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terça-feira, 25 de março de 2008

IANSÃ


O quinto Trono assentado na Coroa Divina é o Trono Natural da Lei, trono esse que tem por elemento o ar, portando é um trono eólico, este trono tem assentado em seu pólo positivo o Orixá Ogum e em seu pólo negativo a Orixá Iansã.


Estando assentado no pólo positivo Ogum que é Orixá Universal, passivo pois suas irradiações magnéticas são retas, Iansã está no pólo negativo e é ativa pois suas irradiações magnéticas são circulares ou espiraladas.


Iansã é aplicadora da Lei na vida dos seres emocionados pelos vícios, atua preferencialmente no emocional dos seres, ela os esgota e os redireciona, abrindo-lhes novos campos de onde evoluirão de forma menos emocional.


È interessante lembrarmos que a linha natural da Justiça se completa com a linha natural da Lei. Justiça linha ígnea, Lei linha eólica, a justiça para ser aplicada precisa da lei, ou seja, o fogo precisa do ar para se expandir, seja para aquecer ou para consumir.


Portanto são formadas duas linhas elementares: Xangô e Iansã, Ogum e Egunitá, em postagens anteriores já nos reportamos a estas linhas e as explicamos, quando falamos de Xangô, de Egunitá e de Ogum.


Vale lembrar que na linha elementar da justiça, Iansã é seu aspecto móvel e Xangô é seu aspecto assentado ou imutável, pois ela atua na transformação dos seres através de seus magnetismos negativos.


Iansã aplica a lei na linha da justiça, uma de suas atribuições é colher os seres fora-da-lei e com seus magnetismos, alterar todo o seu emocional, mental e consciência, para então redirecioná-lo numa outra linha de evolução.


Iansã através de suas irradiações intensifica o mental, diminuindo o seu magnetismo e estimula o emocional, acelerando as suas vibrações, o que torna o ser mais emotivo e mais facilmente redirecionado, mas se com isso o ser não se reconduz à linha reta da evolução, então uma das sete intermediárias cósmicas, que atuam em seus aspectos negativos, paralisam o ser e o retém em um dos campos de esgotamento mental, emocional e energético até que ele tenha sido esgotado de seu negativismo e tenha descarregado todo o seu emocional desvirtuado e viciado.


Iansã tem vinte e uma Iansãs intermediárias, as quais explicamos abaixo:


Sete atuam nos pólos magnéticos irradiantes e auxiliam os Orixás regentes dos pólos positivos, onde entram como aplicadoras da Lei, segundo os princípios da Justiça Divina, recorrendo aos aspectos positivos da Orixá planetária Iansã.


Sete atuam junto aos pólos magnéticos absorventes e auxiliam os Orixás regentes dos pólos negativos, onde entram como aplicadoras da Lei segundo seus princípios, recorrendo aos aspectos negativos da Orixá planetária Iansã.


Sete atuam nas faixas neutras das dimensões planetárias, onde regidas pelos princípios da Lei, ou direciona os seres para as faixas vibratórias positivas ou os direciona para as faixas vibratórias negativas.


Ao todo vinte e uma orixás Iansãs intermediárias nas sete linhas da Umbanda.


Como seu campo de atuação preferencial é o religioso não é de se estranhar que a Iansã intermediária da linha da Fé seja confundida com Oiá (Orixá Cósmica da linha da Fé), pois a Iansã do Tempo envia para o tempo, os eguns fora-da-lei no campo da religiosidade, onde nos campos de Oiá (Orixá do Tempo) eles serão esgotados.


Antes de enviá-los ela tenta reequilibrá-los e redirecioná-los, só os enviando para serem esvaziados totalmente, quando vê que um esgotamento total em todos os seus sentidos é necessário, e isto o Tempo faz muito bem.


Iansã bale ou do bale ou das almas, é outra intermediária da nossa mãe maior Iansã, Iansã Bale atua contra os seres que desrespeitaram as leis de sustentação da vida, como vida é geração, e Omulu atua no pólo negativo da linha da Geração, então ela envia para os domínios de Tatá Omulu todos os espíritos que atentaram contra a vida dos seus semelhantes ao desvirtuarem os princípios da Lei e da Justiça Divina, logo seu campo escuro de atuação localiza-se nos domínios do Orixá Omulu, que rege sobre o lado de “baixo” do campo santo.


Também temos outras Iansãs intermediárias bastante conhecidas como: Iansã Sete Pedreiras, dos Raios, do Mar, das Cachoeiras e dos Ventos (Iansã pura), as outras assumem os nomes dos elementos que lhes chegam através das irradiações inclinadas dos outros Orixás, quando surgem as Iansãs irradiantes e multicoloridas. Temos:


Iansã do ar, Iansã cristalina, Iansã mineral, Iansã vegetal, Iansã Ígnea, Iansã Telúrica e Iansã Aquática.


No sincretismo religioso com a Igreja Católica ela é representada por Santa Bárbara, a Santa que lutou até o fim para ter o direito de ser Cristã.


Tudo aconteceu em Nicomédia no princípio do século IV, na época do imperador Maximiliano, seus pais eram pagãos fanáticos, e sua família tinha grande posse, seu pai que tinha uma adoração descomunal pela filha tinha para a mesma planos de casá-la com alguém da nobreza, Santa Bárbara já convertida ao cristianismo em segredo, recusou-se ao casamento, dizendo que entregava sua virgindade ao mestre Jesus, então para castigá-la, o pai a prendeu em uma torre, indo viajar, ao retornar a filha se manteve no mesmo propósito, então seu amor descomunal transformou-se em grande ódio, e a entregou para as autoridades.


Santa Bárbara foi presa e torturada a mando do juiz, foi vítima das mais cruéis torturas, contudo não só se mantinha na fé como também as feridas se curavam rapidamente, então o juiz a condenou a morte, e seu próprio pai fez questão de executar a sentença, atirou-se contra a filha que se postou de joelhos em posição de oração, o pai então decepou-lhe a cabeça. No mesmo instante uma tempestade se formou e um raio o atingiu, sendo morto imediatamente.


Como vimos Santa Bárbara foi uma guerreira da fé, nada mais justo o sincretismo com a nossa querida mãe Iansã.


Oferendas: velas brancas, amarelas e vermelhas, champanhe branca, licor de menta, anis ou de cereja, rosas e palmas amarelas, tudo depositado em campo aberto, pedreiras, beira mar, cachoeiras, etc...


Texto baseado no livro “O Código da Umbanda” obra psicografada por Rubens Saraceni e do Jornal da Umbanda Sagrada “JUS”

domingo, 23 de março de 2008

OGUM



O quinto Trono assentado na Coroa Divina é o Trono Natural da Lei, trono esse que tem por elemento o ar, portando é um trono eólico, este trono tem assentado em seu pólo positivo o Orixá Ogum e em seu pólo negativo a Orixá Iansã.


Estando assentado no pólo positivo Ogum é Orixá Universal, passivo e irradiante e Iansã estando assentada no pólo negativo é Orixá Cósmica, ativa e absorvente.


Ogum é sinônimo de lei e ordem, é o sinônimo da Lei Maior, ordenação Divina e retidão em todos os sentidos. Ordenando a fé, o amor, o conhecimento, a justiça, a evolução, a geração, por isso Ogum está em todas as outras qualidades Divinas.


Sua qualidade ordena a evolução e por isso ele é tido como senhor dos caminhos (das vias evolutivas), as suas irradiações retas são simbolizadas por sete lanças e as cortantes por sete espadas, sua proteção “legal” pelos sete escudos.


Ogum e Iansã são Regentes do Mistério Guardião e suas hierarquias não são formadas por Orixás opostos, eles formam hierarquias verticais, retas ou seqüenciais, pois são regentes dos pólos positivos, dos neutros, dos tripolares e dos negativos, todos atuam da mesma forma aplicadores da lei.


Todo Ogum é aplicador da Lei e todos agem com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois não se permitem, qualquer conduta alternativa.


As hierarquias retas de Ogum dentro da Umbanda é composta de vinte e um Oguns intermediários Regentes dos pólos magnéticos:


Sete pólos positivos; Sete pólos são neutros, mas não são opostos aos positivos; sete tripolares, faixa neutra que é horizontal.


As hierarquias desses sete Oguns Naturais Intermediários tripolares são gigantescas. Para que haja uma noção, podemos citar:


Ogum do Cristal projeta-se como Ogum Matinata;


Ogum dos Minerais projeta-se em Ogum das Pedras, Ogum de Ferro, Ogum Sete Correntes e Ogum Iara;

Ogum Vegetal projeta-se como Ogum Rompe Mato;

Ogum do Fogo projeta-se como Ogum de Lei;

Ogum do Ar projeta-se como Ogum Ventania;

Ogum da Terra projeta-se em Ogum Megê;

Ogum da água projeta-se um Ogum Marinho, Ogum Sete Ondas e Ogum Beira Mar;
Ogum das Passagens projeta-se em Ogum de Ronda.



Aqui não citamos todos os Oguns que são projetados porque são muitos, demos alguns exemplos.



Citaremos agora alguns Oguns cósmicos e suas regências:


Regido por Oiá, Ogum do Tempo;


Regido por Oxumaré, Ogum Sete Cobras e Ogum Sete Caminhos;

Regido por Obá, Ogum Rompe Solo;

Regido por Iansã, Ogum Rompe Nuvens;

Regido por Egunitá, Ogum Corta Fogo;

Regido por Nana, Ogum Sete Lagoas;

Regido por Omulu, Ogum Naruê.


Como dissemos anteriormente, aqui citamos apenas alguns, pois são muitos, e entendam os Oguns Cósmicos atuam nos pólos magnéticos que surgem do entrecruzamento das linhas de forças verticais (irradiações) e com as correntes eletromagnéticas (vibrações).


Na religião católica o sincretismo é feito com São Jorge, o Santo Guerreiro, que com sua lança mata o dragão (simbolizando todos aqueles que vão contra a lei Divina). A história de São Jorge é muito antiga e perdeu-se em parte com o tempo, o que de mais concreto se tem é que ele foi martirizado, sofrendo os mais atrozes tormentos, e diante de sua vontade de ferro, até a esposa do imperador se converteu ao cristianismo, então o imperador mandou decapitá-lo, ele renegou os deuses do império até o fim, está sepultado em Lydda, na Palestina no inicio do século IV.


Oferendas a Ogum: vela branca, azul-marinho, vermelha; cerveja branca, vinho tinto licoroso, flores diversas e cravos depositados nos campos, caminhos, encruzilhadas, dependendo do Ogum.


Texto baseado no livro “O Código de Umbanda” obra psicografada por Rubens Saraceni e do livro “Iemanjá e Ogum” de Pai Ronaldo Antonio Linares e Pai Diamantino Fernandes Trindade.

sexta-feira, 21 de março de 2008

EGUNITÁ


O Trono Natural da Justiça é o quarto Trono assentado na Coroa Divina.


Em seu pólo positivo temos Xangô e em seu pólo negativo Egunitá.


Este é o Trono do Fogo Divino o elemento natural deste trono é o fogo, portanto um trono ígneo.


Xangô é o Orixá Universal e Egunitá a Orixá Cósmica.


Egunitá é a orixá cósmica que com o fogo purifica os sentimentos desvirtuados, é o Fogo da Purificação.


Egunitá passa a atuar quando começa a existir no Ser um desequilíbrio, a própria energia negativa gerada por este desequilíbrio a atrai, e este fogo irá se acumular e quando chegar ao seu ponto de incandescência consumista irá esgotar e anular o Ser desequilibrado.


Portanto Egunitá é ígnea de magnetismo negativo e seu fogo é cósmico e consumidor, Xangô é ígneo de magnetismo positivo, seu fogo é universal e abrasador.

Xangô aquece os seres tornando-os ajuizados, sensatos e calorosos.
Egunitá consome as energias dos seres, fanatizados, desequilibrados e apaixonados, apatizando-os, paralisando-os e anulando seus vícios emocionais e desequilíbrios mentais.

Impossível falarmos de Egunitá e Xangô (linha ígnea) sem falarmos de Ogum e Iansã (linha eólica). Portanto a linha do fogo se polariza com a linha do ar criando duas linhas mistas na Umbanda. O Fogo necessita do Ar para mantê-lo.

Teremos nestas linhas mistas: Xangô e Iansã, e Ogum e Egunitá.

Portanto Egunitá (fogo) se polariza com Ogum (ar), que lhe dá sustentação necessária, de forma passiva e ordenada.

Se Ogum se polarizasse com Xangô, como os dois são passivos, o fogo de Xangô só iria consumir o ar de Ogum. Ogum é passivo no seu primeiro elemento o ar e é ativo no seu segundo elemento que é o fogo.

Xangô polariza com Iansã e suas irradiações passivas se tornam ativas no ar. Egunitá se polariza com Ogum e suas irradiações por propagação magnética assumem a forma de fachos flamejantes.

Entendam que a justiça e a lei não são antagônicas e sim complementares, o fogo na verdade não anula o ar, mas tão somente o energiza com seu calor, e o ar não apaga o fogo, mas só o expande ou o faz refluir.

Todos os Orixás Universais ou Cósmicos têm uma função a realizar e esta função sempre nos beneficiará, quando nos paralisam também estão nos ajudando, impedindo que continuemos a trilhar o caminho errado, evitando uma maior queda espiritual para nós.



Oferendas de Egunitá: velas vermelhas, douradas, azuis, laranjas e brancas, água e licor de menta, palma vermelha.


Texto baseado no livro “O Código de Umbanda”
Obra psicografada por Rubens Saraceni.


quarta-feira, 19 de março de 2008

XANGÔ



O quarto Trono Assentado na Coroa Divina, é o Trono da Justiça Divina, tendo assentado no seu pólo positivo XANGÔ e no seu pólo negativo EGUNITÁ.


Xangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a razão, despertando nos seres o senso de equilíbrio e equidade, Xangô é o fogo e irradia o calor que coloca os seres em movimento, é o calor que aquece os fluídos e permite que os processos genéticos se desdobrem e a vida aconteça de forma justa e equilibrada, mas ele é o fogo da justiça que anima os seres e faz com que cada um respeite os limites alheios.


A linha Natural da Justiça, como vimos é formada por Xangô e Egunitá, o seu elemento é o fogo, é o Trono Natural do Fogo Divino, Xangô é irradiante, e Egunitá é cósmica.


A linha da justiça se polariza com a linha da Lei (eólica por excelência) Ogum e Iansã.


Logo, Xangô (fogo) se polariza com Iansã (ar) e Egunitá (fogo) se polariza com Ogum (ar) criando duas linhas mistas ou duas linhas regentes da nossa Umbanda.


Xangô é o Orixá natural da Justiça, e está assentado no pólo positivo da linha do fogo Divino, portanto seu elemento é o fogo, seu magnetismo é irradiante e ele é um Orixá Universal.


Xangô se projeta do pólo positivo da linha do fogo Divino e faz surgir sete hierarquias naturais de nível intermediário, pontificadas pelos Xangôs regentes dos pólos e níveis vibratórios intermediários da linha de Forças da Justiça Divina.


Estes sete Xangôs intermediários são Orixás Naturais, regentes de níveis vibratórios, são multidimensionais e irradiadores das qualidades, atributos e atribuições do Orixá Maior Xangô, aplicando os aspectos positivos da Justiça Divina nos níveis vibratórios positivos e polarizam-se com os Xangôs cósmicos que são os aplicadores do aspecto negativo, na Umbanda quem lida com os Xangôs cósmicos são os Exus e Pomba-giras, vamos nos ater aos Xangôs dos pólos positivos que formam hierarquias de orixás intermediadores que pontificam as linhas de trabalho espirituais.


Todo orixá intermediário e todo orixá intermediador têm nomes mântricos que não podem ser abertos para o plano material, por isso adotam nomes simbólicos como: Xangô Sete Pedreiras, Xangô dos Raios, Xangô dos Tempos, etc..., mas quem usa esses nomes são os orixás intermediadores que foram humanizados e comandam linhas de caboclos que se manifestam na Umbanda, ficando claro que os Xangôs intermediadores são os seres naturais ou espíritos reintegrados às hierarquias naturais.


O sincretismo na Umbanda com a Católica é representado por São Jerônimo, como também por São João Batista, São Pedro e São Paulo, muito justo o sincretismo pois os mesmos são eternos defensores da Lei Divina.


Oferendas: Vela branca, vela marrom e vermelha, cerveja escura, vinho tinto e licor de Ambrósia, quiabo, caqui, manga rosa e mamão.


Texto baseado no Livro " O Código da Umbanda"
Obra psicografada por Rubens Saraceni