TRADUTOR

Seguidores

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

COMO AGIR DIANTE DE TANTOS PRECONCEITOS.

Diante de tantos preconceitos enfrentados, devo dizer que em meus trinta anos de umbandista, nunca me preocupei com eles, porque para mim sempre bastou e basta a certeza absoluta que eu trabalhava dentro da “Lei do Amor”, a certeza absoluta que os meus guias só aceitavam trabalhos para o bem e que sempre procuravam esclarecer os consulentes que o Templo de Umbanda não é um lugar para se resolver problemas materiais e sim procurar solucionar problemas espirituais e procurar a evolução espiritual.

Claro que às vezes acumulo de energias negativas causadas por entidades menos evoluídas ou entidades das trevas, podem atravancar o nosso caminho, tirar a paz de nosso lar e deixar-nos doentes, estes espíritos podem ter sido direcionados a nós por meio de “trabalhos magísticos”, o que não quer dizer que tenham sido feitos em Templos de Umbanda, pois o verdadeiro Templo de Umbanda não se presta de forma nenhuma a isso, se o fizer não é Umbanda apenas usa o seu nome para enganar os fiéis, como sabem tais espíritos malignos podem simplesmente ter se agregado a nós por vários motivos, entre eles os nossos pensamentos negativos os atraíram, ou algum protegido seu encarnado se sentiu prejudicado por nós e os direcionou com sua ira ou inveja, ou simplesmente são nossos inimigos por razões particulares deles, como dívidas nossas de outras encarnações, ou às vezes tentando ajudar alguém nos colocamos em seu caminho impedindo às vezes até sem saber que ele concretizasse o mal que pretendia contra sua vítima.

De qualquer forma a melhor receita para que tais energias negativas não nos afetem ou pelo menos amenizem até encontrarmos ajuda, é muito fácil, é só termos certeza dentro de nossa alma que maior é Deus, que mais cedo ou mais tarde a tormenta passa, pois Ele sem dúvida dependendo de nossos méritos e de nossa postura nos trará a solução, se tivermos que procurar algum Templo de Umbanda, Ele nos direcionará, a resposta sempre virá, é só confiar, crer e fazer jus a Ele.

Agora voltando aos preconceitos devo dizer que como nunca me importei, nem fui atrás de resposta, somente confiei Nele, veio até mim o parecer do inigualável “Chico Xavier”, o qual eu já postei neste blog com o título “Depoimento de Chico Xavier sobre a Umbanda”.

Texto escrito com a colaboração de amigos espirituais.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

DEPOIMENTO DE CHICO XAVIER SOBRE A UMBANDA




Antes de falarmos sobre os preconceitos da Umbanda, vou relatar abaixo o que Luciano Napoleão da Costa e Silva em seu livro Nosso Amigo Chico Xavier, relata o seguinte:

" Chico Xavier respeita todas as religiões e sincretismo religiosos e afirma que devemos respeitar o umbandismo, pois grande é a " legião de companheiros muito respeitáveis, consagrados à caridade que Jesus nos legou, grandes expositores da mediunidade que auxilia e alivia o próximo, credores do nosso maior carinho, da nossa maior veneração, conquanto estejamos vinculados aos princípios codificados por Allan Kardec, De nossa parte, devemos respeitar a todos e não contrariar a simpatia desse ou daquele irmão, conhecedores da Doutrina Espírita, a permanecerem no ritual umbandista, pois há problema de fórum íntimo cuja solução pertence ao livre-arbítrio de cada um".

Em outra passagem do livro no mesmo capítulo, o autor relata o seguinte: Não encontramos, em nenhuma declaração, Chico falar que umbanda é sincretismo religioso e sim " ritual umbandista " e devemos " esperar sempre a melhor orientação da Federação Espírita Brasileira..."
Em julho de 1953, à página 149, o órgão oficial da Federação, " O Reformador ", declarou oficial e textualmente: " Todo aquele que crê nas manifestações espíritas é espírita." Pelo, que estamos entendendo, os umbandistas crêem nas manifestações, logo são espíritas..... "

Como vimos acima, o grandioso Chico Xavier, jamais recebeu nenhuma instrução dos espíritos iluminados que o cercavam contra a nossa Umbanda, muito pelo contrário e se resta qualquer dúvida a respeito da autenticidade da nossa Umbanda eu acredito que as declarações do maior médium de nossos tempos as dissipa.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

PORQUE A UMBANDA SEPAROU-SE DA MESA BRANCA

A separação da Umbanda do culto Kardecista deu-se de forma radical, é claro que cada um teria que ter suas sessões próprias, mas isto não quer dizer que teriam de deixar de serem írmãos, pois dependendo do caso e da necessidade de cada írmão o mesmo seria atendido por este ou por aquele, e o médium cumpriria a sua missão aonde o seu coração lhe pedisse. No entanto na época ,um grupo sem estarem incorporados em nenhum de seus mentores, falando por si próprios, alimentados pelo preconceito não se dispuseram nem a tentar conhecer os novos mentores que se apresentavam.


Veja história verídica abaixo.

Vale a pena conhecer.


Como Surgiu a Umbanda
...Dedicar integralmente o tempo das sessões ao atendimento aos necessitados, Zélio Fernandino de Morais, médium que recebeu o caboclo das sete encruzilhadas, o fundador da umbanda no Brasil, desencarnou em outubro de 1975, aos 84 anos de idade. De seu trabalho incansável resultou a umbanda de hoje, que é sem dúvida, a religião que mais cresce no Brasil.

...Da atitude de Zélio de Moraes que, incorporado, declarou estar “faltando uma flor” , na mesa da Federação Espírita de Niterói, surgiu uma das curimbas (pontos cantados) mais belas da umbanda, que diz:

“Surgiu no jardim mais uma flor,
Mamãe Oxum trazendo paz e amor.

Que vai crescendo, pôr este imenso Brasil.
Bandeira branca de Oxalá, força do além,
Mãe caridosa que ao mundo deseja o bem...
vai sempre em frente em frente ,
ó minha umbanda querida,
leva a doçura da vida para aqueles que não têm !....”

...Em fins de 1908, uma família tradicional de Neves, Estado do Rio de Janeiro, foi surpreendida pôr uma ocorrência que tomou aspecto sobrenatural: o jovem Zélio Fernandino de Moraes, que fora acometido de estranha paralisia, que os médicos não conseguiam debelar, certo dia ergueu-se do leito e disse “Amanhã estarei curado”.


...No dia seguinte, levantou-se normalmente e começou a andar, como se nada, antes, lhe houvesse tolhido os movimentos. Contava apenas dezessete anos e destinava-se a carreira militar na marinha.


...A medicina não soube explicar o que tinha ocorrido. Os tios, que eram padres católicos, foram colhidos de surpresa e nada disseram sobre a misteriosa ocorrência.


...Um amigo da família sugeriu, então, uma visita à Federação Espírita de Niterói, presidida por José de Souza, na época.

 No dia 15 de novembro de 1908, o jovem Zélio foi convidado a participar de uma sessão e o dirigente dos trabalhos determinou que ele ocupasse um lugar à mesa.

...Tomado por uma força estranha e superior a sua vontade, contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer dos componentes da mesa, o jovem Zélio levantou-se e disse :
...- Aqui está faltando uma flor!, e retirou-se da sala. Pouco depois, voltou trazendo uma rosa, que depositou no centro da mesa.

Essa atitude insólita causou quase um tumulto. Restabelecida a “corrente”, manifestaram-se espíritos, que se diziam de pretos escravos e de índios ou caboclos, em diversos, médiuns. Esses espíritos foram convidados a se retirar pelo presidente dos trabalhos, advertidos do seu atraso espiritual.

...Foi então que o jovem Zélio foi novamente dominado por uma força estranha, que fez com que ele falasse sem saber o que dizia (De acordo com depoimento do próprio à revista Seleções de Umbanda, em 1975.).

Zélio ouvia apenas a sua própria voz perguntar o motivo que levava os dirigentes dos trabalhos a não aceitarem a comunicação desses espíritos e pôr que eram considerados atrasados, se apenas pela diferença de cor ou de classe social que revelaram ter tido na sua ultima encarnação. Seguiu-se um diálogo acalorado, e os responsáveis pela mesa procuraram doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que estaria incorporado em Zélio e desenvolvia um argumentação segura.

Um dos médiuns videntes perguntou , afinal:
- Porque o irmão fala nesses termos, pretendendo que esta mesa aceite a manifestação de espíritos que pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados são claramente atrasados? E qual é o seu nome irmão?

Respondeu Zélio , ainda tomado pela força misteriosa:
- Se julgam atrasados esses espíritos dos pretos e dos índios, devo dizer que amanhã estarei em casa deste aparelho ( o médium Zélio) para dar início a um culto em que esses pretos e esses índios poderão dar a sua mensagem e, assim , cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou.

 Será uma religião que falará aos humildes , simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados.
 E , se querem saber o meu nome , que seja este : “Caboclo das Sete Encruzilhadas”, porque não haverá caminhos fechados para mim.

O vidente interpelou a Entidade dizendo que ele se identificava como um caboclo mas que via nele restos de trajes sacerdotais.

O espírito respondeu então:
- O que você vê em mim são restos de uma existência anterior. Fui padre e meu nome era Gabriel Malagrida. Acusado de bruxaria fui sacrificado na fogueira da Inquisição em Lisboa, no ano de 1761. Mas em minha última existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como caboclo brasileiro.

- Julga o irmão que alguém irá assistir ao seu culto?, perguntou, com ironia, o médium vidente; ao que o caboclo das sete encruzilhadas respondeu:

- Cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei!
Zélio de Morais contou que no dia seguinte , 16 de novembro , ocorreu o seguinte:

- Minha família estava apavorada. Eu mesmo não sabia explicar o que se passava comigo. Surpreendia-me haver dialogado com aqueles austeros senhores de cabeça branca, em volta de uma mesa onde se praticava para mim um trabalho desconhecido.

Como poderia, aos dezessete anos, organizar um culto? No entanto eu mesmo falara, sem saber o que dizia e por que dizia.
 Era uma sensação estranha: uma força superior que me impelia a fazer e a dizer o que nem sequer passava pelo meu pensamento.

- E, no dia seguinte em casa de minha família, na Rua Floriano Peixoto, 30, em Neves, ao se aproximar a hora marcada , 20 horas , já se reuniam os membros da Federação Espírita , seguramente para comprovar a veracidade dos fatos que foram declarados na véspera, os parentes mais chegados, amigos, vizinhos e , do lado de fora, grande número de desconhecidos.

Às 20 horas , manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas.
 Declarou que se iniciava naquele momento, um novo culto em que os espíritos de velhos africanos, que haviam servido como escravos e que, desencarnados, não encontravam campo de ação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas quase exclusivamente para trabalhos de feitiçaria , e os índios nativos de nossa terra poderiam trabalhar em benefício dos seus irmãos encarnados, qualquer que fosse o credo e a condição social.

 A prática da caridade , no sentido do amor fraterno, seria a característica principal desse culto, que teria pôr base o Evangelho de Cristo e, como mestre supremo Jesus.

O Caboclo estabeleceu as normas em que se processaria o culto: sessões , assim se chamariam os períodos de trabalho espiritual, diárias das 20 às 22 horas, os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito.

Deu, também, o nome desse movimento religioso que se iniciava; disse primeiro allabanda (ou um dos presentes assim anotou) mas considerando que não soava bem a sua vibratória, substituiu-o por Aumbanda, ou seja Umbanda , palavra de origem sânscrita que se pode traduzir por “Deus ao nosso lado”, ou “o lado de Deus”.

Muito provavelmente, ficou o nome umbanda , e não Aumbanda, porque alguém anotou a palavra separadamente (a umbanda).

A casa de trabalhos espirituais, que no momento se fundava, recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolhe o Filho nos braços, também seriam acolhidos, como filhos, todos os que necessitassem de ajuda ou de conforto.

Ditadas as bases do culto , após responder, em latim e em alemão às perguntas dos sacerdotes ali presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou a parte pratica dos trabalhos, curando enfermos, fazendo andar aleijados.

 Antes do término da sessão, manifestou-se um preto velho. Pai Antônio, que vinha completar as curas.

Segundo o jornal Gira de Umbanda (n.º 19 “As Verdadeiras origens da Umbanda do Brasil”), foi esse guia quem ditou o ponto hoje cantado no Brasil inteiro “Chegou, chegou, chegou, com Deus, chegou, chegou o Caboclo das Sete Encruzilhadas”.


Nos dias seguintes, verdadeira romaria se formou na Rua Floriano Peixoto, n.º 30, em Neves.
 Enfermos , cegos, paralíticos, vinham em busca de cura e ali encontravam , em nome de Jesus. Médiuns (cuja manifestações haviam sido consideradas loucuras) deixaram os sanatórios e deram provas de suas qualidades excepcionais.

 Estava fundada a umbanda no Brasil. 15 de novembro seria posteriormente, dia nacional da umbanda.


Cinco anos mais tarde, manifesta-se o orixá Malé exclusivamente para a cura de obsedados e o combate aos trabalhos de magia negra (obs. Orixá, na realidade não incorpora, apenas manda sua vibração à terra, é comum no estado do Rio, trata-se de um guia espiritual pela denominação do orixá segundo Ivone Mangie Alves Velho, em seu livro Guerra de Orixá).


Dez anos após a fundação da Tenda Nossa Senhora da Piedade (registrada como tenda Espírita , porque não era aceito na época, o registro de uma entidade com especificação de umbanda), o Caboclo das Sete Encruzilhadas declarou que iniciava a segunda parte de sua missão: a criação de sete templos , que seriam o núcleo do qual se propagaria a religião da umbanda.


Em 1935, estavam fundados os sete templos idealizados pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas , sendo curiosa a fundação do sétimo , que receberia o nome de Tenda São Gerônimo (a casa de Xangô).
 Faltava um dirigente adequado ao mesmo, quando numa noite de quinta feira, José Alvares Pessoa, espírita e estudioso de todos os ramos do espiritualismo, não dando muito crédito ao que lhe relatavam sobre as maravilhas ocorridas em Neves , resolveu verificar pessoalmente o que se passava.

Logo que assomou à porta da sala em que se reuniam os discípulos do Caboclo das Sete Encruzilhadas, este interrompeu a palestra e disse:

- Já podemos fundar a Tenda São Jerônimo. O seu dirigente acaba de chegar.

O Sr. Pessoa ficou muito surpreso, pois era desconhecido no ambiente. Não anunciara a sua visita e viera apenas verificar a veracidade do que lhe narravam.
 Após breve diálogo em que o Caboclo das Sete Encruzilhadas demonstrou conhecer a fundo o visitante, José Alvares Pessoa assumiu a responsabilidade de dirigir o último dos sete templos que a entidade criava.

Dezenas de templos e tendas porém , seriam criados posteriormente, sob a orientação direta ou indireta do Caboclo das Sete Encruzilhadas.



Em 1939, o Caboclo das Sete Encruzilhadas determinou que se fundasse uma federação (que posteriormente passou a à denominação de União Espírita de Umbanda do Brasil, segundo relata Seleções de Umbanda n.º 7 1975), para congregar templos Umbandistas e que deveria ser o núcleo central desse culto, em que o simples uniforme branco de algodão, dos médiuns estabelecia a igualdade de classes e a simplicidade do ritual permitia.



Texto extraído do JUS-JORNAL DE UMBANDA SAGRADA –

sábado, 23 de fevereiro de 2008

ORAÇÃO A OXALÁ




Salve Oxalá, força divina do amor, exemplo vivo de abnegação e carinho.


Rogamos a vós, ó bondoso mestre, a vossa proteção para que , possamos sentir em nossos corações, cada vez mais viva, a chama do nosso amor por Deus e por todas as suas criaturas.


Derramai vossa benção por sobre todos nós e especialmente por sobre aqueles que se encontram recolhidos às casas de saúde, manicômios e penitenciárias, por sobre todos os que nascem neste momento e , ainda, muito especialmente pelo os que desencarnaram e se dirigem, já em espírito, ao mundo invisível,
para o ajuste de contas.


Proteção ó Pai Oxalá! Força e proteção para todos os que palmilham o caminho do bem e misericórdia para os que vivem no mal e para o mal, esquecidos de si próprios. 

Assim Seja.



Colaboração de nosso amigo
Washington d"Oxossi