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domingo, 23 de março de 2008

OGUM



O quinto Trono assentado na Coroa Divina é o Trono Natural da Lei, trono esse que tem por elemento o ar, portando é um trono eólico, este trono tem assentado em seu pólo positivo o Orixá Ogum e em seu pólo negativo a Orixá Iansã.


Estando assentado no pólo positivo Ogum é Orixá Universal, passivo e irradiante e Iansã estando assentada no pólo negativo é Orixá Cósmica, ativa e absorvente.


Ogum é sinônimo de lei e ordem, é o sinônimo da Lei Maior, ordenação Divina e retidão em todos os sentidos. Ordenando a fé, o amor, o conhecimento, a justiça, a evolução, a geração, por isso Ogum está em todas as outras qualidades Divinas.


Sua qualidade ordena a evolução e por isso ele é tido como senhor dos caminhos (das vias evolutivas), as suas irradiações retas são simbolizadas por sete lanças e as cortantes por sete espadas, sua proteção “legal” pelos sete escudos.


Ogum e Iansã são Regentes do Mistério Guardião e suas hierarquias não são formadas por Orixás opostos, eles formam hierarquias verticais, retas ou seqüenciais, pois são regentes dos pólos positivos, dos neutros, dos tripolares e dos negativos, todos atuam da mesma forma aplicadores da lei.


Todo Ogum é aplicador da Lei e todos agem com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois não se permitem, qualquer conduta alternativa.


As hierarquias retas de Ogum dentro da Umbanda é composta de vinte e um Oguns intermediários Regentes dos pólos magnéticos:


Sete pólos positivos; Sete pólos são neutros, mas não são opostos aos positivos; sete tripolares, faixa neutra que é horizontal.


As hierarquias desses sete Oguns Naturais Intermediários tripolares são gigantescas. Para que haja uma noção, podemos citar:


Ogum do Cristal projeta-se como Ogum Matinata;


Ogum dos Minerais projeta-se em Ogum das Pedras, Ogum de Ferro, Ogum Sete Correntes e Ogum Iara;

Ogum Vegetal projeta-se como Ogum Rompe Mato;

Ogum do Fogo projeta-se como Ogum de Lei;

Ogum do Ar projeta-se como Ogum Ventania;

Ogum da Terra projeta-se em Ogum Megê;

Ogum da água projeta-se um Ogum Marinho, Ogum Sete Ondas e Ogum Beira Mar;
Ogum das Passagens projeta-se em Ogum de Ronda.



Aqui não citamos todos os Oguns que são projetados porque são muitos, demos alguns exemplos.



Citaremos agora alguns Oguns cósmicos e suas regências:


Regido por Oiá, Ogum do Tempo;


Regido por Oxumaré, Ogum Sete Cobras e Ogum Sete Caminhos;

Regido por Obá, Ogum Rompe Solo;

Regido por Iansã, Ogum Rompe Nuvens;

Regido por Egunitá, Ogum Corta Fogo;

Regido por Nana, Ogum Sete Lagoas;

Regido por Omulu, Ogum Naruê.


Como dissemos anteriormente, aqui citamos apenas alguns, pois são muitos, e entendam os Oguns Cósmicos atuam nos pólos magnéticos que surgem do entrecruzamento das linhas de forças verticais (irradiações) e com as correntes eletromagnéticas (vibrações).


Na religião católica o sincretismo é feito com São Jorge, o Santo Guerreiro, que com sua lança mata o dragão (simbolizando todos aqueles que vão contra a lei Divina). A história de São Jorge é muito antiga e perdeu-se em parte com o tempo, o que de mais concreto se tem é que ele foi martirizado, sofrendo os mais atrozes tormentos, e diante de sua vontade de ferro, até a esposa do imperador se converteu ao cristianismo, então o imperador mandou decapitá-lo, ele renegou os deuses do império até o fim, está sepultado em Lydda, na Palestina no inicio do século IV.


Oferendas a Ogum: vela branca, azul-marinho, vermelha; cerveja branca, vinho tinto licoroso, flores diversas e cravos depositados nos campos, caminhos, encruzilhadas, dependendo do Ogum.


Texto baseado no livro “O Código de Umbanda” obra psicografada por Rubens Saraceni e do livro “Iemanjá e Ogum” de Pai Ronaldo Antonio Linares e Pai Diamantino Fernandes Trindade.

sexta-feira, 21 de março de 2008

EGUNITÁ


O Trono Natural da Justiça é o quarto Trono assentado na Coroa Divina.


Em seu pólo positivo temos Xangô e em seu pólo negativo Egunitá.


Este é o Trono do Fogo Divino o elemento natural deste trono é o fogo, portanto um trono ígneo.


Xangô é o Orixá Universal e Egunitá a Orixá Cósmica.


Egunitá é a orixá cósmica que com o fogo purifica os sentimentos desvirtuados, é o Fogo da Purificação.


Egunitá passa a atuar quando começa a existir no Ser um desequilíbrio, a própria energia negativa gerada por este desequilíbrio a atrai, e este fogo irá se acumular e quando chegar ao seu ponto de incandescência consumista irá esgotar e anular o Ser desequilibrado.


Portanto Egunitá é ígnea de magnetismo negativo e seu fogo é cósmico e consumidor, Xangô é ígneo de magnetismo positivo, seu fogo é universal e abrasador.

Xangô aquece os seres tornando-os ajuizados, sensatos e calorosos.
Egunitá consome as energias dos seres, fanatizados, desequilibrados e apaixonados, apatizando-os, paralisando-os e anulando seus vícios emocionais e desequilíbrios mentais.

Impossível falarmos de Egunitá e Xangô (linha ígnea) sem falarmos de Ogum e Iansã (linha eólica). Portanto a linha do fogo se polariza com a linha do ar criando duas linhas mistas na Umbanda. O Fogo necessita do Ar para mantê-lo.

Teremos nestas linhas mistas: Xangô e Iansã, e Ogum e Egunitá.

Portanto Egunitá (fogo) se polariza com Ogum (ar), que lhe dá sustentação necessária, de forma passiva e ordenada.

Se Ogum se polarizasse com Xangô, como os dois são passivos, o fogo de Xangô só iria consumir o ar de Ogum. Ogum é passivo no seu primeiro elemento o ar e é ativo no seu segundo elemento que é o fogo.

Xangô polariza com Iansã e suas irradiações passivas se tornam ativas no ar. Egunitá se polariza com Ogum e suas irradiações por propagação magnética assumem a forma de fachos flamejantes.

Entendam que a justiça e a lei não são antagônicas e sim complementares, o fogo na verdade não anula o ar, mas tão somente o energiza com seu calor, e o ar não apaga o fogo, mas só o expande ou o faz refluir.

Todos os Orixás Universais ou Cósmicos têm uma função a realizar e esta função sempre nos beneficiará, quando nos paralisam também estão nos ajudando, impedindo que continuemos a trilhar o caminho errado, evitando uma maior queda espiritual para nós.



Oferendas de Egunitá: velas vermelhas, douradas, azuis, laranjas e brancas, água e licor de menta, palma vermelha.


Texto baseado no livro “O Código de Umbanda”
Obra psicografada por Rubens Saraceni.


quarta-feira, 19 de março de 2008

XANGÔ



O quarto Trono Assentado na Coroa Divina, é o Trono da Justiça Divina, tendo assentado no seu pólo positivo XANGÔ e no seu pólo negativo EGUNITÁ.


Xangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a razão, despertando nos seres o senso de equilíbrio e equidade, Xangô é o fogo e irradia o calor que coloca os seres em movimento, é o calor que aquece os fluídos e permite que os processos genéticos se desdobrem e a vida aconteça de forma justa e equilibrada, mas ele é o fogo da justiça que anima os seres e faz com que cada um respeite os limites alheios.


A linha Natural da Justiça, como vimos é formada por Xangô e Egunitá, o seu elemento é o fogo, é o Trono Natural do Fogo Divino, Xangô é irradiante, e Egunitá é cósmica.


A linha da justiça se polariza com a linha da Lei (eólica por excelência) Ogum e Iansã.


Logo, Xangô (fogo) se polariza com Iansã (ar) e Egunitá (fogo) se polariza com Ogum (ar) criando duas linhas mistas ou duas linhas regentes da nossa Umbanda.


Xangô é o Orixá natural da Justiça, e está assentado no pólo positivo da linha do fogo Divino, portanto seu elemento é o fogo, seu magnetismo é irradiante e ele é um Orixá Universal.


Xangô se projeta do pólo positivo da linha do fogo Divino e faz surgir sete hierarquias naturais de nível intermediário, pontificadas pelos Xangôs regentes dos pólos e níveis vibratórios intermediários da linha de Forças da Justiça Divina.


Estes sete Xangôs intermediários são Orixás Naturais, regentes de níveis vibratórios, são multidimensionais e irradiadores das qualidades, atributos e atribuições do Orixá Maior Xangô, aplicando os aspectos positivos da Justiça Divina nos níveis vibratórios positivos e polarizam-se com os Xangôs cósmicos que são os aplicadores do aspecto negativo, na Umbanda quem lida com os Xangôs cósmicos são os Exus e Pomba-giras, vamos nos ater aos Xangôs dos pólos positivos que formam hierarquias de orixás intermediadores que pontificam as linhas de trabalho espirituais.


Todo orixá intermediário e todo orixá intermediador têm nomes mântricos que não podem ser abertos para o plano material, por isso adotam nomes simbólicos como: Xangô Sete Pedreiras, Xangô dos Raios, Xangô dos Tempos, etc..., mas quem usa esses nomes são os orixás intermediadores que foram humanizados e comandam linhas de caboclos que se manifestam na Umbanda, ficando claro que os Xangôs intermediadores são os seres naturais ou espíritos reintegrados às hierarquias naturais.


O sincretismo na Umbanda com a Católica é representado por São Jerônimo, como também por São João Batista, São Pedro e São Paulo, muito justo o sincretismo pois os mesmos são eternos defensores da Lei Divina.


Oferendas: Vela branca, vela marrom e vermelha, cerveja escura, vinho tinto e licor de Ambrósia, quiabo, caqui, manga rosa e mamão.


Texto baseado no Livro " O Código da Umbanda"
Obra psicografada por Rubens Saraceni

sábado, 15 de março de 2008

OBÁ


O terceiro Trono assentado na Coroa Divina é o Trono do Conhecimento, regendo o pólo positivo temos o Orixá Oxóssi e no pólo negativo temos a Orixá Obá, sendo a terceira linha de nossa Umbanda.


Portanto Obá atua nos seres através do terceiro sentido da vida que é o conhecimento, seu elemento natural é a terra e o seu segundo elemento é o vegetal.


No Trono do Conhecimento temos Oxóssi no pólo positivo, com magnetismo irradiante e Obá no pólo negativo com magnetismo absorvente. Enquanto ele irradia conhecimento, estimulando a busca dos mesmos, ela paralisa os seres que se desvirtuaram justamente porque receberam conhecimentos distorcidos, falsos e viciados ou então ao receberem os conhecimentos eles mesmos os distorceram da forma que lhes fossem mais úteis.


Obá atua mais no campo religioso, sua função é paralisar os excessos cometidos pelas pessoas que dominam o conhecimento religioso, ela paralisa os conhecimentos viciados e aquieta os seres antes que cometam erros irreparáveis.


Quando Obá atua, o ser que por ela for paralisado passa a se desinteressar pelo assunto que o atraía, torna-se meio apático e alguns perdem até a sua desvirtuada maneira de raciocinar.


Após o ser estar paralisado e quando o seu emocional for descarregado dos conceitos falsos, então ela o conduz para Oxóssi que irá redirecioná-lo para a linha reta do conhecimento.


Resumindo temos:


- Oxóssi irradia conhecimento e Obá o concentra.


-Oxóssi estimula o ser e Obá anula.


-Oxóssi vibra conhecimento e Obá absorve as irradiações desordenadas dos seres regidos pelos mistérios do conhecimento.


-Oxóssi é o raciocínio arguto e Obá é o concentrador.


As velas que se oferecem a Obá são: brancas, verdes, margentas ou vermelho vivo.