Divina, tem nos sete Tronos essenciais o seu primeiro padrão e nível vibratório, tem nos dois pólos assentados de cada uma das sete irradiações projetadas o seu terceiro nível ou padrão vibratório.


Os Tronos assentados nos pólos deste terceiro nível já são diferenciados e os identificamos como masculino ou feminino, positivo ou negativo, ativo ou passivo, universal ou cósmico, irradiação continua ou alternada, etc...


Estes novos Tronos são denominados na Umbanda de “ Orixás Naturais”, pois já são diferenciados em sua natureza, qualidades, atributos e atribuições.


(Texto extraído do livro "O Código de Umbanda" obra inspirada pelos Mestres de Luz: Sr Ogum Beira-Mar, Pai Benedito de Aruanda, Li-Mahi-An-Seri yê, Seiman Hamiser yê e Mestre Anaanda e psicografado por Rubens Saraceni.).

domingo, 7 de setembro de 2008

ORIXÁ ANCESTRAL





Os Orixás Ancestrais são essências por onde DEUS (OLORUM) flui o tempo todo se manifestando a todos e em todos os níveis.



No meio humano costumá-se idealizar os orixás ancestrais como divindades naturais, o que não é correto, pois os orixás ancestrais não são um ente em si, mas tão somente um “estado” do Divino Criador.

Vislumbramos Deus no cristalino em um sentido, em uma essência, e o vislumbramos no vegetal em outro sentido, em outra essência, etc...

Portanto os orixás ancestrais são estados do Criador e nada mais nos atrevemos idealizar , muito pouco sobre eles foi aberto para
a humanidade.

São sete as essências que formam o Setenário Sagrado, portanto sete Tronos Essenciais, as quais estamos ligados, pois através de uma dessas essências é que temos evoluído.

Nosso Divino Pai nos criou em uma dessas sete essências e no decorrer dos tempos vamos vivenciando estágios evolutivos que nos facultarão a incorporação de todas as outras seis essências.

Somente tendo-as em nós mesmos, e vibrando-as a partir de
nosso íntimo, ascenderemos em harmonia e equilíbrio para o Pai Todo Poderoso, nosso Criador, ou seja a ele retornaremos.

Os Orixás Ancestrais, são anteriores e hierarquicamente superiores aos Orixás Naturais, regentes de muitas dimensões de vida em nosso planeta.

Os Orixás Ancestrais se manifestam de dentro para fora no ser, vejam todos nós temos uma semente original que denomina mental, esta semente tem o formato ovalado e na literatura espírita é chamada de ovóide.

O ovóide através de poros especiais capta essências puras(originais), que circulam em todos os campos vibratórios. Mas através de cordões invisíveis, o ser mental é alimentado pelos orixás essenciais assentados na Coroa Divina, pois a ela todos estamos ligados mentalmente.
Desta forma, através dos cordões invisíveis aos nossos olhos, os orixás essenciais vibram dentro da semente original de cada ser.

Os Orixás essenciais desta forma tanto podem estimular um ser mentalmente, como pode paralisá-lo ou anulá-lo e neutralizá-lo em algum dos sentidos. Tudo depende da necessidade que o filho apresenta para a sua evolução.

O Orixá Ancestral é a ligação direta do filho com o Pai.

Sete são as manifestações Divinas assentadas na Coroa do Pai.
Sete são os Tronos Regentes de todo planetário.
Sete são os Orixás ancestrais.



1 – Orixá Ancestral cristalino.





2 – Orixá Ancestral mineral.




3 – Orixá Ancestral vegetal.



4 – Orixá Ancestral ígneo.



5 – Orixá Ancestral aéreo.



6 – Orixá Ancestral telúrico.



7 – Orixá Ancestral aquático.



Texto extraído do Livro Sete Linhas de Umbanda
psicografado por Rubens Saraceni.