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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

MÃE MARIA DE ANGOLA - 2 -



Primeiro fomos traídos pelos nossos irmãos ou rivais de tribos, depois fomos arrastados pelos brancos, cortaram nossos cabelos, queimaram nossos cortes sagrados, tivemos nosso akele profanado.
Na barca fomos mortos, pelo frio, pelo sol, pela seca e pela chibata.
Na terra nova, alva e branca, apresentaram-nos  o Salvador, que havia deixado escrito há mais de  mil anos que nossos deuses iorubás eram demônios, eu nem sabia que tinha um demônio.

No povo iorubá se aprende que o bem e o mal moram dentro da gente, que a missão é encontrar o equilíbrio. Só o bom te faz bem, só o mal faz mal pro seu irmão .

Eu acreditei, acreditei no Salvador, abandonei meus deuses ancestrais e aceitei que eles eram manifestações demoníacas.

Eu disse ao capitão, que queimou meu corte, minha catulagem, que os abandonava
e vivi muitos anos assim, aceitei minha escravidão, era bendita porque eu devia ao Salvador, eu tinha adorado os deuses iorubás.
Esqueci os nomes, esqueci os efuns, esqueci o sagrado ensinamento.

Aceitei que era o que o Salvador queria de mim, pagar meus terríveis pecados profanos com o suor e o sangue na chibata.
Mas um dia acabou, acabou em uma escuridão sem fim e logo após um reino iluminado com as palmas de Oxalá e os lírios de Oxum.
E vi as caboclas de Oya rodando nos ares no amanhecer mais bonito que já vi, os raios de sol beijando as caboclas de Oxum derrubando as águas doces nos rios e uma espada brilhosa do cavaleiro meu pai, negro vestido de azul me recebia em festa. A festa do retorno .

Eu vi a mais linda e formosa minha mãe Yemanjá, meu catulo voltou brilhou com a presença dela, da maravilha e da beleza daqueles olhos de mar.

E eu perguntei por que estava no lugar dos deuses iorubás, eu queria o Salvador não sabia porque estava ali e foi então que ele apareceu no meio das rochas de um lugar que até então não  tinha visto , Xangô passou a mão sobre meus olhos e virou minha cabeça pro céu e eu vi abrindo as nuvens Oxalá e ele era maior que todos e brilhava como o sol.

Nos seus brações ele trazia o Cristo e meu Salvador fez um gesto com as mãos e houve uma chuva de rosas vermelhas e brancas .

E senti o peso de 50 anos de negação e rejeição e no desespero eu disse : E agora como vou me redimir?

E Xangô altivo me disse : Vai Maria e trabalha, leva flores a quem tem dor, leva luz a escuridão da ignorância. Faça justiça com as mãos que benzem e com a boca que abençoa. A umbanda vai nascer em nome da justiça aos Orixás e essa labuta é sua também.


Mãe Maria de Angola
psicografado por Eveline Luconi Popi

em 25-02-2017

Esta é uma parte da vida da querida Mãe Maria de Angola, anteriormente, já havia dado mensagem contando outra parte de sua vida, as duas mensagens se completam, o que ficou oculto na primeira é aberto aqui. Abaixo o
link da postagem a que me refiro.


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