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terça-feira, 27 de outubro de 2009

PAI CANAJÉ QUE SAUDADES



Pai Canajé, aonde anda, que há tempo de ti não sei?

A saudade bate em meu peito, meu amigo, meu irmão, que tanto bem um dia me fez, com tão sábios conselhos, com todo este amor que tens.


Com isso sou muito feliz, porque posso sempre ajudar, resgatando de alguma forma a dívida alta que tenho.
Ah minha menina, ando entre estes dois mundos, o trabalho é intenso e Canajé não tem parada.


Há milênio desencarnei, nunca mais na Terra aportei, pois com a graça do Senhor, outra via de evolução encontrei.


Nesta terra, no Oriente, fui um mago que chamavam de sábio, mas sábio eu não era, pois se o bem eu pratiquei deixei-me levar pela vaidade, sempre que vencia o mal crescia dentro de mim a semente do poder.

Bem aí que está eu percebi, mas não conseguia parar o sentimento, retroceder, voltar a ser o humilde Canajé que um dia graças a um mestre bendito teve a oportunidade de muito aprender, foi ele que percebeu meus dons mediúnicos e sabiamente os desenvolveu ao máximo.
Em certa época notei que eu lutava contra os magos negros (magos que se dedicavam ao mal, nada tem a ver com a cor da pele) não pela satisfação de ver o bem florescer e sim para mostrar o meu poder, poder que não era meu, pois me foi facultado pelo Pai para cumprimento de missão.


Quando fui chamado para atuar junto aos poderosos que governavam o lugar, me engrandeci, na verdade o Templo em si já tinha grande influencia no governo, mas atuar de forma exclusiva, nossa isto mexeu com minha vaidade, o Mestre ainda vivo, apesar de bem velhinho me alertou, cuidado, muito cuidado, mas de nada adiantou.


Então quando eu menos esperava, um mago negro infiltrou-se no governo, percebi a presença, senti que era poderoso dentro do mal que praticava, deveria ter acionado os outros magos, deveria mas não fiz, me considerava superior, e de certa forma era, mas tinha uma fraqueza a vaidade, o orgulho.


Eu mesmo esqueci que as forças do mal sempre nos atingem pelo nosso lado fraco, pela doença que temos em nossa alma, bem não precisa falar mais nada, perdi, não morri devido a intervenção exatamente de um menino que se preparava para atingir o grau de mago, ele era puro como eu um dia havia sido, ele não queria vencer o mago negro, ele queria me ajudar.

Caí em mim, voltei para o Templo, fiquei longo tempo em meditação, só ajudava pessoas que não tinham riquezas, e como a vergonha de mim mesmo não me abandonava, isolei-me nas montanhas, onde a cada três meses era procurado pelos amigos deixados no Templo, levavam-me mantimentos, inúmeros eram os atendimentos que ali eu fiz, centenas de pessoas me procuravam apesar da dificuldade de chegar ao local, a todos eu atendia, isto durou todo o resto de minha vida, os últimos dez anos.


Quando desencarnei e vi meu querido mestre a me esperar, chorei, chorei e pedi muito perdão a Deus, sabia que na prova da vaidade eu havia caído, quantos pobres deixei de atender enquanto me distraía com os poderosos que satisfaziam meu ego, quanta missão havia ficado para trás, eu não conseguia me perdoar, não tinha ânimo para me envolver com trabalhos que tivesse que lidar com muitos, preferi o anonimato total.Trabalhava sim, mas dentro de limites, com função que ninguém precisava saber quem fazia, só eu o meu superior e o Pai amado.


Bem enquanto eu não me perdoei, fiquei estacionado, até que um dia, após uns trezentos anos, ajoelhei e pedi perdão ao Pai e uma nova oportunidade de trabalho para conseguir-me, redimir e assim fui sendo integrado nas equipes de trabalho até que com o surgimento do espiritismo de Kardec e em seguida da Umbanda, foi me dado uma falange para trabalhar.


Aqui estou até hoje, mas sempre escolho aparelhos que trabalham sozinhos, ou em pequenos centros, sabe é, melhor não arriscar, meio no anonimato eu me sinto melhor.


Vamos em frente menina, que Canajé não te esqueceu apenas tudo tem o seu tempo, e pelas dobras do tempo te vejo, a ti e a todos que um dia a mim vieram.


Quem sabe um tempo novo para nós não está chegando, quem sabe, ou você acha que é por acaso que nunca nestes trinta anos esquecestes este velho e nem do dia da corrente indiana, sendo que nunca mais estiveste em um lugar que soubesse disto, por que será em menina?


Bem filha, como eu diria se incorporado estivesse, até um novo dia, e Salve a Corrente Indiana, Corrente dos Anjos, Corrente de Pai Canajé.




Ditado por Pai Canajé



Psicografado dor Luconi




27-10-09

3 comentários:

  1. Gostei muito do texto e me orgulho muito do trabalho que vc´s fazem!!

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  2. Lindo texto, Salvé essa corrente Pai Canajé
    Bençãos para todos
    Saravá

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  3. Q coisa Linda ! Muito Edificante...
    Parabens pela postagem.

    Muita Paz do Pai Maior !

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