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quarta-feira, 2 de abril de 2008

NANÃ


O Sexto Trono assentado na Coroa Divina é o da Evolução. O trono da Evolução tem em seu lado positivo o Orixá Obaluaiyê (irradiante) e no seu pólo negativo a Orixá Nanã (cósmica).


Obaluaiyê e Nanã são regidos por magnetismos mistos “terra-água”, Obaluaiyê absorve essência telúrica e irradia energia elemental telúrica, mas também absorve energia elemental aquática, fraciona-a em essência aquática e a mistura em sua irradiação elemental telúrica, que se torna úmida.


Nanã atua de forma inversa, seu magnetismo absorve essência aquática e a irradia como energia elemental aquática; absorve o elemento terra e após fracioná-lo em essência, irradia-o junto com sua energia aquática.


Enquanto Obaluaiyê atua na passagem do plano material (encarnação), ela atua na decantação emocional do espírito diluindo todos os acúmulos energéticos, assim como adormece sua memória, preparando-o para uma nova vida da carne, onde não se lembrará de nada que já vivenciou.


Em outra linha da vida ela é encontrada na menopausa. No início desta linha está Oxum estimulando a sexualidade feminina, no meio está Yemanjá, estimulando a maternidade; e no fim desta linha está Nanã, paralisando tanto a sexualidade quanto a geração de filhos.


Nas “linhas da vida”, encontramos os Orixás atuando através dos sentidos e das energias. E cada um rege uma etapa da vida dos seres. Logo, quem quiser ser categórico sobre um orixá, tome cuidado com o que afirmar, porque onde um de seus aspectos nos é mostrado, outros estão ocultos. E o que está visível nem sempre é o principal em uma linha da vida. Saibam que Nanã, em seus aspectos positivos forma pares com todos os outros treze Orixás, mas sem nunca perder suas qualidades “água-terra”.


...Nanã é passiva e atrai todos os seres que não estão aptos a alcançar os estágios superiores, recolhe, esgota suas doenças(vícios) e no barro do fundo de seu lago os assenta e os imobiliza até que decantem suas impurezas ( emoções e sentimentos viciados) quando então estarão maleáveis como o barro(lodo) e prontos para serem recolhidos por Obaluaiyê que os remodelará e numa nova forma(encarnação) crescerão novamente.


O sincretismo com a igreja católica é feito com Santa Ana ou Sant’Ana, foi a mãe da Virgem Maria, portanto avó de Jesus.


Sant’Ana cujo nome em hebraico significa graça, era casada com São Joaquim, que pertencia à família real de Davi, São Joaquim fora censurado pelos sacerdotes por não ter filhos, mas sua esposa Sant’Ana era estéril e já idosa, confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se no deserto para rezar e se penitenciar, um anjo então lhe apareceu dizendo que Deus havia ouvido suas preces, algum tempo depois Sant’Ana ficou grávida, nasceu-lhes uma filha que seria a mãe de Jesus, Maria, que foi oferecida ao templo aos três anos e lá ficando até os doze anos.


Oferendas: velas brancas, roxas e rosa; champagne rose, calda de ameixa ou de figo; melancia, uva, figo, ameixa e melão, tudo depositado à beira de um lago ou mangue.


Texto baseado no livro “O Código de Umbanda” obra psicografada por Rubens Saraceni.

sexta-feira, 28 de março de 2008

OBALUAIYÊ


O Sexto Trono assentado na Coroa Divina é o Trono do Saber ou o Trono da Evolução.


O Orixá regente do pólo positivo é Obaluaiyê e a Orixá Regente do pólo negativo é Nanã Buruquê.


Obaluaiyê cujo pólo é de magnetismo positivo é irradiante e Nanã Buruquê de magnetismo negativo é absorvente. Ambos os Orixás são de magnetismo misto e cuidam das passagens dos estágios evolutivos.


Ambos são Orixás (terra-água), magneticamente, Obaluaiyê é ativo no magnetismo telúrico e passivo no magnetismo aquático, Nanã é ativa no magnetismo aquático e passivo no magnetismo telúrico, onde um atua passivamente o outro atua ativamente.


Nanã decanta os espíritos que irão reencarnar e Obaluaiyê estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo (feto), que será recebido no útero materno assim que alcança o desenvolvimento celular básico (órgãos físicos).


É o mistério Obaluaiyê que reduz o corpo plasmático do espírito até que fique do tamanho carnal alojado no útero materno, onde o espírito assume todas as características e feições do seu novo corpo carnal já formado.


Obaluaiyê é também um Orixá curador, é também o “Senhor das Sete Passagens” de um plano para o outro, de uma dimensão para a outra e mesmo do espírito para a carne e vice-versa.


Obaluaiyê é um Trono Divino que cuida da evolução dos seres, das criaturas e das espécies, os Umbandistas que o temem o fazem exclusivamente, a troco da má informação daqueles que se apegaram aos seus aspectos negativos e os usam para assustar os seus semelhantes.


Aqueles que lidam com os aspectos negativos do Orixá Obaluaiyê certamente acabarão conhecendo os Orixás Cósmicos que lidam com o negativo dele. Ao contrário dos Exus de Umbanda eles são intolerantes com quem invoca os aspectos negativos do Orixá Maior Obaluaiyê para atingir seus objetivos.


Na Umbanda o sincretismo é feito com São Lázaro e com São Roque.


A historia de São Lázaro, encontrada na Bíblia, é contada por São João com riqueza de detalhes. Era ele judeu, irmão de Marta e de Maria e viveu em Betânia, local próximo a Jerusalém. Quando Jesus chegou em Betânia, Lázaro já estava morto há quatro dias, sendo ressuscitado por Ele em seguida.


São Roque, nascido provavelmente em 1.295, herdou uma boa fortuna ainda jovem e logo a distribuiu entre os pobres e enfermos e livre de vínculos, seguiu em peregrinação a Roma. Ao cuidar de leprosos, contagiou-se com a doença e foi obrigado a isolar-se em um bosque, onde recebia a visita de um cão, que todos os dias lhe trazia um pedaço de pão. O dono do bosque, um homem muito rico, um dia resolveu seguir o cão e descobriu São Roque converteu-se e ajudou a partir de então a causa de São Roque.


Oferenda: Velas brancas e brancas/pretas; vinho rose licoroso, água potável; coco fatiado coberto com mel e pipocas; rosas, margaridas e crisântemos, tudo depositado no cruzeiro do cemitério, á beira-mar ou á beira de um lago.


Texto baseado no livro “O Código de Umbanda” obra psicografada por Rubens Saraceni

terça-feira, 25 de março de 2008

IANSÃ


O quinto Trono assentado na Coroa Divina é o Trono Natural da Lei, trono esse que tem por elemento o ar, portando é um trono eólico, este trono tem assentado em seu pólo positivo o Orixá Ogum e em seu pólo negativo a Orixá Iansã.


Estando assentado no pólo positivo Ogum que é Orixá Universal, passivo pois suas irradiações magnéticas são retas, Iansã está no pólo negativo e é ativa pois suas irradiações magnéticas são circulares ou espiraladas.


Iansã é aplicadora da Lei na vida dos seres emocionados pelos vícios, atua preferencialmente no emocional dos seres, ela os esgota e os redireciona, abrindo-lhes novos campos de onde evoluirão de forma menos emocional.


È interessante lembrarmos que a linha natural da Justiça se completa com a linha natural da Lei. Justiça linha ígnea, Lei linha eólica, a justiça para ser aplicada precisa da lei, ou seja, o fogo precisa do ar para se expandir, seja para aquecer ou para consumir.


Portanto são formadas duas linhas elementares: Xangô e Iansã, Ogum e Egunitá, em postagens anteriores já nos reportamos a estas linhas e as explicamos, quando falamos de Xangô, de Egunitá e de Ogum.


Vale lembrar que na linha elementar da justiça, Iansã é seu aspecto móvel e Xangô é seu aspecto assentado ou imutável, pois ela atua na transformação dos seres através de seus magnetismos negativos.


Iansã aplica a lei na linha da justiça, uma de suas atribuições é colher os seres fora-da-lei e com seus magnetismos, alterar todo o seu emocional, mental e consciência, para então redirecioná-lo numa outra linha de evolução.


Iansã através de suas irradiações intensifica o mental, diminuindo o seu magnetismo e estimula o emocional, acelerando as suas vibrações, o que torna o ser mais emotivo e mais facilmente redirecionado, mas se com isso o ser não se reconduz à linha reta da evolução, então uma das sete intermediárias cósmicas, que atuam em seus aspectos negativos, paralisam o ser e o retém em um dos campos de esgotamento mental, emocional e energético até que ele tenha sido esgotado de seu negativismo e tenha descarregado todo o seu emocional desvirtuado e viciado.


Iansã tem vinte e uma Iansãs intermediárias, as quais explicamos abaixo:


Sete atuam nos pólos magnéticos irradiantes e auxiliam os Orixás regentes dos pólos positivos, onde entram como aplicadoras da Lei, segundo os princípios da Justiça Divina, recorrendo aos aspectos positivos da Orixá planetária Iansã.


Sete atuam junto aos pólos magnéticos absorventes e auxiliam os Orixás regentes dos pólos negativos, onde entram como aplicadoras da Lei segundo seus princípios, recorrendo aos aspectos negativos da Orixá planetária Iansã.


Sete atuam nas faixas neutras das dimensões planetárias, onde regidas pelos princípios da Lei, ou direciona os seres para as faixas vibratórias positivas ou os direciona para as faixas vibratórias negativas.


Ao todo vinte e uma orixás Iansãs intermediárias nas sete linhas da Umbanda.


Como seu campo de atuação preferencial é o religioso não é de se estranhar que a Iansã intermediária da linha da Fé seja confundida com Oiá (Orixá Cósmica da linha da Fé), pois a Iansã do Tempo envia para o tempo, os eguns fora-da-lei no campo da religiosidade, onde nos campos de Oiá (Orixá do Tempo) eles serão esgotados.


Antes de enviá-los ela tenta reequilibrá-los e redirecioná-los, só os enviando para serem esvaziados totalmente, quando vê que um esgotamento total em todos os seus sentidos é necessário, e isto o Tempo faz muito bem.


Iansã bale ou do bale ou das almas, é outra intermediária da nossa mãe maior Iansã, Iansã Bale atua contra os seres que desrespeitaram as leis de sustentação da vida, como vida é geração, e Omulu atua no pólo negativo da linha da Geração, então ela envia para os domínios de Tatá Omulu todos os espíritos que atentaram contra a vida dos seus semelhantes ao desvirtuarem os princípios da Lei e da Justiça Divina, logo seu campo escuro de atuação localiza-se nos domínios do Orixá Omulu, que rege sobre o lado de “baixo” do campo santo.


Também temos outras Iansãs intermediárias bastante conhecidas como: Iansã Sete Pedreiras, dos Raios, do Mar, das Cachoeiras e dos Ventos (Iansã pura), as outras assumem os nomes dos elementos que lhes chegam através das irradiações inclinadas dos outros Orixás, quando surgem as Iansãs irradiantes e multicoloridas. Temos:


Iansã do ar, Iansã cristalina, Iansã mineral, Iansã vegetal, Iansã Ígnea, Iansã Telúrica e Iansã Aquática.


No sincretismo religioso com a Igreja Católica ela é representada por Santa Bárbara, a Santa que lutou até o fim para ter o direito de ser Cristã.


Tudo aconteceu em Nicomédia no princípio do século IV, na época do imperador Maximiliano, seus pais eram pagãos fanáticos, e sua família tinha grande posse, seu pai que tinha uma adoração descomunal pela filha tinha para a mesma planos de casá-la com alguém da nobreza, Santa Bárbara já convertida ao cristianismo em segredo, recusou-se ao casamento, dizendo que entregava sua virgindade ao mestre Jesus, então para castigá-la, o pai a prendeu em uma torre, indo viajar, ao retornar a filha se manteve no mesmo propósito, então seu amor descomunal transformou-se em grande ódio, e a entregou para as autoridades.


Santa Bárbara foi presa e torturada a mando do juiz, foi vítima das mais cruéis torturas, contudo não só se mantinha na fé como também as feridas se curavam rapidamente, então o juiz a condenou a morte, e seu próprio pai fez questão de executar a sentença, atirou-se contra a filha que se postou de joelhos em posição de oração, o pai então decepou-lhe a cabeça. No mesmo instante uma tempestade se formou e um raio o atingiu, sendo morto imediatamente.


Como vimos Santa Bárbara foi uma guerreira da fé, nada mais justo o sincretismo com a nossa querida mãe Iansã.


Oferendas: velas brancas, amarelas e vermelhas, champanhe branca, licor de menta, anis ou de cereja, rosas e palmas amarelas, tudo depositado em campo aberto, pedreiras, beira mar, cachoeiras, etc...


Texto baseado no livro “O Código da Umbanda” obra psicografada por Rubens Saraceni e do Jornal da Umbanda Sagrada “JUS”

domingo, 23 de março de 2008

OGUM



O quinto Trono assentado na Coroa Divina é o Trono Natural da Lei, trono esse que tem por elemento o ar, portando é um trono eólico, este trono tem assentado em seu pólo positivo o Orixá Ogum e em seu pólo negativo a Orixá Iansã.


Estando assentado no pólo positivo Ogum é Orixá Universal, passivo e irradiante e Iansã estando assentada no pólo negativo é Orixá Cósmica, ativa e absorvente.


Ogum é sinônimo de lei e ordem, é o sinônimo da Lei Maior, ordenação Divina e retidão em todos os sentidos. Ordenando a fé, o amor, o conhecimento, a justiça, a evolução, a geração, por isso Ogum está em todas as outras qualidades Divinas.


Sua qualidade ordena a evolução e por isso ele é tido como senhor dos caminhos (das vias evolutivas), as suas irradiações retas são simbolizadas por sete lanças e as cortantes por sete espadas, sua proteção “legal” pelos sete escudos.


Ogum e Iansã são Regentes do Mistério Guardião e suas hierarquias não são formadas por Orixás opostos, eles formam hierarquias verticais, retas ou seqüenciais, pois são regentes dos pólos positivos, dos neutros, dos tripolares e dos negativos, todos atuam da mesma forma aplicadores da lei.


Todo Ogum é aplicador da Lei e todos agem com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois não se permitem, qualquer conduta alternativa.


As hierarquias retas de Ogum dentro da Umbanda é composta de vinte e um Oguns intermediários Regentes dos pólos magnéticos:


Sete pólos positivos; Sete pólos são neutros, mas não são opostos aos positivos; sete tripolares, faixa neutra que é horizontal.


As hierarquias desses sete Oguns Naturais Intermediários tripolares são gigantescas. Para que haja uma noção, podemos citar:


Ogum do Cristal projeta-se como Ogum Matinata;


Ogum dos Minerais projeta-se em Ogum das Pedras, Ogum de Ferro, Ogum Sete Correntes e Ogum Iara;

Ogum Vegetal projeta-se como Ogum Rompe Mato;

Ogum do Fogo projeta-se como Ogum de Lei;

Ogum do Ar projeta-se como Ogum Ventania;

Ogum da Terra projeta-se em Ogum Megê;

Ogum da água projeta-se um Ogum Marinho, Ogum Sete Ondas e Ogum Beira Mar;
Ogum das Passagens projeta-se em Ogum de Ronda.



Aqui não citamos todos os Oguns que são projetados porque são muitos, demos alguns exemplos.



Citaremos agora alguns Oguns cósmicos e suas regências:


Regido por Oiá, Ogum do Tempo;


Regido por Oxumaré, Ogum Sete Cobras e Ogum Sete Caminhos;

Regido por Obá, Ogum Rompe Solo;

Regido por Iansã, Ogum Rompe Nuvens;

Regido por Egunitá, Ogum Corta Fogo;

Regido por Nana, Ogum Sete Lagoas;

Regido por Omulu, Ogum Naruê.


Como dissemos anteriormente, aqui citamos apenas alguns, pois são muitos, e entendam os Oguns Cósmicos atuam nos pólos magnéticos que surgem do entrecruzamento das linhas de forças verticais (irradiações) e com as correntes eletromagnéticas (vibrações).


Na religião católica o sincretismo é feito com São Jorge, o Santo Guerreiro, que com sua lança mata o dragão (simbolizando todos aqueles que vão contra a lei Divina). A história de São Jorge é muito antiga e perdeu-se em parte com o tempo, o que de mais concreto se tem é que ele foi martirizado, sofrendo os mais atrozes tormentos, e diante de sua vontade de ferro, até a esposa do imperador se converteu ao cristianismo, então o imperador mandou decapitá-lo, ele renegou os deuses do império até o fim, está sepultado em Lydda, na Palestina no inicio do século IV.


Oferendas a Ogum: vela branca, azul-marinho, vermelha; cerveja branca, vinho tinto licoroso, flores diversas e cravos depositados nos campos, caminhos, encruzilhadas, dependendo do Ogum.


Texto baseado no livro “O Código de Umbanda” obra psicografada por Rubens Saraceni e do livro “Iemanjá e Ogum” de Pai Ronaldo Antonio Linares e Pai Diamantino Fernandes Trindade.